- Descrições do Produto - Peppa nasceu assim: Linda e cabeluda. Bem no alto da sua cabeça, lá estava ele! Um chumaço de cabelo preto e volumoso. Ah! Mas não era qualquer cabelo não... Tratava-se do cabelo mais forte do universo! Resistente como fios de aço.
- Resenha da Editora - Peppa nasceu assim: Linda e cabeluda. Bem no alto da sua cabeça, lá estava ele! Um chumaço de cabelo preto e volumoso. Ah! Mas não era qualquer cabelo não... Tratava-se do cabelo mais forte do universo! Resistente como fios de aço.
Finalmente li PEPPA, publicado originalmente em 2009 e retirado do mercado *pela própria autora* por ofender a sensibilidade de algumas pessoas, que o acusaram de racista. As páginas foram passando e minha irritação foi aumentando: é um livro bonito e valente.
É assim, ó: Peppa tem esse cabelo fortão, "duro como palha de aço", a mãe só consegue cortá-lo com alicate! Ela ama seu cabelo. Ela puxa geladeiras com ele! Empina pipas com ele! Então ela avista um salão no meio da rua, prometendo cabelos lisos e sedosos. A menina, sozinha, sem pressão de mãe, amigos (é cheia de amigos, a danada da Peppa!), nada, quebra seu cofrinho e vai alisar seus cabelos. Na cara e na coragem, sem avisar ninguém. Peppa só quis saber como era ter um cabelo diferente do seu (e a beleza do livro está nisso, em Peppa lidando com si própria, permitindo a si experimentar coisas!). Só que agora ficou tão mais difícil se divertir com ele! Com aquele cabelo troncho ela conseguia fazer um bando de coisa. Agora ela mal consegue ir pra piscina! Só que vem o verão, vem o calor do capeta e o livro termina num tchibum, que devolve os cabelos de Peppa à sua natureza.
Peppa, a Sansão brasileira.
Autores, defendam seus livros. Façam de um tudo por eles. Levem uma bala, duas flechadas e três tabefes por eles. Ainda mais por um que é tão simpático, que retrata uma menina tão meninoca, independente, feliz, ativa, esperta. É impossível livrar nossos livros de leitores estúpidos; coisinhas afáveis que são, abrem-se a quem quer que seja, tão livres no mundo, desprotegidos. O verdadeiro retrocesso não é a crítica infundada (eu chamaria de tosca e burra também — talvez chamasse de vil, mas ainda tô na dúvida), mas ceder a ela. Ah, Silvana, por que você fez isso com seu próprio livro? Partiu meu coração segurar um livro censurado pela própria autora.