«Na medida em que os historiadores divergem, não têm a mesma visão do processo histórico, dão imagens diferentes, por vezes contraditórias, de um único acontecimento. Porquê? A resposta a esta pergunta constitui o essencial do presente livro. No entanto, como é mais fácil analisar um problema, ter dele uma ideia mais nítida e mais concreta quando se recorre a um caso real, escolhi como exemplo a Revolução Francesa. E isto por várias razões: em primeiro lugar, trata-se de um acontecimento histórico verdadeiramente importante. Em segundo lugar, há em relação a ele o recuo suficiente para evitar a alteração da percepção dos factos pelas paixões. Em terceiro lugar, o acontecimento foi tal que influenciou não só os contemporâneos mas também as gerações seguintes, donde a variedade de atitudes a seu respeito da parte de historiadores vivendo em épocas diversas. Acontecimento afastado no tempo e simultaneamente importante, foi alvo de interesse de várias gerações de historiadores, o que permite confrontar as visões de um único facto em diversas épocas históricas.»
Adam Schaff (10 March 1913, Lwów – 12 November 2006, Warsaw) was a Polish Marxist philosopher.
Of Jewish origin, Schaff was born in Lwów into a lawyer's family. Schaff studied economics at the Ecole des Sciences Politiques et Economiques in Paris, and philosophy in Poland, specializing in epistemology. In 1945 he received a philosophy degree at Moscow University, and in 1948 he returned to Warsaw University. He was considered the official ideologue of the Polish United Workers' Party. He was a member of the Polish Academy of Sciences and of the Club of Rome.