A discussão do aborto sendo pensada a partir de um panorama retórico e político Neste ensaio Contra o aborto, Francisco Razzo sustenta a teoria de que, atualmente, o que se promove como “debate” é, na realidade, propaganda em defesa da prática. O autor procura mostrar como o suposto debate se impõe de cima para baixo por mentalidades que carregam forte componente racista, preconceituoso e eugênico, presentes, primeiro, em organizações internacionais e, segundo, em uma complexa rede de influência formada por grupos engajados em vários níveis de atuação e com amplo respaldo de intelectuais, acadêmicos, filósofos, jornalistas, juristas, médicos e até teólogos. Ao trazer uma análise da questão sob uma perspectiva filosófica e se concentrar em dialogar de maneira argumentativa com o leitor, esta se torna uma obra indispensável tanto para aqueles que são contra quanto para os que são a favor da prática.
Excelente livro com uma boa argumentação filosófica contra o aborto. Razzo defende que o embrião é uma pessoa desde sua concepção e que, portanto, tem plena dignidade e direito a vida. O livro também é bom para ficar por dentro dos movimentos, agenda, propaganda e argumentos daqueles que defendem o aborto.
Minha críticas seriam duas: (1) Eu tentaria dividir mais os capítulos e dividir subtemas de forma mais didática. (2) A autor poderia ter sintetizado mais algumas partes.
Com certeza é um livro essencial para nós que estamos na luta contra o aborto!
excelente livro (mas teria se beneficiado de mais uma rodada de revisão). continuo em cima do muro quando o assunto é aborto, mas mesmo que você seja "pró-escolha" se beneficiará da leitura desse livro inteligente. Razzo explora tanto a questão filosófica (moral) sobre o status do nascituro na comunidade humana, quanto a desonestidade de vários grupos de pressão política e ativistas pró-aborto, especialmente no Brasil. leia. você só tem a ganhar.
O interessante do livro é que Francisco Razzo não se esconde atrás de meios argumentos ou de cunho religioso (não que estes não sejam válidos) para sustentar sua posição contrária ao aborto. Na verdade ele busca justificar sua posição filosoficamente. Com isso, teve que lançar mão de conceitos mais profundos e linhas de raciocínio mais intrincadas. O texto, portanto, não é de leitura fácil e exige um pouco do leitor que precisa saber trabalhar com conceitos abstratos. Verdade que o autor se esforça para tornar estes pontos mais densos em algo mais facilmente assimilável dando vários exemplos, traçando analogias e trazendo explicações de diversos filósofos sobre o assunto. Outro ponto que vale mencionar do livro é que ele enfrenta os argumentos do movimento pro-aborto e procura mostrar as falhas neles existentes. Eu gostei bastante do livro, recomendo sua leitura.
Por mais que o livro pareça ser uma premissa política, toda a argumentação do Francisco se dá no pensamento filosófico. E talvez, por ser tão filosófico, pra mim ele demora pegar, ou ele pega no tranco. O livro tem um preâmbulo muito grande sobre a questão de debate e discurso, o que faz sentido porque pra esse assunto, estamos lidando com questão de narrativa. Porém, é muito demorado a introdução, e talvez seja o momento onde muitos leitores podem se perder e muitas das vezes até abandonar a leitura. Mas no que se refere a argumentação filosófica e uma análise mais profunda ao aborto, o autor acerta em cheio. E ele tem o cuidado de afastar esse debate da esfera religiosa, porque sabe que ate mesmo a religião pode tratar esse assunto de forma enviesada. Então ele tem o cuidado de debater as formulações históricas sobre o feto ser um ser humano ou não, as implicações de tratar um feto como uma não-vida, a questão do dualismo mãe-feto ( o feto é corpo da mulher ou não), alimenta o argumento com questões mais biológicas e por aí vai. Quando entra na questão da ética médica, ele trás o argumento final de que a ética médica pressupõe direito a vida a todos.