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La Fronde

Une religion sans dieu : les droits de l’homme contre l’Évangile

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L’Église est aujourd'hui étouffée par une religion nouvelle qui est la contrefaçon du christianisme : le culte des ″Droits de l’Homme″. Les exigences politiques et sociales véhiculées par ces principes temporels occupent désormais plus de place dans le discours de nos autorités spirituelles que le salut des âmes humaines.

Or quel rapport y a-t-il entre l'enseignement chrétien de base et les ″Droits de l'Homme″ ? Aucun, nous dit Jean-Marc Berthoud. Se référant aux textes essentiels des traditions orthodoxe, catholique et réformée, il montre que la conception même de ces droits est étrangère au christianisme. Bien plus : qu'elle le nie en faisant de l'Homme abstrait un nouveau dieu. Par cet essai sans détours, Jean-Marc Berthoud, polémiste et homme de foi, nous interroge fraternellement : que signifie aujourd'hui être chrétien ? Acceptons-nous encore d'entendre la vraie parole du Christ ou préférons-nous, par ignorance ou par opportunisme, nous complaire dans des impostures inspirées par le progressisme socialiste et athée ?

62 pages, ebook

First published January 1, 1993

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43 people want to read

About the author

Jean-Marc Berthoud

68 books13 followers
Né en 1939 en Afrique du Sud de parents missionnaires, Jean-Marc Berthoud est diplômé de l'Université de Witwatersrand à Johannesburg en littérature et histoire anglaise. De 1960 à 1964, il poursuit des recherches en histoire coloniale à la Sorbonne et à Londres.

Président de l'Association vaudoise de parents chrétiens, il est l'auteur de nombreux livres sur la défense de la foi chrétienne face à la montée de la sécularisation et du modernisme.

Éditeur de la revue Résister et Construire et Documentation chrétienne, il vit à Lausanne.

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Displaying 1 - 6 of 6 reviews
Profile Image for Vinícius Pimentel.
17 reviews36 followers
June 23, 2019
É difícil para mim avaliar negativamente este livro, por três razões: primeiro, porque aprecio muito a obra de Berthoud; segundo, porque concordo sem ressalvas com a tese geral do livro, de que a ideologia dos direitos humanos (DH) é incompatível com o evangelho; terceiro, porque o texto contém vários insights verdadeiros e perspicazes sobre os problemas que assolam o humanismo iluminista e seu credo, os DH.

Porém, quem ler esta obra, infelizmente, não a terminará muito menos ignorante sobre a relação do cristianismo com os DH do que ao iniciá-la. Menciono algumas razões:

1. Berthoud em nenhum momento parece considerar de alguma importância distinguir a ideologia dos DH, de um lado, e o reconhecimento e afirmação de cada um desses direitos, de outro. Uma obra que se propõe a falar sobre "direitos humanos" - e não sobre a ideologia a eles subjacente - deveria saber diferenciar essas duas coisas, ou, no mínimo, apontar as razões para a indistinção.

2. O livro refuta bem a tese de que os DH seriam um produto imediato da cultura cristã, porém adere de modo aparentemente irrefletido à tese contrária de que a fé cristã em nada contribuiu para o desenvolvimento dos DH. Parece ignorar a farta evidência histórica em sentido contrário - tal como compilada, por exemplo, nos estudos do historiador do direito John Witte Jr. Houvesse considerado esses estudos, ele teria sido capaz de reconhecer a ambivalência na relação entre cristianismo e DH (não a ideologia, mas a consolidação desses direitos como tais).

3. O ponto anterior talvez revele um problema mais fundamental na obra de Berthoud: a dificuldade de reconhecer que movimentos relativamente apóstatas ainda são capazes de promover desenvolvimentos positivos no processo de abertura cultural (para usar a tipologia de Dooyeweerd em sua teoria da história). Essa afirmação faz com que autores como o próprio Dooyeweerd (além de seus antecessores Kuyper e Groen Van Prinsterer) sejam, ao mesmo tempo, críticos ferrenhos do iluminismo e gratos reconhecedores daquilo de bom que surge como subproduto do movimento. Berthoud, ao contrário, mostra-se incapaz de enxergar desenvolvimentos culturais positivos decorrentes do humanismo. Isso, aliás, é algo estranho na obra de alguém que textualmente afirma a existência duma "ordem criacional" normativa, à qual até mesmo os descrentes têm acesso.

