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Aparecida

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Nova edição, revista e ampliada, em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida por pescadores nas águas do Rio Paraíba do Sul. Em Aparecida, o correspondente da TV Globo em Berlim Rodrigo Alvarez reúne fotos e descreve personagens e fatos incríveis sobre a padroeira do Brasil em três séculos de história. A edição traz um prefácio do Pe. João Batista de Almeida, reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora de Aparecida.

272 pages, Kindle Edition

First published September 9, 2014

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About the author

Rodrigo Alvarez

31 books10 followers
“Sem sorte, melhor nem sair de casa”, costuma dizer Rodrigo Alvarez. O acaso pode até ter sido generoso com o repórter no início de sua carreira, mas de pouco adiantaria isso não fosse também sua iniciativa e ousadia – e ele também foi um dos jornalistas de TV que mais souberam usar a seu favor as novas tecnologias digitais. Rodrigo Nascimento Alvarez nasceu em 8 de junho de 1974, no Rio de Janeiro. Formou-se em jornalismo pela PUC e fez pós-graduação em negócios no IBMEC. Sua ideia quando entrou para a faculdade, porém, era ser escritor; até o sexto período, quando colegas de faculdade o convenceram a fazer uma prova para a Globo News, que estava para ser inaugurada. “Eu não queria, mas elas insistiram muito. E no fim do longo processo de seleção, acabei passando. Passaram sete pessoas de fora da Globo”, conta.

Alvarez foi contratado como editor de imagens pouco antes de a nova emissora entrar no ar, no dia 15 de outubro de 1996. Exerceu a função até 1999, no Jornal das Dez, quando virou repórter da madrugada e deu o seu primeiro furo – durante a realização da Cimeira do Rio de Janeiro, que reuniu Chefes de Estado da América Latina, Caribe e União Europeia. “Eu dei a sorte de entrevistar Fidel Castro. Ele estava no hotel com o Hugo Chávez, que ninguém conhecia direito na época, e só eu e um repórter argentino ficamos esperando até ele sair do quarto, às 5h. Ficamos meia hora entrevistando o Fidel. Acabou que entrou no Jornal Nacional”. Era a primeira vez que Cuba participava deste tipo de encontro.

No ano seguinte, o repórter vendeu seu carro e comprou uma câmera, foi para a Califórnia durante as suas férias e produziu, sozinho, uma série de reportagens sobre o Vale do Silício. “Entrevistei 30 daqueles jovens que criavam empresas de internet, inclusive os fundadores do Google, quando eles não eram conhecidos. Pouco depois, a Bolsa Nasdaq entrou em crise, foi a semana da bolha da internet. Então, o meu material se tornou atualíssimo”, lembra.

Ainda no Jornal das Dez, registrou o naufrágio da plataforma P36 da Petrobras, em Macaé, no Rio de Janeiro, em 2001. “A Globo News foi a única televisão que gravou as imagens, que depois foram para o mundo. Na época, disseram que era o único registro de uma plataforma afundando em alto-mar que já tinha sido feito”. Novamente, viajou sozinho, na virada de 2001 para 2002, desta vez à Europa, para produzir uma série de reportagens sobre a implantação do Euro. “Acompanhei a chegada das notas e das moedas, fisicamente, a Portugal, Alemanha e Itália. Na virada do ano, eu estava em Berlim e entrei ao vivo, por telefone, no Jornal das Dez, contando como os alemães haviam recebido a nova moeda”. A partir daí, especializou-se de vez em reportagens internacionais; logo depois, fez parte da equipe da emissora que cobriu a Copa do Mundo do Japão e da Coreia do Sul, em 2002.

Em 2006, tornou-se correspondente da Globo em Nova York. Sua primeira grande cobertura foi a do massacre na Universidade de Virgínia, em abril de 2007, quando o estudante Cho Seung-Hui matou 32 pessoas e se suicidou. O repórter e o cinegrafista Orlando Moreira foram os primeiros a entrar com uma câmera escondida no dormitório onde os crimes haviam ocorrido. Para o Jornal da Globo, fez uma série de reportagens sobre a fronteira do México com os Estados Unidos. “Foi no momento em que estava se construindo o muro entre os dois países. O México estava começando a ficar violento, roubaram nossa câmera”, conta. Depois, foi para a Califórnia. “Eu sempre busquei a possibilidade de fazer as coisas de maneira mais independente do padrão. E acabou que lá eu me fixei no Fantástico. Acho que o perfil de repórter que tenho hoje se consolidou na Califórnia”, diz.

