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Também os Brancos Sabem Dançar

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Hours before performing at one of Europe's most iconic music festivals, Kalaf is detained on suspicion of being an illegal immigrant. Trapped in his precarity, his thoughts soon strum to the beat of kuduro, the blistering, techno-infused Angolan music which has taken him from Luanda to Kristiansund, Beirut to Lisbon. Shifting between his reflections while incarcerated, the stories of a friend at the heart of Lisbon's dance scene and those of the immigration policeman who holds Kalaf's fate in his hands, Whites Can Dance Too is at once an exhilarating novel and a transporting paean to cultural roots, to freedom and to love.

384 pages, Paperback

First published November 14, 2017

43 people are currently reading
790 people want to read

About the author

Kalaf Epalanga

7 books43 followers
Kalaf Epalanga, born in Benguela, Angola in 1978, is a well-known musician and writer living in Lisbon since the 1990s. As a musician, he co-founded the record label A Enchufada, a creative and dynamic platform that promotes new music styles from Portugal around the world, and went on to form the MTV Europe Music Award-winning band, Buraka Som Sistema. He wrote a regular column of short literary chronicles for the prestigious newspaper, O Público. TAMBÉM OS BRANCOS SABEM DANÇAR is his first novel.

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Community Reviews

5 stars
70 (20%)
4 stars
140 (40%)
3 stars
102 (29%)
2 stars
28 (8%)
1 star
3 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 40 reviews
Profile Image for Inês Gomes.
Author 10 books10 followers
March 28, 2018
Dividido em 3 partes.
A primeira a meu ver muito documental, um ensaio sobre as origens de estilos musicais, as suas influências, os seus contextos. Não era isto que esperava.

A segunda deliciosa. E apresentou-me um lisboa que desconheço. De ritmos africanos. De histórias entrelaçadas.

A terceira, um olhar muito bem conseguido de como o mundo olha para os emigrantes, e de como a fragilidade nos pertence a todos - mas é mais de uns do que de outros.

Ainda bem que não desisti a meio da primeira!
Profile Image for Cláudia Azevedo.
395 reviews226 followers
October 19, 2018
Não consegui encontrar o fio à meada. Os diferentes narradores são inesperados e soam aleatórios. Não funciona como um romance. Talvez 3 romances e uma autobiografia. 😓
Profile Image for Rita da Nova.
Author 4 books4,660 followers
Read
December 6, 2024
“Compreendo o estilo desta obra, e teria tudo para resultar na sua estranheza, mas houve uma parte de mim que não se conseguiu ligar à leitura — ou, pelo menos, nunca me perdi nas páginas, esquecendo-me de que estava a ler (para mim, um dos maiores sinais de envolvimento com um livro). Gostei sobretudo dos pensamentos sobre a cidade de Lisboa, sobre como se tornou uma cidade multicultural e, com isso, cheia de desigualdades.”

Review completa em: https://ritadanova.blogs.sapo.pt/tamb....
Profile Image for Tiago Vitória.
13 reviews2 followers
February 16, 2018
Um livro curioso pela forma e apaixonante pelo conteúdo. Kalaf cria uma narrativa no limiar entre o romance e o autorretrato - não só o seu, mas o de uma geração política e socialmente influenciada pela música e pelas raízes musicais que encontram novas respostas no tecido urbano de uma cidade.

Kalaf é ao mesmo tempo o observador e o observado do seu próprio romance. Desengane-se quem considera o músico angolano apenas um agitador cultural. Ele é um cronista de uma nova geração que não encontra barreiras físicas ou geográficas para expor a sua intelectualidade através de uma escrita honesta mas muito consciente.

P.S: nota menos positiva para a primeira edição do livro da Caminho que se encontra cheios de gralhas no último terço do romance.
Profile Image for Sonia Almeida Dias (Peixinho de Prata).
683 reviews30 followers
July 9, 2025
Gostei muito deste livro. Gostei principalmente por ser não-ficção disfarçada de ficção, ou o contrário. Gostei porque fala da noite lisboeta que eu conheci, espaços que eu frequentei, gente que conheci, mesmo que marginalmente.

