“A insatisfação com o corpo é muito comum. E, especialmente no caso das mulheres, é incentivada pelo mercado, pela mídia e até pelas próprias mulheres. Daiana resolveu falar sobre isso. E aí você pensa: Uau, que legal, ela está curada e vai me ensinar a me curar! Não. Ela vai oferecer algo muito melhor: a verdade.” – do prefácio de Tiago Leifert
Daiana Garbin passou 22 anos odiando o próprio corpo. Sentia-se eternamente inadequada, desejava ser reta, seca. Só pele e osso. Tinha vergonha de si mesma e de seu descontrole diante da comida.
Encarou dietas hiper-restritivas, passou por três cirurgias plásticas, fez procedimentos estéticos agressivos e ficou viciada em remédios para emagrecer – sempre acreditando que um corpo magro lhe traria paz e felicidade.
Foi só depois de muito sofrimento que ela descobriu que a insatisfação profunda que sentia em relação ao corpo não era vaidade nem frescura: era doença.
Diagnosticada com transtorno alimentar, Daiana decidiu compartilhar sua história para ajudar as pessoas que sofrem em silêncio por querer se enquadrar em padrões inatingíveis e acabam deixando de aproveitar a própria vida.
Neste livro, ela revela o longo caminho que percorreu para aprender a ficar em paz com seu corpo e com a comida – os altos e baixos, o que deu certo e o que deu errado, as vezes que quis desistir e o momento em que percebeu que existia uma saída.
Trazendo entrevistas com nutricionistas, psicólogos e psiquiatras, Fazendo as pazes com o corpo provoca uma necessária discussão sobre o perigo dos transtornos alimentares, o lado nocivo das redes sociais, o padrão de beleza irreal imposto pela mídia e o papel da autocompaixão no processo de cura.
Como alguém que já leu muito sobre o assunto e que trata um transtorno alimentar, esperava encontrar aquele “mais do mesmo”, mas Daiana tem uma forma muito doce de falar com muita sinceridade de coisas extremamente difíceis.
Vale a pena se você acha que pode estar entrando num processo de transtorno alimentar ou se é alguém que sente vitimizado pela ditadura da magreza, não importa seu gênero, tipo de corpo, idade ou crença.
Pra mim é uma narrativa clássica do gênero de auto-ajuda, breve com alguns trechos motivacionais. A autora não aprofunda muito o seu relato pessoal. No entanto, sempre se pode aprender algo com as histórias de outras pessoas.
Excelente! Achei a abordagem diferente e também um conteúdo de qualidade, com referência bibliográfica. É bem triste de ler os relatos pessoais da autora e de outras mulheres que, desde a mais tenra idade, sofrem com a ditadura da beleza, levando muitas à mutilação (cirurgias estéticas) e morte, na tentativa de se enquadrarem nos ditames sociais e não sofrerem rejeição. Essa imposição externa é bem perigosa, porque é introjetada de maneira que parece ser a vontade própria da pessoa, ela vira uma voz interna de autocobrança, autoagressão, autopunição etc, no entanto não se trata de escolha, portanto ela nos tira a liberdade sem que isso seja percebido. O autoconhecimento é a chave pra sair dessa situação e ter uma vida com qualidade, paz, autorrespeito, autoestima elevada, autocompaixão e felicidade. Só assim paramos de adiar a felicidade e passamos a vivê-la diariamente. É mais um excelente livro que nos mostra a importância de não fazermos dieta se quisermos emagrecer.
Eu comprei esse livro durante a pandemia, apenas porque estava numa hiper promoção, mas pensava que eu não era exatamente o público alvo da escritora. Durante a leitura, eu comecei a relacionar as reflexões que ela trouxe sobre o corpo em um contexto muito específico que fazia sentido para mim. Li bem devagar, mas o tempo me ajudou a absorver e refletir.