Durante a cobertura das eleições americanas de 2008, ele e o cinegrafista Sérgio Telles viajaram pelo país de carro, percorrendo 18 estados, um por dia. “O objetivo era mostrar o que americanos diferentes pensavam das eleições. Fomos a uma cidade fantasma em Nevada que

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Displaying 1 - 10 of 10 reviews
Profile Image for Emily.
558 reviews43 followers
May 14, 2017
Eu nasci e fui criada em uma família católica que mora no Vale do Paraíba. Naturalmente, visitar Aparecida sempre foi uma realidade na minha infância, seja por motivos religiosos ou indo em excursões. Então quando encontrei essa biografia da santa brasileira, fiquei curiosa e peguei pra ler.

A narrativa do livro é bem clara, bem coloquial mesmo, e a sensação de que o Rodrigo Alvarez está sentado na sua frente contando a história está presente em todo o livro. Em certos pontos, isso é ótimo, porque aproxima a história do leitor e torna a compreensão muito, muito fácil. Mas também haviam momentos em que eu me sentia meio irritada com esse coloquialismo todo e queria algo mais sério (e talvez um pouco mais julgador, já que o autor narra os sacrilégios dos padres e o papel da ditadura militar como se tudo isso fosse só mais uma gracinha de um moleque levado que na real precisava era de um bom choque de realidade. )

Outra coisa que me deixou meio incomodada foi a ordem em que a história é contada. O livro é dividido em quatro partes com capítulos bem curtinhos que você lê bem rápido, mas a primeira parte, sabe-se lá por que motivos, narra o período em que a imagem foi quebrada e o processo de restauro pelo qual a mesma passou. Lendo esse começo, eu até achei que o livro fosse ser só sobre a história mais recente de Aparecida, mas, nas próximas três partes, o autor volta no tempo e conta, de forma cronológica, a história toda, o que me confundiu um pouco porque eu esquecia o ano exato em que a santa teve que ser restaurada e não sabia ao certo o estado da mesma. Mas, depois disso, a coisa toda pegou o ritmo e a leitura foi tranquila.

No geral, achei que o livro cumpriu bem a proposta - uma biografia não só da imagem de Nossa Senhora mas também da construção das duas igrejas, o impacto que a mesma teve na construção do Brasil e o papel de todos os envolvidos, tudo de uma forma bem acessível e até mesmo divertida, com uma pegada de jornalismo (tendencioso rs) e várias notas de rodapé que dão veracidade a coisa toda. Pra quem tem interesse em saber um pouco mais sobre Nossa Senhora e a história do nosso país (beeeem por cima e com foco na igreja católica) mas não quer perder muito tempo com isso, essa é uma leitura ótima.
Profile Image for Érica Arsie.
29 reviews12 followers
June 2, 2024
Se eu soubesse que esse livro era tão bom, eu teria começado a lê-lo antes. "Aparecida" me encantou desde as primeiras páginas: o autor faz com o que o leitor se sinta numa roda de conversas sobre Aparecida bem aconchegante. Vocabulário acessível e sacadas inteligentes me fizeram dar risada muitas vezes ao decorrer de leitura.

Muito conhecimento também há ali, assim como notas de onde as pesquisas foram realizadas, trazendo muito embasamento teórico, religioso, geográfico, cultural e histórico ao livro. Aliás, que espetáculo de História que o autor dá nesse livro. Reaprendi muitos detalhes com um sorriso no rosto; é engraçado saber as picuinhas que rondam assuntos que o cidadão comum, como eu, julga tão elevados e que supostamente deveriam ser discutidos em alta classe. Só que não é bem assim - e é reconfortante ver que não estamos sós nessa viagem de sermos humanos.

