H.P. Medo Clássico Vol. 1 é o livro que todo darksider sempre sonhou. Uma seleção especial de contos e novelas do autor que revolucionou o terror e a ficção científica no século XX, seguindo aquele padrão de qualidade quase psicopata como só a DarkSide Books sabe fazer.
Uma homenagem àquele que foi tão bem-sucedido na tarefa de pensar o impensável, a edição da DarkSide é feita de fã para fã: da capa dura à nova tradução com notas comentadas de Ramon Mapa, grande estudioso da obra, dialogando com as ilustrações de Walter Pax, que parecem ter saído do próprio Necronomicon. A obra também conta com uma seleção de cartas e documentos coletados pelo historiador Clemente Penna na Brown University especialmente para esta edição, tudo feito com cuidado e carinho para que os verdadeiros adoradores do filho de Providence tenham em mãos a edição definitiva do mestre. H.P.
Howard Phillips Lovecraft, of Providence, Rhode Island, was an American author of horror, fantasy and science fiction.
Lovecraft's major inspiration and invention was cosmic horror: life is incomprehensible to human minds and the universe is fundamentally alien. Those who genuinely reason, like his protagonists, gamble with sanity. Lovecraft has developed a cult following for his Cthulhu Mythos, a series of loosely interconnected fictions featuring a pantheon of human-nullifying entities, as well as the Necronomicon, a fictional grimoire of magical rites and forbidden lore. His works were deeply pessimistic and cynical, challenging the values of the Enlightenment, Romanticism and Christianity. Lovecraft's protagonists usually achieve the mirror-opposite of traditional gnosis and mysticism by momentarily glimpsing the horror of ultimate reality.
Although Lovecraft's readership was limited during his life, his reputation has grown over the decades. He is now commonly regarded as one of the most influential horror writers of the 20th Century, exerting widespread and indirect influence, and frequently compared to Edgar Allan Poe. See also Howard Phillips Lovecraft.
Sou fã dos trabalhos do Lovecraft, mas talvez essa não seja a melhor coletânea, mesmo tendo o conto mais conhecido "O chamado de Cthulhu que reli junto com Dagon. Dos inéditos para mim os que mais gostei foram os contos "Herbert West: Reanimator" e "Nas montanhas da loucura", o primeiro por ser mais próximo do terror propriamente dito e o segundo por ser muito bem escrito e trabalhado na ficção científica, apesar de um pouco longo e descritivo demais. Não curti o último, "A sombra vinda do tempo", já os demais foram legais. Enfim, para primeiro contato com as obras do autor eu não recomendo muito, lembro que meu primeiro contato foi com uma edição de bolso da Martin Claret e eu gostei muito.
O estadunidense Howard Phillips Lovecraft (1890/1937) teve uma vida sofrida e atribulada. Orfão desde tenra idade, leitor voraz, discípulo de Edgar Allan Poe e pessoa solitária e amargurada, lutou em vão para afirmar-se como escritor. Faleceu jovem em função de um câncer e não chegou a ver nenhuma de suas histórias publicada em livros. No entanto, graças ao desvelo de alguns amigos e admiradores suas obras foram ganhando visibilidade e hoje Lovecraft é um ícone do “terror cósmico” com suas histórias adaptadas para várias mídias e com uma legião de fãs que só aumenta a despeito de seu “cancelamento” ocorrido pelas menções realmente desairosas e preconceituosas a povos de origem africana, asiática e oceânica que, amiúde aparecem em seus escritos. Esta coletânea, elaborada com esmero e ilustrada com capricho pela editora DARKSIDE, traz nove contos clássicos do “rei do terror cósmico” além de uma excelente introdução de autoria do tradutor Ramon Mapa da Silva, Doutor pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mestre em Teoria do Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e ótimos ensaios que enfocam o peso da prosa lovecraftiana na cultura pop dos séculos XX e XXI. Entre os contos presentes nesta coletânea todos merecem destaque mas destaco especialmente “Dagon”, um dos primeiros contos que ele escreveu e em que ele já revelava o talento para montar histórias que mesclam à perfeição o horror, o terror e o suspense, o clássico dos clássicos lovecraftianos”, “O chamado de Cthulhu”, leitura obrigatória para todos aqueles que pretendem conhecer os dotes literários de Lovecraft, o longo e angustiante conto, verdadeira novela macabra, “Nas montanhas da loucura” e o lúgubre e gótico “A sombra vinda do tempo”. Excelente oportunidade para conhecer o que Lovecraft fez de melhor em sua controversa obra: o crescendo de suspense e terror aliado ao detalhamento das situações e a um ótimo desenvolvimento dos personagens nos propiciando uma leitura fluida de histórias muito bem estruturadas, características que avalizam aqueles que postulam que, mesmo com todas as polêmicas e “exotismos” que o cercam, Lovecraft era um grande escritor que merece uma posição tão icônica como seu mestre, Edgar Allan Poe. Vale a pena fazer aqui um alerta. São realmente chocantes e revoltantes certas menções que Lovecraft faz a povos não arianos e, à luz do que conhecemos, valorizamos e respeitamos nos dias de hoje, mais de 130 anos após o seu nascimento, ele pode, sem nenhum receio, ser chamado de racista. No entanto, também vale a pena fazer uma ressalva. Quando Lovecraft viveu, o que se chama hoje de racismo era um comportamento típico da maioria da população estadunidense de origem europeia, como era o caso dele. Isso, é óbvio, não justifica os revoltantes termos racistas que ele utilizava, mas nos ajuda a entender que ele, um ser atormentado e solitário, sentia-se encurralado por uma realidade em mutação em que o estilo de vida que ele valorizava e conhecia estava sendo ameaçado por uma imigração cada vez maior. Daí o fato de ele associar as medonhas criaturas que imaginava em conluio justamente com as comunidades não arianas que ele também via como invasoras e ameaçadoras. Portanto nada, evidentemente, avaliza qualquer “cancelamento” que, comodamente, cancela também a discussão, a contextualização, o debate, a análise e a conscientização Portanto, para o bem e para o mal, LOVECRAFT VIVE!!!