4. Nessa crítica desmedida aos DH, Berthoud ainda comete algumas outras injustiças em termos de história das ideias. Cito duas cometidas diretamente contra Calvino: (i) a afirmação de que haveria no reformador de Genebra uma indevida separação entre "justiça espiritual" e "justiça jurídica" - o que é simplesmente falso, além de anacrônico (a distinção entre direito e moral é basicamente um produto teórico posterior); e (ii) a acusação de que a tripartição da lei (moral, civil, cerimonial), levada às últimas consequências, seria "uma das razões da secularização antinomiana e moralizante" - o que é também falso, e Berthoud não apresenta nenhum argumento que demonstrasse a causalidade ou correlação entre as duas coisas, além da sua antipatia para com a própria tripartição.

Todos esses problemas conduzem a obra a um exagero de crítica, a uma falta de nuance e sensibilidade teórica que simplesmente mais confunde do que instrui. Esse é o tipo de postura "reacionária" que não contribui para uma crítica distintamente cristã, nem dos direitos humanos, nem da ideologia que a eles subjaz.
Profile Image for Leandro Dutra.
Author 4 books48 followers
November 22, 2017
Comme d’habitude, un excellent étude de M. Berþoud, récuperant diverſes opinions & informations bien fondées mais oubliées du grand public. L’incluſion d’un annexe sûr la franc-maçonnerie ſurprend, mais c’eſt un atout intéreßant.
Profile Image for Fabrício Tavares De Moraes.
50 reviews21 followers
February 14, 2018
Livro essencial para uma compreensão real dos modernos ideais de justiça, que no mais das vezes parte de uma concepção antropologia inteiramente abstrata.
Profile Image for Júlia Zarro.
76 reviews2 followers
October 7, 2022
Por mais que as críticas ao conceito de direitos concedidos pelo homem e aos movimentos humanistas que formam a concepção dos direitos humanos sejam pertinentes, achei a exposição muito teórica e com poucas referências bíblicas citadas pelos pensadores, também achei muito removido da realidade de que estamos em um mundo caído e que as nossas instituições são inerentemente falhas e humanistas devido ao pecado. Também achei que as críticas foram bem duras sem oferecer soluções palpáveis.
Profile Image for Anderson Paz.
Author 4 books19 followers
July 3, 2025
O livro de Berthoud, além de repisar as críticas de Michel Villey, sugere que os direitos humanos substituíram a lei de Deus como fonte e norma da sociedade. Para ele, as declarações de direitos humanos divinizaram o homem e o Estado ao se fundarem no princípio do não-dano e na soberania estatal. Como os direitos humanos não observam a ordem dada por Deus, os direitos humanos cimentam uma “democracia totalitária” que substituiu a lei divina. Para Berthoud, existe uma incompatibilidade absoluta entre os direitos humanos e as Escrituras, possibilitando revoluções com base em revolta.

O texto de Berthoud é extremista. Primeiro, ele desconsidera totalmente a graça comum e ressalta uma antítese absoluta, obliterando o fato que valores fundacionais dos direitos humanos são lastreados na tradição judaico-cristã. Segundo, ele cria uma antinomia tão absoluta com os direitos humanos e sugere que cristão que se refere nessa linguagem está apostatando (p. 64). Para ele, a linguagem de direitos humanos incita cobiça (p. 63) e é própria de um reino satânico (p. 83). De fato, a linguagem de direitos humanos pode ser usada para ir de encontro a valores bíblicos, mas as críticas radicais de Berthoud são excessivamente extremistas. Livro muito ruim!
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