Tantas histórias que contribuíram pro fenômeno Aparecida: passando por quem provavelmente a criou; o provável porquê de a Santinha estar no rio com a cabeça quebrada; os pescadores e as inúmeras controversas do que de fato ocorreu; a primeira guardiã de Aparecida: Silvana da Rocha; o governador português sanguinário que teria sido o motivo da famosa pescaria; o padre José Alves Vilela; os milagres; a personalidade forte de Dom Carmelo e a emocionante luta para finalizar a Basílica História; a roubalheira dos cofres de Aparecida por parte de tesoureiros, capitães e, inclusive, de Portugal e Dom João VI; os padres importados da Alemanha, a quem incumbiu zelar por Aparecida no melhor estilo "toma que o filho é seu" versão Santa; os presentes da Princesa Isabel e os milagres de Nossa Senhora; a coroação de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e sua promoção ao posto de padroeira do Brasil (verdadeiramente brasileira!); o apoio da Igreja Católica e de Aparecida a dois golpes: Getúlio Vargas e 1964; a hesitação de Getúlio Vargas sobre o que fazer com a Santinha (rendeu-me uma risada, essa passagem); as viagens de Aparecida na época da ditadura militar; a inesperada crítica e o tom ácido do autor ao verificar que os padres de Aparecida estavam mais preocupados com a construção do novo Santuário do que com torturas e assassinatos cometidos pelos militares; a quebra da Santinha em mais de duzentos pedaços, mostrando o autor provavelmente envenenado pelos pastores protestantes, a restauradora ousada e determinada, assim como o curioso padre Izidro, que raptou a imagem e a pintou de outra cor (o olho da Santa raspado por ele continua da mesma forma desde então), além das interessantes brigas envolvidas nesse restauro; a demorada construção da nova e imponente basílica contando com apoio do governo Getúlio Vargas, de Juscelino Kubitachek, dos fiéis e do governo militar para a realização da Passarela da Fé; a visita do primeiro Papa ao Brasil (papa João Paulo II) e a inauguração da Basílica de Aparecida; a visita do papa Bento XVI e a importante busca de reconquista de espaço do Catolicismo no Brasil e no mundo; a visita do papa Francisco que solicitou a inclusão de Aparecida em sua viagem ao Brasil; a Rainha do Brasil se tornando importante demais para correr riscos, igual ao que a espatifou no chão, sendo mantida em um cofre de ouro a 4 metros do chão no maior Santuário mariano do mundo.

Enfim, esperava um livro com maior tendência à religião (também consta!), mas vi um autor crítico e participativo no livro que me supreendeu positivamente. Já estive em Aparecida do Norte e foi importante aprender sobre a história de Maria e a importância real de Aparecida ao Brasil. O maior símbolo da fé católica brasileira tem motivos de sobra para assim o ser e é comovente como tudo se desenhou até o momento atual. A fé que move romeiros é emocionante, assim como esse livro o é por vezes.
Profile Image for Claus Aragao.
12 reviews
February 20, 2024
O livro vale muito pelo conteúdo, pelo resgate histórico e pela narrativa dos fatos. Mas é preciso ter muito em mente que o autor não tem crença católica, o que o leva a duvidar da veracidade de fatos não explicados pela ciência ou pela lógica. Em certos momento, chega a ser debochado com a crença (menos neste livro do que em outro dele sobre Maria), o que soa como sacrilégio para quem tem fé. Mas é um livro interessante e que merece ser lido.
28 reviews2 followers
October 14, 2025
The book narrates the story of an image of the Virgin Mary, discovered in a river in São Paulo's countryside in 1717, and explores the myths and devotion surrounding the figure that became known as Nossa Senhora Aparecida, Brazil’s revered representation of Mary.

In addition to historical details about the iconic statue and the church built in her honor, the author, a Brazilian journalist, uncovers intriguing stories of how politicians and unscrupulous individuals exploited the figure for their own gain over the centuries. From Dom Pedro I to Getúlio Vargas and the military dictatorship, the book reveals several instances where popular devotion to the saint was manipulated to divert funds or advance political agendas.



Profile Image for André Morais.
23 reviews
January 26, 2023
Livro histórico e não religioso. Conta muitas curiosidades e mistérios destes 300 anos desde o aparecimento da Santinha. Fiquei ainda mais fã dela ❤. Leitura leve e gostosa!
23 reviews
September 27, 2018
Globo Repórter versão livro sobre Aparecida. Excelente livro, conta toda a trajetória de Aparecida, padroeira do Católicos Brasileiros. Imperdível para os amantes e para quem quer aprender sobre Aparecida.
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