Gostei porque me fez ver algumas coisas de outra forma (descobri que nem sabia muito bem o que era Kuduro) mas sobretudo porque me fez ouvir música compulsivamente.
Profile Image for Joaquim Margarido.
299 reviews39 followers
March 3, 2020
Embora se anuncie como “um romance musical”, esta primeira obra do músico e escritor Kalaf Epalanga, membro da banda Buraka Som Sistema, é muito mais do que isso. É a Esquina da Travessa com a Rua da Barroca e um pôr do sol no Miradouro do Adamastor; é um cantor dominicano de merengues de nome Kalaff e um turista brasileiro; é calulu com funge de milho e são mixtapes em cassetes da BASF; é carregar baldes de cimento para cima de um andaime e fritar frango teriyaki por menos de 4 euros à hora; é o Mercado do Roque Santeiro e são os brancos “bollycao”; é o número 73 da Poço dos Negros e é Jean Claude Van Damme; é o amanhecer em Oslo, sombrio e silencioso, e é o aroma de um café libanês; é um verso duma canção de Jay Z misturado com o choro contido de uma jovem mulher eritreia; é o desânimo nos olhos do Zé da Guiné; é escutar um fado na Parreirinha de Alfama, a própria Argentina Santos, com 88 anos, sentada junto ao balcão; e é a condição de emigrante a dar sentido ao discurso artístico do escritor.

Dividido em três partes, cada uma delas narrada na primeira pessoa por uma personagem diferente, o livro oferece uma perspectiva muito concreta sobre o actual estado do mundo e as pressões que sobre ele impendem. É certo que a música tem um papel preponderante na acção, mostrando-se como elemento aglutinador de estados de espírito e tomadas de consciência, as questões sociais servindo-lhe de base (é muito curioso perceber, por exemplo, como é que o nome de Anibal Cavaco Silva surge tão intimamente ligado a um género musical fortemente exportável como é a kizomba); mas é na forma como Kalaf Epalanga parte em busca de respostas que acalmem o seu desassossego que o livro ganha espessura e intensidade, tornando-se um ferrete que fere e morde o leitor. O Kalaf que nos embala com os passos da Tarraxinha é o mesmo que diz que “podemos endurecer as leis, fechar todas as fronteiras, mas já é tarde demais. A Europa, tal como a conhecemos, morreu, e a culpa não é dos imigrantes.”

Para quem não tem preconceitos de género (musical, entenda-se), “Também os Brancos Sabem Dançar” oferece uma oportunidade incrível de familiarização com o kuduro e com as músicas e ritmos que lhe são próximos. O leitor mais curioso poderá acompanhar a leitura com a audição dos muitos temas ventilados no livro e, dessa forma, ficar a conhecer preciosas pérolas como “Comboio 2”, d'Os lambas ou “Dança da Mãe Ju”, de Dj Znobia, “Saia Branca”, de Nélson Freitas”, “Amba Kuduro”, de Tony Amado ou “Yah”, dos Buraka Som Sistema. Mas também nomes como Diplo, Carlos Burity, Elias Diá Kimuezo, Yuri da Cunha ou grandes casas onde os novos ritmos africanos ganharam cor e vida, do Mussulo ao Clube Mercado, do Kandando ao Kussunguila ou ao Ondeando (talvez o Centro Comercial Colombo também deva figurar nesta lista). Mas se quiser ir mesmo ao fundo da questão, irá perceber que a kizomba e o kuduro são a banda sonora secreta de um “filme” em que identidade é sinónimo de sobrevivência. Um grande livro!
Profile Image for Esme Kemp.
379 reviews21 followers
March 23, 2024
I liked the concept and, again my type on paper, but overall didn’t do it for me. I found the first part so hard to connect with and for a book sold as a novel it was sure giving biography. Second part marginally better and third good, so worth it in the end. Sadly though I just had no connection to the characters.
Also in the 3rd part (told from the perspective of an immigration officer/border guard in Norway) he was sold as someone having a slow awakening about how migrants are humans (shock) and then he came out with some highly developed theories on borders and imaginings for a borderless world that really were not in keeping with this bumbling oaf-like police character. While what he said was factssss it wasn’t a match!!
Nhaat for meeee
Profile Image for Mariana Garrido.
42 reviews11 followers
May 22, 2023
"Também os Brancos Sabem Dançar" é o primeiro livro de Kalaf Epalanga, membro dos Buraka Som Sistema. É, de facto, um "romance musical", sobretudo para quem consiga acompanhar as muitas referências do mundo do kuduro, kizomba, zouk, hip-hop, etc, ao longo do livro. E é também um livro que, ao viajar entre Angola, Portugal e a Noruega, corre o risco de explicar as contradições que formam o nosso mundo.