Não é um livro fácil e demorou para que eu entrasse nos contos e entendesse o estilo do autor, mas uma vez que você consegue é incrível. O domínio que ele tem sobre as histórias é muito impressionante, suas descrições são muito extensas, mas ao mesmo tempo quase que historiográficas, ele explora por exemplo em uma raça, seu sistema econômico, social, político, sua cultura, seus costumes e crenças e até sua arquitetura. Ele vai muito mais além quando fala sobre a ciência daquele povo e até seu habitat, biologia e meios de reprodução, tudo minusicionamente descrito sem pressa. O horror aqui vem a partir do desconhecido, da falta de noção de onde aquele personagem está se metendo, dos conhecimentos que deveriam ser ocultos a raça humana, raça essa que é sempre vista em diminuto, pequena comparada a grandiosidade dessas outras raças, que nos vêem com indiferença e até desprezo, minúscula em comparação ao tempo da Terra e do tempo em que essas raças governaram. H.P. Lovecraft é conhecido por usar muitos adjetivos e a maioria de suas histórias serem contadas a partir dos relatos dos sortudos (ou não) que sobreviveram, e sim, isso também tem um propósito, tudo isso confere uma gama de riqueza em suas descrições, onde podemos imaginar com muita clareza não só os personagens e cenários, mas como as emoções e impressões quase que impossíveis de se expressar e muitas vezes confusas que remetem a um passado ancestral e profundo. Em relação a minha experiência posso dizer que o livro é uma crescente, os primeiros contos são bons, mas não mostram exatamente todo o potencial do autor, muito porque eram seus primeiros contos, são seus primeiros passos nesse terreno recém inaugurado por ele do terror. Já os contos maiores, esses sim, são magníficos, conseguimos perceber essa temática sendo explorada ao máximo, suas descrições e a profundidade de até onde ele decide ir aumentam muito e mesmo sendo uma jornada árdua para nós leitores, é extremamente recompensadora. Às vezes esquecia que tudo aquilo era ficcional de tão imerso que eu estava na história, é como ler um documentário hiper cativante. Em vários momentos precisava ficar um tempo sem ler para absorver tudo e só daí continuar, por isso demorei um mês pra ler tudo, mas confesso que fiquei orgulhoso de ter conseguido, achei que não iria gostar do autor e me decepcionar com o que algumas pessoas falavam, mas foi o contrário, agora sim entendo claramente o porquê de ser considerado um mestre do horror e ter inspirado desde séries de TV e filmes, até outros livros e músicas. Foi uma grande aventura, daquelas de se olhar para trás, apoiar os braços na cintura e falar "uau eu passei por tudo isso". Enfim, essa resenha ficou enorme, mas acho que ele merece, vou deixar apenas a ordem dos contos organizada a partir do que mais gostei até o que gostei menos, e peço que dêem uma chance a Lovecraft, realmente vale a pena. Fica meu elogio também a Darkside e essa belíssima edição, cheia de conteúdos extras e que ajudam o leitor a ficar mais por dentro do contexto dos contos.
Contos: - Nas Montanhas da Loucura - A Sombra Vinda do Tempo - O Chamado de Cthulhu - Herbert West Reanimator - A Cidade Sem Nome - O Cão de Caça - O Depoimento de Randolph Carter - A História do Necronomicon - Dagon
H. P. Lovecraft é o pai do horror cósmico e nesse volume já dá para ver porque ele ainda é tão presente na cultura pop atualmente. Lovecraft explora em suas estórias o maior medo da humanidade: o medo do desconhecido e faz isso de forma maestral. Suas descrições podem ser ao mesmo tempo detalhadas e vagas o suficiente para que o que quer que nossa mente como leitores conjure seja o mais aterrorizante possível. É claro que falando de Lovecraft não dá para simplesmente ignorar o racismo e xenofobia claramente presentes em toda a obra do autor. Alguns estudiosos chegam a dizer que os monstros cósmicos seriam uma representação desse traço do autor. No entanto acredito que essa edição, com seu material extra, aborde esse assunto de forma clara e sem ‘passar muito pano’ para o autor.
