O livro é bem fácil e de rápida leitura. E nos ajuda a pensar a preciosidade do tempo em nossas vidas. Um recurso que não pode ser "poupado" e usado depois.
O autor inspira com suas palavras a percebermos que com nosso tempo livre podemos atuar em projetos que podem fazer diferenças significativas no rumo de nossas vidas. Ações que podem ou não estar relacionadas às nossas atividades profissionais. O uso das ferramentas digitais de divulgação de nossos trabalhos realizados em tempo livre pode nos impulsionar a partilhar com muitas pessoas um pouco mais de nosso "eu genuíno".
É elementar perceber as desigualdades de classe, gênero, raça e outras que influenciam objetiva e subjetivamente na qualidade do tempo livre do indivíduo, ou até mesmo no reconhecimento da existência deste. Considero importante entendermos de onde partimos para dizer se temos ou não um tempo livre a ser dedicado a projetos paralelos os quais o autor debate ao longo do livro.
Todavia, ainda assim, concordo que a vida é curta demais para problematizarmos e não agirmos. E ao mesmo tempo, ela é muito longa para perdemos o tempo de ser felizes.
Aconselho-o para quem tem dúvidas se "tem tempo" para fazer aquilo que sente que ama. Ou ao menos para que o leitor reflita consigo próprio: o que eu amo fazer? O que me faz bem? Como posso agregar para mim e para outras/os?
Penso que precisamos, independentemente do local social que estamos, de entrar em contato interior conosco, com a nossa humanidade. E fazer projetos paralelos - aprender um instrumento musical, desenhar e divulgar online, fazer memes, criar grupos de estudo e apoio, intervenções urbanas, e tantas outras possibilidades - torna-se uma das chances para cultivarmos o humano em nós e inspirar pessoas ao mesmo. A vida é muito maravilhosa para ficarmos fritando em redes sociais, em novelas de TV, fofocas etc... E ela está aí para que possamos guiá-la com as condições que temos e com as podemos (re)construir.