Curiosamente, a minha luta contra meu corpo partia mais dos outros do que de mim mesma e isso deveria ser considerado um crime!! Veja bem, eu era magra! Penso que no período final da minha adolescência eu já tinha estabilizado as medidas que tenho hoje, que são 1,75m / 62kg. É surreal pensar que eu ouvi tantas vezes que eu deveria emagrecer, que estava acumulando gordura na minha barriga, que eu deveria ir para academia e que eu deveria controlar melhor o que comia. Claro que, como uma adolescente ouvindo isso, me levou exatamente para o caminho das dietas. E eu fiz umas bem loucas para conseguir me encaixar na caixa, imposta pelos outros, e além de fazer mal para o meu corpo, fez mal para a minha mente.
Como a Diana, eu adorava comer, até começava as dietas, mas logo desistia. Nunca me dei bem com a restrição. Mas ao contrário dela, eu não impunha isso a mim, porque não era EU quem estava tão insatisfeita assim, então tudo bem eu largar a agonia que era comer tão pouco. Mas isso não importou tanto no final das contas, não tem como passar ilesa deste processo quando te dizem tantas vezes que seu corpo não é adequado. Não desenvolvi problemas relacionados diretamente ao corpo e transtornos alimentares, mas afetou profundamente o meu emocional e psicológico e desencadeou ou aprofundou minhas inseguranças, medos, baixa auto estima, relacionamentos...
"Até hoje odeio quando me elogiam, certamente por não concordar com o que dizem"
Todo mundo vai ter uma história similar com o próprio corpo. Então há muitas formas de se identificar com a leitura. A parte da auto ajuda parece meio 'blasé'. Não sei se porque eu não compreendia completamente o problema dela ou se ela realmente soou como "bom, se você tem um problema é só melhorar que passa". Mas é uma boa leitura e pode ajudar muita gente, já que é a sementinha da mudança.
O livro traz ótimas reflexões acerca da nossa história em relação aos alimentos e ao nosso corpo. Daiana tem transtorno alimentar diagnosticado e conta sua história desde o início, como tudo começou, seu sofrimento silenciado, seus caminhos frustrados, até seu tratamento dificílimo que não é feito apenas de "altos". Não é um livro escrito por uma profissional de saúde mas sim por uma paciente, trazendo a realidade da dor desse sentir. Traz diversos autores de referência no assunto que ela entrevistou e leu a respeito, além de seu próprio conhecimento adquirido pela prática, tratamento e autoconhecimento. É um ótimo livro pra quem conhece de perto a obsessão pelo corpo perfeito, pra quem tem transtorno alimentar, e quem se sente sozinho e incompreendido nessa caminhada, pois é lendo-o que se recebe um abraço com respostas, compreensão, carinho, e conhecimento de forma/linguagem acessível. Mas atenção: NÃO é um livro para um auto-tratamento solitário, e nem para um auto-diagnóstico. É para ser usado como uma ferramenta ADICIONAL nesse caminho, ou para te encorajar a dar o pontapé inicial do tratamento, encorajando o leitor a buscar profissionais adequados e mostrando que existe, sim, um caminho.
Daiana escreve muito bem e nesse livro fala de um assunto muito pouco discutido, mas muito necessário! Atualmente é difícil encontrar uma mulher que não esteja em guerra com o próprio corpo e com a própria aparência, por isso livros como o "Fazendo as pazes com o corpo" são de extrema importância, pois abre os nossos olhos a respeito das loucuras que, nós mulheres, fazemos na busca por um corpo perfeito. Precisamos internalizar e assimilar que só vamos nos sentir melhores quando passarmos a nos aceitar e a nos tratar com mais gentileza e amor, pelo menos é isso que esse livro nos ensina. Além disso, o livro nos traz depoimentos tocantes e ao mesmo tempo assustadores... é muito louco o fato de conseguirmos nos identificar tanto com os sentimentos e lutas de uma completa estranha e como isso faz com que não nos sintamos sozinhas no mundo. Enfim, o livro é muito bom recomendo!