Parabéns pra mim que quando tinha 15 anos tive a brilhante ideia de querer ler isso e resolvi ter o livro físico pq agora com 21 me forcei a ler já que gastei dinheiro e chegou um ponto que eu não aguentava mais. Enfim, entendo um pouco o apelo e tal mas não me desceu. Obviamente o peso do Lovecraft ser racista e ter escrito atrocidades referentes a isso influenciou minha opinião, nota dó.
O que dizer dessa edição? Simplesmente um trabalho fenomenal que traz ao Brasil o melhor do gênero de terror e ficção cientifica, mas precisamente em um subgênero específico: o terror cósmico. Subgênero esse que o próprio Lovecraft é o seu criador.
Pra começar é bom falar da edição em si. O projeto gráfico é muito lindo. Nessa edição Cosmic Edition que foi a que eu li traz a entidade mais famosa do Lovecraft que é o Cthulhu na capa. Detalhe: a Darkside Books (editora) possui um aplicativo de realidade aumentada que funciona com o livro. Ao utilizá-lo da capa abre-se um portal e o tentáculos do Cthulhu aparecem para pegar o leitor.
Além dos 9 contos, a edição traz vários extras como Introdução ao autor, um texto que nos mostra como o Lovecraft é influente na cultura pop, uma analise feita pelo autor de Psicose relacionando Lovecraft e Edgar Allan Poe, uma especie de guia turístico da cidade de nascença do autor e que se serviu de inspiração para diversos contos do autor, além de várias cartas e rascunhos escritos com a própria letra do autor.
Sobre os contos, a assinatura de Lovecraft é bem perceptível logo desde o primeiro conto e se repete no decorrer dos outros contos, e o fato de Lovecraft ser bastante descritivo em alguns contos faz com que se tenha uma impressão de que a história não anda ou até mesmo que tal conto é muito parecido com outro conto já lido na mesma edição.
Dagon é um dos preferidos, é o menor conto da edição e abre a edição nos mostrando já o estilo de escrita do autor. As descrições do ambiente em que o personagem se encontra são tão críveis que parece que você realmente está junto com o protagonista
A Cidade Sem Nome, não é um dos meus favoritos, mas é perceptível o horror cósmico do Lovecraft ganhando forma
Herbet West: Reanimator no começo não parece com os contos do Lovecraft, mas no decorrer da história, o conto ganha um tons tão nojentos e algumas descrições causam repulsa. Gostei bastante, principalmente pela sensação de nojo e repulsa que o conto traz. Impossível ler e não lembrar de Frankenstein.
O Depoimento de Randolph Carter é genial, simplesmente porque mesmo não mostrando a entidade, é possível sentir o medo e terror dos personagens sobre as coisas que a gente não consegue descrever
O Cão de Caça era o conto que eu tava com um pouco de curiosidade justamente por saber que ele era bastante inspirado em Poe, não sei porquê, mas não curti muito.
O Chamado de Cthulhu era o que eu mais esperava, justamente porque tanto a história quanto o monstro são os mais famosos da literatura lovecraftiana. O começo da história é um pouco confuso, mas do meio por fim, se torna uma história de proporções extraordinárias. Meu preferido
Nas Montanhas da Loucura, é o mais aclamado principalmente por juntar o terror cósmico com a ficção cientifica. Estava ansioso pela leitura, mas a minha experiência é o contrário da anterior. O conto começa muito promissor e muito bom, mas o fato dele ser enorme (são mais de 100 páginas) e ser muito descritivo (descrição essa que no começo enriquece bastante a história, mas com o passar das páginas começa a ficar confusa e deixar a leitura cansativa). Tenho vontade de relê-lo talvez eu mude de ideia.
A Sombra Vinda do Tempo é o ultimo e eu acho incrível. Queria que fosse adaptado pra um filme. Lovecraft nos traz viagem no tempo de uma forma que eu nunca tinha visto. Outro preferido.
Então meu top contos fica:
1 - O Chamado de Cthulhu 2 - A Sombra Vinda do Tempo 3 - O Depoimento de Randolph Carter 4 - Herbet West: Reanimator 5 - Dagon
Mais próximo de 3.5. Apesar de alguns contos interessantes o racismo e orientalismo me deixaram um tanto desconfortável em diversas histórias. O estilo de Lovecraft não é para todo mundo, mas como alguém que já tinha contato com o “Universo” dele não me incomodou. A edição da DarkSide é maravilhosa e contém os principais contos do autor assim como alguns textos interessantes. Se você se interessa por horror cósmico vale a pena conferir.
This would be more of a four, four point five. But I can’t with a clean conscience. I know you shouldn’t apply nowadays morals into 100yo books but the racism is so so blatant that I can’t.