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História da Riqueza no Brasil

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“O novo livro de Jorge Caldeira só não é inteiramente surpreendente para quem já leu seus livros ou ensaios anteriores. Na verdade, ele muda o eixo de apreciação da história do Brasil. (...) Trata-se de obra que traz uma abordagem metodológica rara: Caldeira introduz a referência a números, aos grandes números, na narrativa histórica e os usa para a comprovação de suas teses.” – Fernando Henrique Cardoso

“Sua visão da História convida a uma abordagem singular, tanto nos métodos de trabalho quanto na delimitação dos campos a serem investigados.. Ele trata, também, de fugir de cansadas explicações gerais, para aprofundar a pesquisa e revelar, num tesouro de dados e documentos, o que ela traz de original. (...) Nesse livro, Caldeira faz emergir mais uma vez elementos originais e impressionantes.” – Mary del Priore

“História da riqueza no Brasil é ao mesmo tempo tão monumental quanto síntese. Há algumas definitivas, como as do trio Gilberto Freyre-Sérgio Buarque de Holanda-Caio Prado. A diferença? São mais de quinhentos anos relidos e explicados em nova chave. Pois para realizar a sua, Caldeira serviu-se de disciplinas vizinhas, a antropologia e a econometria, enriquecendo interpretações que já vinha consolidando em obras anteriores.

A antropologia lhe permitiu se aproximar do passado, iluminando objetos como a família, a mestiçagem, atitudes econômicas, as alianças de poder, revelando sua surpreendente permanência ao longo de cinco séculos. Quanto a econometria, essa forneceu medidas e estatísticas mal e pouco conhecidas de grande parte dos historiadores, para apreender fatos que só mediante esta abordagem são capturáveis.” – Mary del Priore

“(Caldeira) ressalta, o que para poucos era claro, que o mercado interno sempre teve importância maior do que lhe foi atribuída por muitos autores, mesmo de livros clássicos. Não que se deixe de reconhecer o papel importantíssimo do mercado externo para a inserção mundial da economia, mas desaparece o retrato simplificador da sociedade brasileira do passado como se ela fosse formada apenas pela grande lavoura de exportação.

Em segundo lugar, trata-se de obra que traz uma abordagem metodológica rara: Caldeira introduz a referência a números, aos grandes números, na narrativa histórica e os usa para a comprovação de suas teses. Como se isso não bastasse para dar singularidade e notoriedade ao livro, acrescente-se que suas páginas mostram o fracasso das tentativas de acelerar o crescimento econômico pela vontade política do Estado.” – Fernando Henrique Cardoso

624 pages, Paperback

Published October 20, 2017

56 people are currently reading
495 people want to read

About the author

Jorge Caldeira

23 books36 followers
Jorge Caldeira é mestre em sociologia e doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP). Autor, entre outros, dos livros Mauá, empresário do Império (1995), Viagem pela história do Brasil (1997), A nação mercantilista (1999), O banqueiro do sertão (2006) e História do Brasil com empreendedores (2009). Dirigiu a coleção Formadores do Brasil, para a qual organizou os volumes Diogo Antônio Feijó e José Bonifácio de Andrada e Silva. Dirigiu a equipe de pesquisa que reuniu a obra de José Bonifácio no site www.obrabonifacio.com.br.

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Displaying 1 - 27 of 27 reviews
Profile Image for Pedro Ceneme.
99 reviews
June 5, 2020
O livro traça um panorama da geração de riqueza no Brasil desde o descobrimento até os dias atuais sintetizando trabalhos históricos, sociológicos e econômicos sobre o tema.

Em particular, a primeira metade do livro faz um excelente resumo do que foi a economia colonial brasileira e sua evolução em paralelo com os costumes e instituições políticas na colônia. Ao combinar trabalhos nas três áreas e contrastar as últimas evidências disponíveis sobre o tema com a visão tradicional da academia, fica claro que a economia brasileira era muito mais dinâmica do que as narrativas sobre o período (em geral do ponto de vista português). O autor também aborda como conceitos históricos de riqueza e divisão social e política influenciaram essa visão de "economia estagnada" que tipicamente se teve sobre o período colonial.