É um bom livro, destaco o conceito que ela compartilha: "alimentação intuitiva". Interessou-me bastante, porque me parece super adequado e honesto. É uma alternativa àquelas ideais tão questionáveis de que existem alimentos proibidos, puramente danosos, como aqueles que têm carboidratos. Outro destaque é o compartilhamento da história dela, que mostra algumas intimidades e traz alguns detalhes. Isso conforta na medida em que aproxima quem se identifica e, ao mesmo tempo, demonstra como funciona a mentalidade de quem é vítima de transtornos alimentares para quem a desconhece. Eu, particularmente, tenho uma irmã com transtorno alimentar e sou obeso, então, a mim foi-me muito proveitosa a leitura. Recomendo.
O livro tem uma escrita simples, mas dá para sentir a pegada jornalística de Daiana por todo ele, ela traz fontes, referências que falam sobre transtornos alimentares, tudo muito bem amarrado pra gente sair com muito conteúdo pra continuar estudando, sabe?
Li em seis dias, mas como muita gente disse aqui, dá super para ler em uma tacada só.
Recomendo a leitura para quem tem alguma relação abusiva com comida e com o próprio corpo, mas também para aqueles que se relacionam bem e que eventualmente sentem a pressão da sociedade em um momento ou outro.
A sensação que fiquei ao fim do livro foi de que embarquei na viagem de autoconhecimento da Daiana, mas acabei descobrindo muito sobre mim ao focar por alguns dias na minha relação com meu corpo.
é um livro muito bom, esclarecedor. eu não tinha lido nada dessa forma antes, porém acompanho há algum tempo a vertente do comer intuitivo etc. achei que a daiana explica muito bem e retrata, sem fru-fru, o que é viver com um transtorno alimentar. meu único problema foi que depois dos 75%± o livro começa uma pegada meio "coach", que não é necessariamente uma coisa ruim, mas não é meu tipo de jeito favorito de lidar com adversidades. no geral, foi uma leitura demorada (pro meu ritmo), mas que eu recomendo!
Gostei. Acho interessante como ela pontua bem com ajuda de profissionais sobre Transtornos Alimentares e como ela contar a própria experiência com certeza cria uma empatia maior por pessoas que também passam por isso. No geral, uma boa experiência e mais um passo dado no caminho de entender e aceitar meu corpo como ele é ✨
Relato sincero e honesto da jornalista Daiana Garbin sobre sua vivência com transtornos alimentar. O livro também é escrito com muita seriedade, tomando cuidado com as informações trazidas e bem apoiado em uma bibliografia de qualidade. Recomendo para todas as pessoas que vivem questões com seu corpo, assim como para profissionais de saúde.
"O amor próprio é o remédio mais poderoso que existe, capaz de nos libertar dos mais diferentes problemas e de nos devolver a paz", explica a autora, destacando que ninguém é obrigada a nada, principalmente a emagrecer. No livro, ela detalha a sua luta, desde os 12 anos, contra a balança e o espelho, bem como o seu processo de cura do transtorno alimentar.
Conheci primeiro o canal no YouTube, que é muito bom e continuo acompanhando, e depois o livro. Mais do que um livro de memórias ele trata do assunto cobranças e insatisfações corporais de forma bem jornalística e embasada.
Me ajudou muito! A forma como ela escreve, faz o leitor perceber a dor que ela passou e a alegria que tem de como está agora. Em uma leitura breve, me ajudou imensamente.
Tentando ler as recomendações que a psicóloga passa pra ajudar na terapia mas aí eu tenho uma mãe que controla o que eu como, daí complica. Mas o livro é bom.
É um bom livro, muito sensível. Não vou negar que cheguei com preconceito por ser uma mulher padrão e ser esposa do Tiago (que é uma figura bem problemática). Cheguei na autora pelo vídeo da Karol Pinheiro com ela e fiquei muito interessada no que ela tinha para contar. Mas falando sobre o livro em si eu achei bem útil. Daiana escreve muito bem e descreve muito bem como é viver com um distúrbio alimentar e parece ter feito o livro realmente para ajudar as pessoas. Apesar da nota (não sou acostumada a ler esse tipo de livro hoje em dia) recomendo ele para quem se interessa pelo tema.