Este livro é-nos apresentado de forma tripartida, cada secção com o seu narrador personagem. Em primeiro lugar, a história de Kalaf, que dá o fio condutor. Entre a realidade e a ficção, Kalaf conta-nos as limitações de ser cidadão angolano numa Europa que fez da desconfiança política migratória. A caminho de um concerto na Noruega, Kalaf conta como os documentos de indentificação e de viagem lhe são roubados e que acaba por ser detido pela polícia de imigração norueguesa. Depois, a história de Sofia, a "kizombeira" portuguesa branca radicada em Lisboa, bem conhecedora das várias Lisboas que Lisboa contém. Por fim, a história do polícia norueguês - "o viking" - responsável pela detenção de Kalaf - cuja consciência se debate entre o "dever" de combater a imigração irregular, o amor pela vizinha libanesa e a paixão antiga pelo hip-hop.

Este livro traz à tona mais contradições do que respostas. Ao terminá-lo, senti a impossibilidade de empatizar com o viking noruguês, de imaginar que os membros das forças policiais possam sentir essa dúvida (ou condescendência) para com os imigrantes detidos. (Talvez fosse esse o intuito?) É também ao revelar estas contradições que Kalaf faz um retrato de Lisboa - desde as políticas de Cavaco Silva aos espelho das desigualdades do Centro Comercial Colombo. Entre o passado colonial, o racismo estrutural, institucional e quotidiano, Portugal e Lisboa são um caldeirão cultural inevitável. Com aroma a funge, cachupa, mancarra e música.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Miguel.
Author 8 books38 followers
February 15, 2019
Gostei muito deste romance musical, como lhe chama o autor. Nascido da vontade de contar a história do kuduro, Também Os Brancos Sabem Dançar, num registo em que a ficção e as memórias reais se cruzam, traça um mapa, e mesmo uma árvore genealógica, da música pop que se ouve hoje em dia, em especial a que resulta do cruzamento entre as músicas africana, sobretudo angolana e cabo-verdiana, electrónica e de dança.
Noutro plano, o livro de Kalaf Epalanga, de uma forma sempre positiva e bem humorada, reflete sobre o racismo,sobre o convivio, nomeadamente cultural e artístico, entre as raças,sobretudo a negra e a branca, e, de uma forma que podemos dizer mais política, sobre a forma como a Europa olha os contingentes de emigrantes e refugiados que todos os dias tentam passar as suas fronteiras.
Finalmente, Também Os Brancos Sabem Dançar é ainda uma generosa homenagem a Lisboa, e por extensão a Portugal, como o lugar perfeito onde as diferentes culturas africanas e europeias se podem encontrar de forma criativa.
Um livro 5 estrelas, escrito de forma simples e escorreita, com sentido de humor. Num tempo em que o racismo e os conflitos raciais voltaram às agendas noticiosas, são libertadores e esperançosos o olhar e as reflexões de Kalaf Epalanga.
Profile Image for Lisa.
3,794 reviews492 followers
December 13, 2025
Whites Can Dance Too was at times quite heavy-going.  It's taken six days to read it, and it was disappointing. I don't mind being educated while I'm entertaining myself with a novel; indeed, given my choice of books you could say that it is the everyday state of affairs when I'm reading. But I do expect to enjoy reading it more than I did with this one.

