Neste novo livro de Margarida Rebelo Pinto encontramos três mulheres de gerações diferentes, desde os anos 60 até aos dias de hoje, com vidas sentimentais atribuladas e algo em comum: a atração pelo proibido.
Antes que seja tarde é um romance sobre o lado mais selvagem do amor, quando a paixão manda mais do que a razão e os sentidos falam mais alto. Os amores proibidos nunca caem na rotina, mas serão o caminho certo para o verdadeiro amor? O que fazer quando não se pode construir uma vida com quem se ama?
O destino cruzado destas 3 mulheres leva-nos a uma viagem alucinante sobre o lado obscuro das relações, onde a mentira, a traição e o adultério andam a par com a dignidade de uma grande história de amor.
Margarida Rebelo Pinto licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade Clássica de Lisboa e iniciou a actividade de jornalista em várias publicações como: O Independente, Se7e, Marie Claire e Diário de Notícias. Enquanto escritora, escreveu seis romances, quatro livros de crónicas, um livro para crianças e uma biografia.
O seu primeiro livro, Sei lá, publicado em 1999, foi um dos maiores sucessos de vendas em Portugal, atingindo números de vendas pouco usuais para o país. Mais tarde, com os seus títulos seguintes, rapidamente alcançou um êxito similar. Actualmente, as suas obras encontram-se traduzidas na Espanha, Brasil, Países Baixos, Bélgica, Alemanha e Lituânia.
Paralelamente à escrita, Margarida dedicou-se também ao cinema, sendo a autora do telefilme da SIC Um Passeio no Parque e, mais recentemente, às peças de teatro.
Estava à espera de um livro com história sobre a segunda guerra mundial (pelo menos era o que me dava a entender a capa). Mas não foi nada disso. Conta a história de mulheres, com os destinos cruzados e que viveram amores proibidos. Ao longo da narrativa foram se juntando mais mulheres… Todas solteiras, que foram amantes de alguém ou desrespeitadas por homens… O que mais me irritou foi a objetificação dos homens (sim, costumo ficar assim quando o fazem a personagens mulheres, mas neste caso o alvo foram os homens e não é bonito), não havia nenhum homem decente (e aqui não estou a comparar a ténue linha da decência), não há nenhum final feliz. E quem diz que uma mulher não pode ser feliz sozinha? Porque tem de depender sempre de um homem? Não funcionou para mim.
“Antes que seja tarde” é o tipico livro que me conquista pela capa, a edição é cuidada e muito bonita. Achei que seria um romance histórico, se calhar até passado na 2ª Guerra Mundial, mas não. O novo romance da Margarida é bem atual e muito ao estilo de “50 sombras de Grey”. Meu Deus, é so sexo, sexo e mais sexo. Conta a história de três gerações de mulheres marcadas pelo amor proibido. Neste caso, não tão proíbido, uma vez que toda a gente se envolve, trai e é traido. A autora, entre outros temas, aborda a brevidade dos relacionamentos de hoje em dia. “O mundo entrou no fast-food emocional e não estou a ver quando e como o registo vai mudar. Vivemos numa sociedade líquida, com relações fugazes e inconsequentes, para andar aos encontrões, mais vale estar quieta.” Partilho desta mesma opinião de uma das personagens do livro, a Amparo. Nos relacionamentos modernos, procura-se viver o momento sem grandes planos para o futuro. Casar e constituir familia deixou de ser o objetivo da maioria dos jovens. Sim, é verdade que nem sempre é facil partilhar a nossa vida com outra pessoa, ter de dar o braço a torcer, partilhar economias, etc. Tudo isso acarreta responsibilidade e compreensão, e as pessoas simplesmente não estão para ai viradas. Querem tudo o que é rápido e facilitado. Penso que teria gostado mais do livro, se ele não focasse tanto na parte sexual, mas sim na parte emocional. Contudo, gosto sempre de ler os livros da Margarida Rebelo Pinto, porque a sua escrita é única, sarcástica e muito divertida.
Neste seu novo romance, a autora conta-nos as histórias de diversas personagens, histórias essas que se vão cruzando e que apresentam um factor comum: o adultério e a traição: com homens mais velhos, casados etc. Praticamente todas as personagens traem. Não considero que seja um romance, acho que se incluía mais como livro de crónicas ou algo assim.
Apesar de o livro até se ler bem, não gostei do mesmo, achei-o cansativo e enfadonho; para além disso, há linguagem sexual que parece escrita por alguém sem quaisquer estudos, linguagem básica.