No entanto, o último quarto do livro, que trata especificamente do período Republicano (1889 - presente) é bem mais limitado. O autor escreve sobre diversos eventos de política econômica como se fossem verdades absolutas quando, na verdade, existem interpretações diversas sobre os fatos, que ele faz pouca ou nenhuma alusão. Em particular, chama a atenção a pouca menção a vulnerabilidade fiscal cronica do país, além da volatilidade da inflação, fruto também da política cambial inconsistente ao longo da primeira República e, depois, durante o período de 1945 - 1964. Essa abordagem passa uma impressão de entendimento muito mais consensual sobre alguns eventos do que de fato são. Finalmente, o nível de detalhe dedicado ao período iniciado com Ditadura Vargas (1930) cai consideravelmente, apesar da quantidade muito maior de material sobre o período. Entendo que o livro se propõe a ser uma síntese, mas chama a atenção a brevidade com que o período é abordado quando comparado aos momentos anteriores. Nesse sentido (e tratando quase exclusivamente da esfera econômica), recomendaria "A Ordem do Progresso" de Paiva Abreu e "Economia Brasileira Contemporânea" de Giambiagi como leituras superiores em relação ao período republicano.

De toda forma, considero um livro bastante rico para entender a formação da riqueza e evolução da economia brasileira e dos seus principais agentes, ainda que a análise seja bem mais limitada no período recente.
Profile Image for Dario Andrade.
743 reviews25 followers
March 4, 2021
Nestas últimas semanas passei lendo ou relendo história do Brasil. Do que li, esse foi o mais interessante. É daqueles livros que têm coisas que nos deixam assombrados. É maravilhoso quando a gente lê algo e realmente se vê diante de algo que nos surpreende e nos deixa boquiabertos. Isso é raro, raríssimo.
Não é um simples passeio pela história brasileira, como o título do livro pode sugerir. Essa é provavelmente, a obra magna da carreira da prolífica carreira do Caldeira. Aqui, tenho a impressão, ele pôs tudo aquilo que produziu ao longo da vida. É, verdadeiramente, uma síntese do seu pensamento a respeito do Brasil. Não é pouco.
O seu pensamento está marcado pela ideia de que as instituições importam, mas que também as instituições ou inovações não caem de paraquedas, mas se fazem a partir de uma – palavras minhas – experiência cultural. Especialmente instrutivo são os capítulos que tratam a respeito do Império. Esse período da história brasileira tem sido hoje visto por muitos com uma certa ‘nostalgia do que não foi vivido’, como uma época de ouro do Brasil, que foi destruída por republicanos malvados.
O livro do Caldeira é um bom antídoto a essa visão ingênua da história. Não que ele queira fazer julgamentos morais a respeito do Império ou do Imperador. Ele é bom demais para cair nessa armadilha. Na verdade, o império garantiu, graças à figura do imperador, a unidade do territorial. Em contrapartida, o preço pago foi a incapacidade de superar a escravidão como base econômica. Escravidão foi ruim muito além do que se imagina. E uma figura como Mauá é a expressão de como as instituições passadistas – para usar uma palavra em desuso – podem ser utilizadas como meio de impedir o avanço (na falta de palavra melhor) do progresso. Além disso, as tentações absolutistas do próprio imperador – por mais correto que ele fosse do ponto de vista individual – oferecem uma bela explicação do avanço da ideia republicana a partir de 1870. A explicação a respeito dos efeitos da derrubada, em 1868, do gabinete Zacarias, é uma das melhores que já li. É iluminadora.
Enfim, uma obra que tem muito a dizer. Leitura obrigatória para aqueles que se interessam por entender quem somos.
Profile Image for Ramiro Breitbach.
64 reviews4 followers
July 27, 2018
Bem interessante o livro, dá uma perspectiva nova sobre vários momentos da história do Brasil, especialmente os mais remotos (Colonia e Império) . na minha opinião, poderia explicar melhor o que são exatamente essas "técnicas modernas de economotria" a que ele se refere o tempo inteiro. De qualquer jeito, vale a leitura
Profile Image for Renato Franco.
5 reviews1 follower
February 4, 2019
Um livro que ajuda a entender melhor o valor do cidadão brasileiro desde o descobrimento do país, o papel muito relevante de nossos heróis esquecidos, a criatividade e inteligência de pessoas que deveriam ser fontes de inspiração.
Profile Image for Gui.
42 reviews6 followers
May 19, 2019
O livro é muito bom como registro da evolução "econômica" brasileira que, como em qualquer lugar do mundo, está emaranhada em questões políticas, por mais que se afirme o contrário.