The novel is written in three parts: the first at 98 pages is like a long and sometimes incomprehensible Wikipedia entry with multiple digressions, on the emergence of kuduro music and kizomba dance from its Angolan origins to Portugal and Brazil and then the world.  This part of the novel should have been fascinating to someone like me who knows nothing about techno music, dance and Angola.  But it wasn't, and there's more of it in the rest of the novel too.  Here's a random sample from Part III, from the Norwegian policeman who detained Kaluf, as he ponders how kuduro came to Norway:
In Norway, that genre of music didn't find fertile ground in the capital, it had to travel north, to Tromsø. Our northernmost city, besides holding the title of the city with the most snow in the winter, is also famous for being our insomnia capital.  Owing to the high latitude, the twilight is long, meaning there's no real darkness between the end of April and middle of August, so during that time you can't see the city's main attraction, the aurora borealis.  Tromsø is in the middle of the 'northern lights' zone, which makes it one of the best areas in the world for watching them.  Because of the earth's rotation, Tromsø moves into the aurora zone around 6 p.m., and out again around midnight.  (p.262-3)

Even if they weren't paying attention in science or geography classes, surely anyone who's watched or read a bit of Scandi noir already knows this?
These might be the conditions that that inspired Tromsøvaeringer [i.e. people from Tromsø] like Röyskopp, Biosphere and Bel Canto, and the gang from Beatservice Records and the Insomnia festival, to create the Tromsø techno scene.  How did that music end up in Africa? What was the song that woke the minds of the artists who make kuduro? These were the questions I wanted to ask the guy in my cell, not who had issued his residency card.  Could it have been Yellow Magic Orchestra's 'Riot in Lagos'? Could it have been Kraftwerk's 'Autobahn'? Could our own TOS.CD — Tromsø Techno 1994 have made it down there? Might they have dived head first into what Belleville, Juan Atkins, Kevin Saunderson and Derrick May, the figures who were directly involved in the birth of techno in Detroit, did with numbers like Inner City's 'Good Life',
Rhythim Is Rhythims's 'Strings of Life'? Or did they drink their inspiration from Jeff Mill's Underground Resistance, or my own absolute favourite, Carl Craig? (p.263)

(You can see from the number of links in that excerpt how clueless I am about electronic music.  I mean, as far as I knew, Bel Canto is the name of a very good novel by Ann Patchett, and a style of operatic singing: it means 'beautiful song'.)

Anyway, there's more, much more, but you get the idea. It seems like autofiction that's lost its thread in the urge to Explain Everything — and the sheer volume of unfamiliar allusions was overwhelming.  (Though that's probably the novel's appeal to readers who are familiar with this music scene, of course). But if you can persist to get past all that there is an earnest exploration of identity, nationality, and the stereotyping of African migration to Europe, together with a hope that cultural fusion can transcend the barriers of skin pigmentation.

These themes expand as the narration changes in Part II which is set in Portugal, and is more like a novel.

To read the rest of my review please visit https://anzlitlovers.com/2025/12/13/w...
Profile Image for Julia Coppa.
127 reviews17 followers
October 26, 2019
Realmente é um livro denso, muito informativo. Ainda bem que procurei ler críticas antes de desistir da leitura. No começo parecia que eu só não estava pronta para aquele livro ainda.

Conheci o Kalaf por acaso na flip, me interessei pela temática e acabei caindo no evento na casa IMS. Comprei o seu livro no dia porque fiquei impressionada com as suas palavras, o jeito manso que falava sobre música e ao mesmo tempo tão intenso. Tenho uma relação muito profunda com música, mas não tão bem elaborada, e o Kalaf é uma pessoa que dá gosto de ouvir e te da vontade de ouvir mais e mais e mais. Comprei o livro e consegui um autografo e a única coisa que consegui comentar foi "ainda bem que você escolheu essa arte para a capa", no que ele sorriu e continuou escrevendo meu nome na folha de rosto.

O livro tem três partes e a primeira é a mais complexa, quase um grande ensaio sobre a música angolana, o início do Kuduro e a vida do músico que o levou a Lisboa, Portugal, cidade que, diz ele, é a maior colônia de afrodescendentes da Europa. A princípio você se pega querendo ouvir cada banda e músico que ele cita durante a narrativa mas depois de um tempo percebe que isso não só seria muito trabalhoso como quase impossível, milhares de músicas você teria que cavucar bastante no mundo da internet pra achar algum arquivo ou gravação. Talvez seja um livro para ler mais vezes, sem pressa. É bonito como o Brasil é uma presença forte durante toda a leitura. Cria conexões que você nem imaginava e nos lembra do quão potente nossa cultura foi e continua sendo. Te da uma esperançazinha, algo tão raro hoje.