Um livro que recomendo se venerarem mesmo a autora.
Divertido, sarcástico, atual e vertiginoso! É assim que posso descrever Antes Que Seja Tarde, o romance de Margarida Rebelo Pinto onde os amores se alimentam de casamentos com traições que dão origem a desamores através de conquistas extra-conjugais onde o que está fora acaba por ser mais interessante que a vida matrimonial que se dá a conhecer perante uma sociedade que critica mas que no fundo consegue seguir os mesmos caminhos de atração física entre relações rápidas e espontâneas. Antes Que Seja Tarde revela a história de três mulheres, de diferentes gerações mas com algo em comum, o amor pelo outro, numa relação teoricamente proibida e onde não existem barreiras nem metas a atingir porque o tempo exige que se desfrute do atual sem pensar no amanhã. A rapidez com que cada relacionamento acontece, a perceção de que não se pode exigir algo mais a quem está na sua cama, numa tarde quente de Verão mas que à noite tem uma família à espera porque a família continua a ser o porto seguro de quem comete a traição mas não deixa a estabilidade de sempre, pensando nas aparências e nos filhos. Procurar prazer por fora, não querendo algo duradouro e fugindo do amor verdadeiro são os pecados dos tempos modernos, pecados esses tão bem descritos e contados por Margarida Rebelo Pinto nesta sua nova paixão literária onde os prazeres carnais, os sonhos, a realidade e a fuga avançam e recuam como se cada personagem se encontrasse numa roda viva entre o correto e a tentação de pisar o risco. Recorrendo aos lugares conhecidos em outras das suas obras, marcando marcas e trejeitos entre personagens que podem muito bem ser próximas das criações de outros livros da autora e possuindo pulso descritivo para marcar cenas bem reais, sejam elas passadas numa simples conversa entre amigas e confidentes ou numa cama onde o prazer demonstra a vontade de quem chega para conquistar e deixar o seu selo de qualidade. Antes Que Seja Tarde surpreende pela perspicácia e fluidez com quem tudo acontece na vida de cada relação que termina de forma tão rápida como começa.
Li, em toda a minha vida, apenas um livro de Margarida Rebelo Pinto e, confesso, cuidava que não iria ler mais nenhum. Mas apareceu-me este e, Antes que Seja Tarde, decidi lê-lo de mente aberta e sem pré julgamentos, o que, creio, ajudou a que a experiência não fosse tão má como julgaria ao inicio.
Começo pela capa. Esta capa é extremamente feliz e bem conseguida. Pede que se pegue no livro e que se leia. São poucas as capas que me conquistam assim e que me agradam tanto.
Antes que Seja Tarde fala-nos de amores e desamores. De casamentos e traições. De conquistas. De relações cruzadas e das relações que não duram
O mundo entrou no fast-food emocional e não estou a ver quando e como o registo vai mudar. Vivemos numa sociedade líquida, com relações fugazes e inconsequentes, para andar aos encontrões, mais vale estar quieta
Mas fala-nos também de como o amor pode estar ali, à espreita, desde que o queiramos encontrar. Da coragem que é preciso para virar a página, de como devemos lutar pelo que queremos e não ficar à espera que nos caia no prato. E de como cada história tem dois lados.
Antes que Seja Tarde surpreendeu-me pela positiva. Quem sabe não vos surpreenderá também.
Por teimosia li até ao fim, mas a leitura não me prendeu ao livro. Umas quantas histórias que isoladamente podiam ter sido exploradas de outra forma ( todas tem potencial) , mas a forma como a escritora as apresentou não foi muito feliz e a certa altura tornou-se muito confuso. Mas claro que tudo é uma questão de gosto.
Livro com. Várias personagens que identifica bem momentos da vida social em Portugal durante vários periodos. A Margarida tem escrita fácil,0 livro torna-se simples e interessante. Acho que a autora tem um.oiuco de cada personagem incluindo as masculinas e eu Tb me identifiquei com parte das personagens sobretudo na minha vida de solteiro Bom trabalho margarida continua
Acabou melhor do que esperei que ia acabar. A parte mesquinha de mim embirra com os capítulos da Maria do Amparo, porque, sinceramente, com 46 anos devia ter juízo. Tenho metade dos anos e nem eu, que sou meio idiota, fazia tais idiotices. Mas não é mau livro de todo, e, como já disse, fiquei positivamente surpreendida com o final.