Obra composta por nove narrativas de autoria do consagrado escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa. O livro foi publicado pela primeira vez em 1990, em Moçambique, pela Associação dos Escritores Moçambicanos. Os contos retratam a realidade moçambicana da época de forma sutil e, ao mesmo tempo, chocante, desenvolvendo assuntos como a seca, a fome, o aparecimento dos novos costumes, a discrepância entre campo e cidade, bem como a repressão policial e o desencanto entre a população.
Francisco Esaú Cossa (pseudonym Ungulani Ba Ka Khosa, also spelled as Ungulani ba ka Khosa) is a Mozambican writer born August 1, 1957, in Inhaminga, Sofala Province. Khosa completed elementary school in Sofala, and high school in Zambezia. In Maputo he attended Eduardo Mondlane University, receiving a bachelor's degree in History and Geography. He then worked as a high school teacher.
In 1982, Khosa worked for the Ministry of Education for over a year. Six months after leaving the Ministry of Education, he was invited to work for the Writer’s Association. He initiated his career as a writer with the publication of several short stories and was one of the founders of the magazine Charrua of the Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO). It was his experiences in Niassa and Cabo Delgado, where poorly organized reeducation camps were located, that gave him the urge to write and expose this reality.
Contos curtos de crítica social que retratam os problemas de Moçambique na década de 90. Morte, ratos, doenças, machismo, traições, fome, desesperança, vão compondo esse mosaico sutil criado pelas lentes de um lirismo que, longe de atenuar, amplia o impacto da tristeza e miséria vivenciada pelos personagens. O real e o fantasioso, o material e espiritual, caminham lado a lado, numa cultura onde é desnecessário distingui-los.
Este libro de cuentos retrata la vida de los mozambiqueños. Describe la pobreza, el hambre, sus creencias, la muerte, el asesinato, la desesperación, la locura por las condiciones inhumanas de vida. El cuento que da título al libro es muy cruento.
Tô tentando escrever essa resenha pela terceira vez, porque sinto que eu não consigo falar direito. Então não vou nem tentar mais.
Só leiam. São nove contos curtinhos, que falam de muitas coisas. São um pouco pesados, falam de morte, tem um de suicídio; retratam pobreza, sagas familiares, e muitas outras coisas que vocês precisam ler pra saber.
Eu queria reler ele, porque o autor usa várias metáforas e palavras bonitas pra mostrar os acontecimentos, então tem que ler prestando muita atenção (o que eu não fiz kkk).
E mais uma vez: leiam porque é um livro maravilhoso.
Mas a escrita poética acentua mais a tristeza de alguns dos contos, a fome, a morte, as perdas. Particularmente doloroso o conto A praga: (...) O filho, sentado a cinquenta metros da casa, comia as crostas das feridas mal saradas que cobriam o corpo. Com gestos calmos e precisos Kufenei tirava as crostas do corpo e levava-as à boca. Os dentes esmagavam, trituravam. E Luandle ouvia o som, o ruído. Kufeni comia com sofreguidão as crostas. As feridas brilhavam ao sol. (...) E imensamente divertido e surpreendente o conto A revolta. Um livro que só peca por ser tão pequeno. https://leiturasemclube.blogspot.com/
Esse achado é lá da @livraria_simples a livraria dos livros impossíveis. Uma obra da literatura africana de língua portuguesa. Incrível! Orgia dos Loucos é uma história feita por exatos nove contos que retratam momentos da realidade moçambicana, aspectos doloridos como a seca, a fome, os novos costumes, as divergências entre campo e cidade, a cidade e a morte. Uma viagem breve a um cenário diferente do nosso mas com as mesmas e universais dores humanas. O autor Ungulani Ba Ka Khosa ,é #professor e teve ocupações importantes em Moçambique.
Acreditei que ia gostar do livro porque a primeiro conto foi razoável. No entanto, todos os contos são inundados de figuras de linguagem. Inclusive a metáfora. Além de atrapalhar a compreensão em certos momentos os enredos ficaram chatos. Aqui menos seria mais. Para além disso, não conhecer a história de Moçambique pode ter feito muitas coisas passarem despercebidas