Uma parte bem relevadora do livro, para mim, está mais próxima do que "não foi dito" do que daquilo que foi exposto, em particular sobre questões mais recentes da nossa história que é o que eu tenho alguma condição de avaliar.

Seriam partes que, se expostas, colocariam em cheque afirmações anteriores existentes no próprio livro e, talvez, a maneira de enxergar o mundo do próprio autor.

Contudo, uma vez tendo clareza do lugar de onde ele se manifesta, o livro cresce em valor, pois permite ao leitor uma reflexão mais honesta e questionadora de alguns pressupostos vigentes atualmente (2019) sejam eles à esquerda ou à direita do espectro ideológico.

Leitura recomendada!
Profile Image for Rafael Souza.
16 reviews1 follower
May 11, 2020
Com foco na construção de riqueza, o autor revisa cada fase dos 500 anos de história do Brasil. Utilizando-se de uma narrativa envolvente, e até empolgante, que nunca encontrei em livros de história, o autor levou-me a revisitar momentos da história nacional que não via desde os tempos dos bancos escolares, O período colonial foi quase uma descoberta, enquanto a descrição detalhada da velha República permite entender o jogos de forças que de certa forma existe até os dias atuais, entre a centralização do poder, e a busca uma democracia mais ampla.
Profile Image for Diogo Jesus.
255 reviews3 followers
November 25, 2020
This book is a mandatory read for he/she who wants to understand not only Brazil today but its history. Drawing his exposure in a long time period, 500 years, Caldeira shows us the defining lines of Brazilian politics and society. Focusing on the economic dimension we clearly learn new facts due to new quantitative research. The internal colonial economy bigger than the exports of wood and whatnot. The natives developed economy and political society. The tenuous grasp of the portuguese rule. Great metaphores using testimonies of that epoch. The democratic institutions rooted in the "vilas" contrasting to the ancien regime structures of the central power.
The best part is without a doubt the colonial period.
The republican period was somewhat less to my liking but I must confess my knowledge and interest was not enough to dedicate my full attention.
Innovative and well written.
Profile Image for Lucas Iten Teixeira.
15 reviews5 followers
April 16, 2018
O excelente livro traz a revolução que está tendo a história econômica do Brasil. Hoje, vc pode rodar um robô no R, digitalizar documentos históricos e através da econometria encontrar resultados que não necessariamente seguem a narrativa que nos foi contada na escola, baseada em cartas e documentos oficiais e em menos evidências que agora. Por isso, o foco em dados novos: o comércio interno no período colonial, a estagnação monárquica e a pujança em períodos da 1a república. A tentativa de tornar o livro didático o faz ter menos referências à literatura, mas não diminui a sua qualidade.
Profile Image for Marcos Pinheiro.
23 reviews2 followers
April 2, 2018
Ótimo livro! Seria melhor se o autor não se alongasse taaaaanto na República velha - ou se se alongasse tanto também noutros períodos, levando a obra a precisar ter o dobro de páginas e talvez mais uma edição.
Profile Image for Bruno T Lopes.
16 reviews2 followers
April 6, 2021
Uma narrativa ampla da história surpreendentemente complexa da evolução econômica do nosso país.

Quatro conceitos centrais sobressaem, na minha opinião. Alguns não são novidade para estudantes atentos de história do Brasil. Outros vão de encontro às visões habituais do assunto.

1) A despeito da imagem do Brasil colônia como uma terra praticamente pré-histórica, as cadeias econômicas locais eram complexas o suficiente para sustentar uma economia maior que a da metrópole já no início do século XIX. Em termos reais, a capacidade produtiva do Brasil era comparável à dos EUA - apesar da nossa falta de universidades, imprensa, papel-moeda, etc. Isso obviamente vai de encontro à ideia do país como uma grande mina de ouro cuja função era preencher os cofres, palácios, catedrais de Portugal. Nossa vantagem: o isolamento nos eximiu de muitas amarras feudais existentes na sociedade europeia.