Em outro bate-papo que fui mais recentemente, Kalaf conversou com Russo Passapusso, e uma das temáticas da conversa foi identidade e origem, o que nos levou diretamente a África e também a imagem antiquada e conservadora que carregamos de lá. Kalaf pede para que olhemos mais para o continente e todo o processo de ressignificação e apropriação que está acontecendo agora. E mais, frisa que devemos parar de olhar para o hemisfério norte: a revolução virá do sul.
Profile Image for Alexandre Willer.
Author 4 books18 followers
September 23, 2019
Quando li ROMANCE MUSICAL, não sabia bem o que esperar mas, depois de ter lido, entendi perfeitamente o que Epalanga quis dizer com seu título.

A música é personagem central deste romance rítmico e cadenciado, enquanto explica como surgiu o ritmo, a música e a dança que, além da literatura, norteiam seu talento, Epalanga tece um pequeno tratado sobre identidade, nacionalidade, comunidade, ser estrangeiro e a questão migratória que tanto aflige o mundo atualmente.

Seu livro navega por mundos tão distantes e díspares como África, Portugal, Suécia e Noruega, pode-se dizer que seria impossível encontrar algo em comum entre esses países - talvez os dois primeiros por questões histórica óbvias - mas no fim, é a música que se mostra como denominador comum de todas as nações e de todos os anseios e medos.

Epalanga sorri do alto do palco com sua banda e de lá joga para nós frases que podem salvar a alma cansada de tanto navegar pelos mares de ódio e silêncio que nos circundam, pede licença e nos puxa para dançar no meio de parágrafos sincopados e cenas delicadas de uma beleza que não cabem um nota só mas fazem um sinfonia única quando colocadas na mesmas partitura da vida que insistimos em escrever sozinhos.

Num livro intercontinental, Kalaf finca o pé em cada continente e convida você a cantar e aprender que a música tem propriedade muito maiores que as do som, talvez ela seja a única coisa que ainda possa nos salvar de um futuro mudo e de silêncios impostos ou não.

Oxalá não apenas os brancos mas todos nós possamos saber como dançar...
Profile Image for Maggie Raindance.
22 reviews1 follower
April 20, 2020
Gaston Bouchelard said something like... when the image is new, the World is new... and my world, even if not new right now, has definitely undergone a renewal with Kalaf Epalanga and his book... I don't know if it is translated into English or not, but if it isn't, it should! What an amazing journey through world music, through world and through music. Luanda, Lisbon, Rio de Janeiro, Oslo... all the sounds, the cities, the color skins... all the colors of the world in less than 400 pages... I felt as grey as a prison at the border, as white as the purest sentiment that goes with music, as black as a cachupa can be... and most of all… oh my gooooood how much did I miss my Lisbon... all the Quitos and Sofias I met in my life... God... make me good... but let me first come back to Lisbon (and enjoy the night there)… Congrats Kalaf… and thanks for this journey!!! * Gaston Bouchelard said "Quando a imagem e nova, o Mundo e novo"... e o meu mundo, mesmo que agora mesmo nao esteja novo, definitivamente sofreu uma renovacao com Kalaf Epalanga e o seu livro… eu nao sei se esta traduzido para ingles ou nao, mas se nao esta… devia! Que viagem fantastica pela musica, pelo mundo e pela musica. Luanda, Lisboa, Rio de Janeiro, Oslo... todos os sons, as cidades, as cores de pele… todas as cores do mundo em menos de 400 paginas…. senti me cinzenta como uma prisao de fronteira, branca como o mais puro sentimento musical, tao preta como uma cachupa… e principalmente…. o quanto eu senti saudades de Lisboa… a todos os Quitos e Sofias que conheci na minha vida… Deus... torna me boa... mas deixa me primeiro volta a Lisboa (e aproveitar a noite la). Parabens Kalaf…. e obrigada por esta viagem!!
Profile Image for Ana Sofia Filipe.
274 reviews2 followers
May 31, 2022
Para mim, tornou-se um livro cansativo e demasiado longo. Talvez porque não tenha a paixão por esta parte da música e o prazer de descobrir as suas raízes e todos os seus detalhes. “Limito-me” a adorar ouvi-la e dançá-la.

