Por breves momentos, todos os esgotos da vida têm razão de existência: ao menos servem para fazer poesia. Tretas! Tornam tudo válido. E não passam disso: tretas que estão no fundo de todos os fundos. E que bom é ouvir uma boa treta quando estamos nós no fundo de todos os fundos...
Really enjoyed this book, it's really simple and sweet and poetic! It contains small texts of various themes and it's beautifully written. They are thoughts of a teenage girl, whose heart were broken and whose family and friends she loves so much. It also talks about her grandmother that has alzheimer's and those chapters made me really sad. I think they describe really well how it feels to have a dear one going through that disease... Unfortunately, there isn't an english version of the book for those who are curious to read. This book only exists in a portuguese version because it's written by an unpopular author. But I really wish this books gets recognized, it definitely deserves it!
Antes de ler este livro, já era fã da Bárbara. Fã através da sua presença no Youtube e no Instagram, da maneira como fala e expõe as suas convicções, as suas sensações e as suas paixões. Depois, conheci-a ao vivo como tatuadora e também fiquei fã desta sua vertente (e aproveitei para lhe pedir que me autografasse este livro). Posto tudo isto, este livro foi o que eu esperava e mais um bocadinho. Descobri uma Bárbara adolescente que já escrevia tão bem e tinha uma sensibilidade muito grande e comovente. Estou ansiosa para que a Bárbara deite cá para fora outro livro, mas por enquanto chegam muito bem as suas partilhas.
O único senão do livro foram os erros ortográficos. No início e durante grande parte da leitura, apesar de ser uma former grammar nazi (que entretanto emigrou e ficou mais humilde), conseguia passar por cima dos erros de tão bom estava a ser descobrir todas as confissões poéticas que nos são reveladas. Mais para o fim os erros começaram a ser mais difíceis de ignorar, por serem uma constante. No entanto, nada disto tira valor ao livro.
Alguns excertos de que gostei especialmente:
Capítulo 3: lindo, sobre estarmos connosco e falarmos connosco próprios. Capítulo 11: "Os olhos não mentem porque não falam a falar, falam a sentir." Capítulo 31 Capítulo 44: "Ridículo demais para pôr em palavras. O confronto longínquo com as hipérboles do mundo é tão chocante, fascinante, e sobretudo triste. Tão triste que sinto ridícula por algum dia ter chorado por qualquer outro motivo que não aquele exagero de sofrimento. É injusto." Capítulo 154: "E a chuva teima em inundar o sol. Os malmequeres que já se atreveram a furar a terra, saltitam com o peso leve das gotas que se atiram em queda livre do céu. Pobres coitados pensaram que era Primavera. (...) Com o sol e a chuva numa guerra, nota-se o vacilo contínuo dos casacos quentes que não sabem se podem tirar férias ou não. Andam ora vestidos, ora jogados em cadeiras aleatórias. Ninguém merece um contrato de trabalho com tais condições." Capítulo 168: Há vezes em que o mundo cai em cima de uma única pessoa. E quão grande será o peso que faz descair os cantos da boca também. Quão grande será o peso que rouba o brilho dos olhos."
a primeira metade li em 2018, a segunda li nesta semana.
muitas partes cornas que vou sempre apreciar, embora também tenha gostado das outras simples reflexões/introspeções. tem muitos erros ortográficos tho :')