2) Acima de tudo, o brasileiro é um ser engenhoso, e, em momentos quando as rédeas do governo sobre a economia eram mais soltas (ex: República Velha), o país soube crescer dentro de um arcabouço capitalista de forma rápida e, ainda que caibam várias qualificações, mais ou menos equânime. Por outro lado, governos centralizados (ex: o Império e a ditadura militar) estão associados à apropriação de riquezas da população pelo Estado, com efeitos deletérios para o nosso desenvolvimento.

3) Do ponto de vista de sistemas produtivos, o Brasil de hoje ainda tem muito do fracasso retumbante que foi o projeto econômico implantado pela ditadura: o Estado elefantino, moroso, ineficaz, exibindo toda sua incompetência em diversos setores da economia. Reiterando: essa configuração, como vimos, é exceção, e não regra, ao longo de cinco séculos de história.

4) O setor privado muito avançou na democracia reestabelecida nos anos 80. Em alguns domínios, privatizou-se e desregulou-se. Em outros, o Estado se fez mais presente, corretamente (vide SUS), o que ajudou o setor privado a focar em áreas mais pertinentes. De qualquer jeito, hoje, vivemos, trabalhamos, produzimos sob uma Constituição maximalista. Estabeleceu direitos individuais dignos de qualquer carta iluminista que valha o papel que foi escrita, mas também reserva muitos espaços à preferência do Estado, e garantiu diversos privilégios a grupos específicos em um texto que, em muitos países, se contenta com conceitos amplos e regras gerais.

Para um leigo em matéria constitucional, fica a impressão de que, ao cabo, é como se tivéssemos voltado a uma estaca zero, às ideias das Ordenações do Reino do Portugal medieval (o termo "corporativismo" é mencionado pela primeira vez na página 37, com o Brasil recém-descoberto). Os foros privilegiados, as prisões especiais para universitários, os auxílios-paletó, os preços mínimos de frete para caminhoneiros, tudo parece ter algum análogo nessas leis ancestrais. Apesar do otimismo do autor, isso é um final desanimador.

Mas, a julgar pelo espaço relativamente curto que é dedicado aos últimos 50 ou 60 anos dessa saga, parece que devemos ver esse período com tintas de excepcionalidade. Um observador pode ter a impressão de que cada ano no Brasil parece levar décadas para passar, mas teria mais proveito em por todo arco multicentenário da nossa história em perspectiva.
Profile Image for Júlio Zampietro.
4 reviews2 followers
December 21, 2021
O livro de Jorge Caldeira é, ao mesmo tempo, fonte de ideias interessantes e a demonstração de uma visão enviesada da história brasileira, particularmente a partir da República. O livro está em seu máximo quando fala dos períodos de Colônia e Império. Um ponto interessante é sua descrição da formação de instituições relativamente democráticas a nível local, a partir da conjunção de costumes indígenas e portugueses. Outro, sua ênfase no mercado interno, em contraste com interpretações que colocam o mercado externo como único elemento capaz de trazer dinamismo à economia brasileira.

Por outro lado, quando o livro passa a tratar do início do século XIX, surgem problemas decorrentes de uma visão de mundo generosa com empreendedores privados e crítica da expansão estatal. Um exemplo é a quantidade de páginas dedicadas a cada tema. O esforço de empreendedores privados para fazer o Convênio de Taubaté dar certo merece nove capítulos em um universo de 71; as administrações de Vargas democrático (1951-54) e JK (1956-61), um parágrafo cada uma. As administrações petistas merecem um total de quatro páginas, em um universo de 600.

Outro, o próprio modo como são tratados os temas. A abertura da URSS ao mercado internacional é vista como sinal de dinamismo e desenvolvimento, deixando-se de lado a formação de oligarquias e a crise pela qual o país passou na década seguinte à abertura. O Plano Real deu certo apesar do aumento da dívida pública e dos impostos – a maior abertura para o comércio externo teria sido responsável por dar esperança ao povo, sustentando a nova moeda. É sintomático que um livro que se orgulha de usar dados econométricos (que, a bem da verdade, são escassos), afirme que o governo Dilma trouxe uma recessão “de magnitude muito maior que a de 1929” sem fornecer nenhum dado estatístico.

