Eucanaã Ferraz — grande referência da poesia brasileira — dá primazia aos leitores portugueses e apresenta Poesia (1990-2016), uma compilação da sua delicada e iluminada obra poética, marcada pela coexistência da emoção com a prática oficinal. No esclarecedor prefácio À Beira da Beleza, Carlos Mendes de Sousa eleva que «Entre as proposições da alegria nesta obra está a forma de viver a beleza e de dizer as palavras concisas em que repousa». Conhecer Poesia é também reconhecer Eucanaã Ferraz, o poeta que «ficaria feliz se meu leitor se emocionasse» e que nos presenteia na presente edição, entre muitos outros, com Ode ao Livro: Ode às grandes obras Ode aos grandes livros (…)
Eucanaã Ferraz nasceu no Rio de Janeiro, em 18 de maio de 1961. Publicou, entre outros, Desassombro (2002, Prêmio Alphonsus de Guimaraens, da Fundação Biblioteca Nacional), Rua do mundo (2004), Cinemateca (2008, Prêmio Jabuti), Sentimental (2012, Prêmio Portugal Telecom de Poesia), Escuta (2015), e, para o público infanto-juvenil Bicho de sete cabeças e outros seres fantásticos (2009) e Palhaço, macaco, passarinho (Prêmio Ofélia Fontes, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, o Melhor Livro para a Criança). Organizou vários livros, entre eles, Letra só (2003) e O mundo não é chato (2005), ambos de Caetano Veloso; reuniu poemas e letras de canção na antologia Veneno antimonotonia (2005); após preparar a Poesia completa e prosa de Vinicius de Moraes (2004), passou a coordenar a edição das obras do poeta (Companhia das Letras). Publicou, na coleção Folha Explica, o volume sobre Vinicius de Moraes (2006).
É Professor de Literatura Brasileira na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e, desde 2010, atua como Consultor de literatura do Instituto Moreira Salles, onde elabora publicações, exposições, debates, cursos e espetáculos.