O livro é dividido em 3 partes: a primeira e a terceira interligadas - o detido e o seu detentor. Em ambos as situações é inevitável abordar o racismo, presente nesta relação com a África umbilical.

3 partes, 3 narradores, 3 vozes e 3 experiências. Mas faltou alguma coerência e harmonia ao livro.

Houve momentos em que senti que era um ensaio musical, mais teórico e educativo. Outras partes houve com uma vertente mais romanceada e de auto-ficção. Sinto que a estrutura, ainda que criativa, não conseguiu ser bem sucedida.

Interessante, ainda assim, o ponto de vista da condição de emigrante negro transformado em escritor, músico; logo, cooperante, para ajudar a reconstruir e redefinir a identidade cultural europeia. “Tu já não és angolano/negro”.
Profile Image for Ana Luiza Furtado.
55 reviews17 followers
November 5, 2019
O livro é dividido em 3 partes. Gostei muito das duas primeiras, mas a terceira perde força. É confusa, não agrega. A primeira pode ser cansativa caso você não ae interesse muito por música. Eu adorei.
Profile Image for Helga Picarra.
50 reviews2 followers
June 6, 2022
Já o tinha em casa há bastante, mas só recentemente resolvi descobrir o que tinha além da capa.
Comecei a leitura sem expectativa nenhuma, mas ao longo da leitura fui surpeendida muito pela positiva.

O livro está dividio em 3 partes:
A primeira, o autor é que dá a voz e narra com muito conhecimento, humor e maturidade a história do kuduro. A meu ver, esta parte pode ser considerada facilmente como um "documentário escrito". Confesso que para mim foi a preferia, pois ganhamos muito conhecimento, sobre este estilo musical que reflecte o grito dos jovens angolanos de forma crua - o improviso, a originalidade, a dança, o ritmo, a popularidade.

Na segunda parte, eu tive um choque, pois o livro entra um ritmo bastante desacelerado. Esperava o mesmo ritmo frenético das primeiras 100 páginas. Mas não. Neste capítulo, o narrador é uma mulher branca de origem angolana, amante de dança, que nos leva a conhecer as diferentes pulsações da Kizomba. Achei que este capitulo reflecte exactamente aquilo que a Kizomba é para mim: um movimento que exige balanço, compasso, pausa e sensualidade. Apesar de no inicio ter ficado assustada, no final fiquei a querer mais.

A terceira e última parte do livro, foi a que menos gostei. Conhecemos um polícia noruéguês branco, fã de Jay Z e apaixonado pela sua ex-vizinha e namorada de infância - uma emigrante libanesa. O autor, na voz desta personagem, nos mostra o mundo dos emigrantes, com alguns factos realmente surpreendentes. Entretanto, este capítulo para mim, rapidamente, tornou-se exaustivo, entre os factos históricos sobre a emigração e as associações musicais feitas pelo polícia.

De forma geral, é um bom livro onde se aprende bastante, não só sobre kuduro, mas essencialmente sobre o poder da música!
Profile Image for Vika Garibashvili.
5 reviews
July 1, 2023
I loved this book! The plot; the narration; the structure!
However, this book is not for everyone!

Apart from the very interesting plot, the book contains a lot of information about some music and dance styles born in lusophonic African countries. Books gives insights on the history of these music styles, which is almost impossible to find.
If the words Semba, Kizomba, Kuduro mean nothing to you, don’t read it.. you are not ready!
Profile Image for Chema Caballero.
270 reviews21 followers
June 19, 2021
La música angoleña (+Cabo Verde), su paso por Lisboa. El papel de Lisboa y la diáspora. La migración… Muy interesante. Quizás la última parte se hace un poco larga.
Profile Image for Joana.
14 reviews4 followers
April 13, 2024
parte I
Rygge, 9 de agosto de 2008 > Página 64 · Posição 750
fez questão que ficasse bem claro naquela noite de que iriam deixar de existir géneros sagrados, tudo se iria misturar e tudo se transformaria.

