Em Niterói, Lara e os seus amigos Edu, Paula, Michele e Diego se encontram no cinema em comemoração ao Dia das Bruxas. Com a sua intuição apitando, Lara acredita que há algo de sobrenatural cercando-a e mal sabia que de telespectadora, ela passaria ao papel de sobrevivente, correndo contra o tempo para escapar das garras de uma criatura sobrenatural com sede de sangue.
Escritora. Formada em Letras. Arqueóloga em formação. Sommelier de café. Taróloga e leitora crítica das celebs. Ex dançarina profissional de ragatanga.
Não apenas o ebook tinha partes que não foram revisadas, como alguns erros de narrativa (troca dos pronomes pessoais da narradora, em um momento começa a falar em primeira pessoa enquanto o resto tá em terceira). Algumas coisas que numa segunda leitura já seria perceptível de tão grotesco. A narrativa em si não é nada inovadora e poderia até ser minimamente instigante se tivesse sido bem escrita, o que não foi o caso. Foi um esforço concluir a leitura mesmo sendo um conto rápido.
Depois de uma experiencia um tanto quanto lírica com o conto Uma Conversa, neste começo de 2018 eu tive a oportunidade de me aventurar em uma história de horror criada por Barbara Herdy - no melhor estilo filme de terror dos anos 90, e uma verdadeira homenagem ao gênero.
Para quem é desta geração - aquele que está se sentindo O IDOSO - as referências estão todas lá: uma protagonista rebelde, o amigo aficionado pelo estilo, o bombadão desmiolado que nos faz perguntar por qual motivo ele faz parte do grupo... Para completar, o cenário escolhido é justamente um cinema, onde - na história - foi construído sobre um terreno cuja fama não é das melhores. E a data não poderia ser outra: 31 de outubro. Dia das Bruxas.
As duas primeiras partes da narrativa são todas dedicadas à construção da ambientação e das relações entre personagens, mas quando entramos no arco final, a coisa muda de figura. Não existe outra forma de falar: é um banho de sangue. E o fato de todos estarem presos dentro de uma sala de projeção deixa tudo mais sufocante e desesperador - além de me lembrar do grilo enorme que o filme Pânico 2 desenvolveu em mim com sua cena inicial.
Enfim, se o objetivo da história era me deixar apreensivo com a história e sedento para descobrir mais sobre os mistérios que envolvem o lugar, Barbara alcançou o seu objetivo. Por hora, só me resta esperar que a novela com o foco nos sobreviventes do ataque saia o mais breve possível. Eu realmente fiquei aflito com tudo o que aconteceu, e nem posso dizer com toda a certeza se houveram sobreviventes ou não...
a ideia do conto em si é boa, ser uma homenagem a slashers, porém faltou muito um revisor, ou até mesmo um editor. em alguns momentos o texto muda de primeira para a terceira pessoa de uma forma confusa, e alguns personagens ficaram bem semelhantes (as duas amigas da protagonista, por exemplo).
Aviso: Esse conto simplesmente não tem final? Corta no meio de uma cena, do nada??? Só aparece "livros da autora", com sinopses de outros contos. Eu sinceramente não consigo acreditar que ela encerra a história assim. Enfim, deixando isso de lado, temos outros problemas:
A perspectiva muda o tempo todo, de primeira a terceira pessoa, de pontos de vista diferentes. A autora confunde os próprios personagens, inclusive duas delas são literalmente iguais, impossíveis de discernir. Parece que esse conto não foi revisado por ninguém, nem pela própria autora, de tão gritantes que são as falhas na narrativa e erros de escrita. Além disso, os diálogos são artificias e forçados.
A ideia e ambientação são interessantes, uma boa homenagem aos slashers. Promissor, mas péssima execução.
Eu sempre tive medo de cinema justamente porque acho que tudo pode acontecer ali. E bem, resolvi justamente ler um conto sobre uma noite de terror no cinema. Não foi a escolha mais inteligente para uma pessoa medrosa, mas valeu a pena cada susto! Haha. Super bem escrito e assustador do jeito que tem que ser!