É possível argumentar que a ênfase em períodos mais afastados, tendo em vista o caso petista, se justifica por ser este um livro de história. Por outro lado, o próprio livro se propõe a chegar a nossos dias; é estranho que o faça de maneira tão simplista, quando os períodos anteriores são tratados com uma profundidade raramente vista em livros do gênero. O fato de o autor possuir doutorado em Ciência Política me leva a crer que ele teria mais a falar sobre tempos recentes, caso fosse seu intento.

De qualquer forma, é um livro interessante quando se atém a períodos mais distantes, resumindo em uma linguagem clara os desenvolvimentos historiográficos recentes. As simplificações relativas aos séculos XX e XXI me tentaram a reduzir sua nota para 3/5; no entanto, uma releitura das partes iniciais de meu fichamento me convenceu a mantê-la em 4/5. Um 3,5/5 viria a calhar.
Profile Image for Maurício Perez.
29 reviews
May 8, 2020
História da Riqueza no Brasil procura corrigir a tradicional visão ensinada nos manuais de história sobre a situação econômica do Brasil como colônia de Portugal. Ao contrário do que se pensava, a historiografia atual entende que o Brasil sempre teve uma rica economia interna, informal, feita por iniciativa dos colonos, fora do controle da metrópole que envolvia troca de mercadorias (charque, mandioca, açúcar, escravos, etc.) com um sistema de crédito feito no "fiado". Havia também uma forte tradição de eleições para cada vila (município) e um sistema consuetudinário, informal de leis. Mesmo com o ciclo do ouro em Minas Gerais, a economia de subsistência e a escravidão geravam muito mais riqueza do que o metal. O autor entende que havia um clima de liberdade econômica que propiciou essa riqueza interna e que ela só foi duramente atingida com o império, quando o Brasil passou a ser uma das nações mais atrasadas economicamente.

O grande defeito da obra é dar uma ênfase muito grande ao sistema tupi-guarani (economia, sistema de alianças e casamento, etc) como modelo explanatório para o país. Além disso, o autor comete alguns erros crassos ao apreciar o papel da fé e do clero na formação do país.

Além disso, na parte final, o livro trata de analisar o Brasil da era Vargas até os nossos dias, fazendo uma análise apressada, em poucas páginas, que não condiz com o propósito da obra.