Rygge, 9 de agosto de 2008 > Página 74 · Posição 880
A relação que os negros têm com o cabelo ultrapassa a questão da vaidade, está intimamente ligada à nossa autoestima. Se o negligenciarmos estaremos também a colocar em causa um dos aspetos mais importantes da nossa identidade.

Rygge, 9 de agosto de 2008 > Página 76 · Posição 914
como se existisse de facto uma doutrina de reciprocidade, e o Estado angolano queria que pagássemos pela mesma moeda toda as humilhações sofridas pelos seus cidadãos junto das embaixadas europeias.

Rygge, 9 de agosto de 2008 > Página 83 · Posição 1009
Talvez o kuduro seja isso mesmo, uma bomba não deflagrada, uma mina esquecida numa estrada secundária. E bastou que alguém a pisasse–Tony Amado–para que se abrisse uma porta que transformaria o país.

Rygge, 9 de agosto de 2008 > Página 85 · Posição 1034
A esperança, até morrer, é coisa complicada de gerir,

Fredrikstad, 9 de agosto de 2008 > Página 105 · Posição 1267
Não são poucas as vezes que me questiono se serei um bom pai. Pois para tal não será preciso ter sido filho primeiro?

parte III
Rygge, 9 de agosto de 2008 > Página 252 · Posição 3181
É curioso como uma língua dá uma bandeira, um território a uma pessoa.

Rygge, 9 de agosto de 2008 > Página 257 · Posição 3242
“a consistência supera todos os outros critérios”. O nosso sistema judicial não sabe realmente como as pessoas que dizem a verdade se comportam.

Rygge, 9 de agosto de 2008 > Página 273 · Posição 3461
Espero honestamente que o Kalaf tenha aprendido alguma coisa com a coleção de discos do Jay-Z que tem no iPod. Quando vasculhei os seus pertences, fiz questão de correr a lista do que ele ouvia. Continuo a acreditar que uma playlist diz mais sobre uma pessoa do que as palavras que lhe saem da boca. Estavam lá o obrigatório Reasonable Doubt, o clássico indiscutível, The Blueprint, o unânime, The Black Album.
Profile Image for Vicente Rosa.
366 reviews11 followers
May 30, 2020
ou talvez 3,5*. o problema que eu tive com esse livro é que a expectativa e a realidade, como descobri, eram bem diferentes, rs. o livro foi 60% história da música, principalmente kuduro, e os outros 40% são de história mesmo. isso é um problema? não, mas eu não imaginava que seria assim. então quando o autor (o protagonista) começou a falar e a falar sobre música angolana e portuguesa (além de outros lugares) fiquei muito "pera, mas pra que isso? o que tem a ver com a história?". acabei me acostumando e...de repente mudou de perspectiva, para outra personagem, e depois isso ocorreu de novo.
ok, da primeira vez não me importei, Sofia é uma boa personagem e gostei da parte dela. mas...a última. ah, a última perspectiva...
me arrependo de ter lido o livro? não, inclusive recomendo para quem quer uma experiência diferente, ler sobre um país muito diferente do meu, uma cultura pouco valorizada internacionalmente. mas avisaria antes pra pessoa como/sobre o que é kk
Profile Image for Leonardo Gedraite.
79 reviews4 followers
July 6, 2023
Uma premissa interessante - Mostrar as relações sociais entre música e indivíduos, ressaltando o entrelaçamento nas mudanças causadas nesta relação com especial enfoque na questão da imigração/emigração Europa-África.

O enredo é dividido em três narradores e dois continentes, uma parte autobiográfica escrita como um dia de detenção durante uma viagem internacional recheada de fluxos de consciência; e duas partes "semi-autobiográficas" uma professora de dança especialista em kizomba em um encontro dentro da comunidade da diáspora angolana em lisboa e a última seção retornando ao momento da detenção na imigração, mas narrada pelo ponto de vista do policial norueguês.