É uma leitura interessa e oportuna para alunos de história e de todos o que gostariam de corrigir as ideias que recebeu nos bancos de escola sobre história do Brasil,
Profile Image for Carlos Castelao.
13 reviews
January 24, 2022
Excelente livro, obra extensa sobre a história não somente da riqueza, mas como vários acontecimentos históricos explicam nossa condição presente. O livro é denso, alguns pontos bem detalhados, o que faz com que o leitor mais interessado tenha que voltar e se apronfundar nos temas econômicos para entender a realidade da época. Explica de forma muito didática como se formou nossa gente, como muitas coisas funcionavam bem sem o aparato estatal e mesmo como eleições eram tão organizadas e respeitadas nos tempos mais primórdios do que se tornaria um dia a nação. O livro é muito bem escrito, bem descritivo e traz a história até os tempos mais atuais, com menos riqueza de detalhes a partir do governo FHC, mas com toda a consequencia das decisões tomadas nos anos posteriores. Obra mandatória para aprofundar-se um pouco mais na peculiar história desse país tão diverso e fascinante que é o Brasil.
16 reviews
October 19, 2019
A primeira parte do livro é muito interessante, principalmente a relação dos tupi-guarani com os portugueses. A parte da República e a intervenção na venda do café também. Apenas a parte final podia ser mais completa. Além disso, tem que ser relevada a opinião do Jorge Caldeira, o qual admiro muito, mas utiliza demasiadamente em suas análises Marx e Piketty, autores do mesmo espectro ideológica e o primeiro bastante ultrapassado. Vale muito a pena a leitura, como todo livro do Caldeira que sempre faz um excelente e àrduo trabalho de pesquisa, considerando as dificuldades desse tipo de trabalho no Brasil.
16 reviews
April 3, 2019
Excelente pra quem se interessa pela história do Brasil. Tem tudo, desde os tempos coloniais até os tempos modernos, com um foco bem forte em economia. Desbanca uma série de mitos relacionados à "agricultura de subsistência" que aprendemos na escola baseado em dados modernos de economia e antropologia.
Recomendado pra turma que vive dizendo "vai estudar história"!
Profile Image for Luís Leite.
7 reviews9 followers
April 23, 2024
Governantes cuidam melhor do presente, com sua obrigação de resolver os problemas do dia; economistas se arriscam pelo futuro porque o veem como resultado de proposições que consideram científicas. Historiadores que trazem a narrativa até o presente podem apenas falar de vagas sensações, de movimentos tectônicos que um dia podem - ou não - virar terremoto.
Profile Image for Paulo Reimann.
379 reviews1 follower
July 15, 2018
Considero um dos top reading do ano. O livro é fantástico. Maravilhoso. Um capítulo de discordância acerca o segundo império. Mas posso ler mais sobre o tema. Meu foco quanto a D.Pedro II é cultural (e quiçá geográfico) mas o foco do livro é econômico. Vale cada página a ser lida.
Profile Image for Ricardo Viana.
Author 5 books2 followers
September 9, 2018
Um livro interessante e bastante didático. Gostei especialmente da pesquisa da formação da economia brasileira nos tempos coloniais. É uma obra útil para estudantes e todos os que desejam conhecer melhor as transformações econômicas do nosso país ao longo desses séculos.
31 reviews3 followers
August 31, 2020
Uma leitura razoável. Senti falta de uma base mais sólida na defesa das narrativas do livro, o que não é incomum em livros de ciências sociais (muitas vezes parece que os autores escolhem a narrativa preferida deles entre as 1.000 disponíveis...).
Profile Image for Marcelo Delago.
1 review2 followers
May 13, 2018
Excelente leitura. escrita envolvente. mostra claramente por que o Brasil é como é. talvez pudesse ser mais detalhado após 1930
85 reviews1 follower
July 23, 2021
Gostei porque vamos aprendendo um pouco de história no meio da “economia “. Escreve muito bem sobre o início da República. Leitura DIFÍCIL!
Profile Image for Thiago Coelho.
41 reviews2 followers
August 18, 2020
O livro é extremamente abrangente e serve como modo de se ter uma visão histórica da economia brasileira. O que mais me chamou a atenção com certeza foi a diferença entre o Brasil no papel e o Brasil real, nos quais os costumes ditavam a convivência popular. Maior exemplo disto é a dificuldade em ter um presidente que realmente seguisse a república, deixando para trás os preceitos corporativistas. O livro também mostra a importância do mercado interno, que se desenvolvia de modo extraoficial. Isso pode passar batido pra quem não tenha feito uma matéria de história econômica brasileira, na qual todo os livros descrevem a dependência brasileira do mercado externo. É um livro denso e com uma quantidade gigantesca de personagens, e por mais interessante que possa ser, a leitura não é tão fluida e a última parte é decepcionante: o menor capítulo é aquele que lida com a história mais recente, que é a parte que mais me interessava. Não é um livro ruim, mas acho que não é pra todo mundo.
Profile Image for Igor Morais.
26 reviews1 follower
May 27, 2025
Obrigatório pra qualquer brasileiro que se interessa pela história dessa terra, e não apenas a econômica, enfoque principal da obra: há relatos de personagens que pontuam o eixo central da obra que são precisosos - eu não consigo tirar da cabeça a imagem de João Ramalho andando nu com sua comitiva familiar por aí.
Um futuro clássico, ao lado de Celso Furtado, Wilson Suzigan e Werner Baer, especialmente por provar inacurados alguns insistentes mitos que até estes clássicos aceitaram.
Só não leva 5 estrelas por ser modorrento em alguns momentos, o que me fez demorar bastante pra finalizar a leitura, o que não é incomum em livros de viés mais técnico.
43 reviews1 follower
October 14, 2024
Um tour de force sobre história (econômica) brasileira. É difícil para um leigo saber para onde a evidência aponta nos vários temas que Caldeira explica e contrasta com a historiografia tradicional — apesar disso, os fatos e entendimento que este livro proporciona são bem interessantes
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