No entanto, o romance não me pegou. O enredo é focado na música, tanto o estilo do kuduro quanto a cena dançante, com inúmeras referências a compositores, autores e lugares. Em alguns pontos a tentativa do autor de mostrar seu conhecimento sobre a música (que é encciclopédico) fica muito didática e enfadonha, me afastando da leitura e quebrando o fluxo narrativo.

Um livro bom, de uma ideia genial, mas que não funcionou para mim como leitor
Profile Image for Clarice Scotti.
37 reviews3 followers
July 28, 2019
três partes, três personagens – um deles uma versão ligeiramente ficcionalizada do próprio autor, um músico angolano, membro da banda de kuduro buraka som sistema. um dia na vida de cada um deles desencadeia uma série de reflexões e memórias ricamente recheadas com inúmeras referências musicais, partindo da história do kuduro, com pitadas de kizomba, rap, hip hop e até mpb. nem sempre eu consegui parar para escutar as canções citadas, mas recomendo fortemente que o façam – tem no spotify a playlist montada pelo próprio autor. se já foi uma delícia de leitura pra mim, tão pouco familiarizada com 90% dos artistas citados, imagino o deleite que não deve ser pros mais entendidos!
Profile Image for Ana Martins.
3 reviews
October 4, 2023
Este livro fez me viajar por uma Lisboa diferente do comum, por Luanda e ainda por Oslo. Tudo envolvido com ritmo e com melodias que os apaixonados por musica se vão deliciar a ler. o Kalaf fez me voltar a ouvir albuns completos e reforçou uma dose de empatia gigante por todos aqueles que cruzam as histórias na capital mais africana da europa. Adorei a narração a três vozes, tão diferentes, mas com tantos pontos comuns. O facto de haver um seguimento musical recheado de ritmo e cultura prendeu-me do início ao fim. Adorei!
Profile Image for Dave.
120 reviews1 follower
January 4, 2024
A thoughtful take on identity and meaning through the lens of music, dance, immigration, race/ethnicity, and the choices we made when life presents us with challenges. There are three sections to the book, each told by a different narrator. The first and third sections are the strongest -- the second is the weakest, but it does add some helpful context.

You'll also learn about African-based music genres kuduro and kizomba, how music and dance genres evolve as they cross borders, and about the experiences of African immigrants in European countries. Highly recommended.
Profile Image for Kelly.
410 reviews32 followers
Read
July 25, 2024
A novel that reads more like a nonfiction account of Angolan history of colonialism, war and immigration. The language even reflects that dry nonfiction way of speaking, without fun turns of phrases and that feeling of artistry I’ve come to expect of literature. Not bad per se but not for me at this moment.

(I read the English translation. Perhaps it’s better in Portuguese.)

DNF’d at like, idk maybe 15%
121 reviews
March 26, 2024
Uma viagem ao mundo da música moderna africana, com muita informação, uma autêntica aula! Uma viagem, também, á psicologia do oprimido, daquele que sente a sua vida condicionada por causa do tom de pele. Uma viagem ao mundo do amor, da fraternidade entre comunidades que nos lembra que todos nós somos muito mais parecidos que diferentes. Um bom início Kalaf Epalanga! Venham mais!
6 reviews
October 30, 2023
Adorei o livro. A história é muito interessante e aprendi imenso sobre áreas que desconhecia. No entanto, esta edição está a precisar urgentemente de uma revisão, é uma pena a Caminho não se preocupar mais com as suas publicações...
Profile Image for Adriana Sth.
32 reviews3 followers
February 1, 2024
Um livro dividido em três partes. Gostei muito da primeira e da segunda parte, não posso dizer o mesmo da terceira pois me pareceu um pouco rebuscada.

Ainda assim achei uma leitura bem interessante e adorei conhecer a documentaçã sobre o kuduro. Obrigada Kalaf!
Profile Image for Um mar de fogueirinhas.
2,204 reviews22 followers
August 5, 2018
É interessante pela história do kuduro e da cultura angolana, mas essa msm coisa me deixou perdida metade do livro 😂
Displaying 1 - 30 of 40 reviews

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