Se você não existisse, que falta faria? Para responder à essa pergunta, o filósofo e escritor Mario Sergio Cortella discute o que é importante nessa vida. Não é ser famoso e nem acumular coisas e propriedades, em uma obsessão consumista. Importante é ser importante para alguém, ou seja, fazer falta para alguém. Como? Neste livro, Cortella aponta alguns caminhos e nos faz pensar sobre as razões da existência.
Mario Sergio Cortella (Londrina, 05 de março de 1954) é um filósofo brasileiro, mestre e doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde também é professor-titular do Departamento de Teologia e Ciência da Religião e da pós-graduação em Educação (Currículo), além de professor-convidado da Fundação Dom Cabral e do GVpec da FGV-SP.
Entre razoável e ruim. O livro traz alguns discursos e ideias de fato interessantes mas que poderiam ser desenvolvidas de maneira melhor. Só que o que vemos são muitas frases de efeitos que dizem pouca coisa. Muito discursos religiosos (não que este seja o problema) mas não condiz com a suposta proposta proposta do livro. No fim o autor só fez encher linguiça se utilizando de citações de grandes filósofos e não responde e nem passa perto da questão central do livro, que é uma pergunta feita ao leitor "Se você não existisse, que falta faria?". Dei duas estrelas pois apesar dos pontos acima citados, não vou mentir, alguns capítulos trazem reflexões importantes sobre observar a si mesmo e sobre alguns aspectos da vida.
Um livro que nos faz refletir sobre a efemeridade da felicidade, a importância do tempo para cultivar o amor, o fervor e o imediatismo da paixão, a luta cotidiana contra uma vida que pode fazer valorizar em excesso a exposição e a pose, a busca incessante pelo autoconhecimento, a constante necessidade de nos transformarmos e o agradável sabor da conexão com o estado presente. Cortella reúne uma série de crônicas gostosas de serem lidas, cheias de referências, com excelentes histórias e com precisas provocações.
Cortella é sempre Cortella. Outro livro muito bom do autor, cheio de passagens que nos levam a refletir sobre a vida e como vivemos. Foi um dos poucos livros que marquei passagens porque não gosto de riscar em livros. Mas como este era tão rico, fui quase obrigada a fazer isso. E já passei adiante para outras pessoas lerem também.
Um bom livro, porém eu esperava algo "a mais" dele.
Cortella é superdidático, traz discussões complexas de forma simples, de bom entendimento a qualquer leitor. Pelo tema me interessar, acabei esperando um pouco mais e achei que o livro ficou ainda muito superficial. Mas, é uma leitura que vale a pena, instigante em alguns momentos e com bons pontos de reflexão.
Em geral gosto do que Cortella escreve. O livro é interessante, e vale a leitura. Sempre vale, para se refletir, ainda que seja sobre aquilo do qual se discorda.
Afinal, viver em paz não é viver sem problema, sem encrenca, sem dificuldade. Viver em paz é viver com a certeza de que não está vivendo de forma morna! (...) Felizes são os humanos, pois não são felizes sempre – mas, quando o são, podem fruir a felicidade com grande intensidade.
“Qual é a tua obra? Quando você se for, o que vai ficar? Como nada vamos levar, o que vamos deixar que não estrague, não apodreça e não seja objeto de disputa odiosa? Porque tem muita gente que deixa coisas que geram fratricídio. É por isso que Benjamin Disraeli disse e eu repito sempre para mim e para outros: “A vida é muito curta para ser pequena”! Já basta que ela curta seja para que nós a apequenemos. O que apequena a vida? O desperdício de convivência, a incapacidade de ter algo que não seja superficial, a possibilidade de esquecer as noções importantes de vida que são: fraternidade, solidariedade, amorosidade. Aquilo que eu sou, a minha capacidade humana de conviver, ela precisa do ter. Mas o ter não é decisivo. O ter é como uma escada. Ninguém tem uma escada para ficar em cima dela ou grudado nela. Você tem uma escada para ir a algum lugar. E o lugar que o ter deve nos levar é o ser. Se ele não nos leva a sermos solidários, a sermos fraternos, a sermos amigos, a sermos decentes, então, para quê? É preciso pensar nisso e fazer-se importante, para viver e morrer em paz…”
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O que vale é ter razões, não senões. Razões para viver, para pensar, para agir. Mas note que os senões são fundamentais para você contrabalançar aquilo que faz. Viver em paz para morrer em paz! Viver em paz não é viver sem problemas, sem atribulações, sem tormentas. Viver em paz é viver com a clareza de estar fazendo o que precisa ser feito, ou seja, não apequenar a própria vida e nem a de outra pessoa, ou qualquer outra vida. Viver em paz é repartir amizade, lealdade, fraternidade, solidariedade, vitalidade. Morrer em paz é poder ter-se livrado das tentações da futilidade de muitos propósitos, recusado a atração pela vacuidade de intenções e afastado a indecência de uma vida apequenada, infértil e desértica.
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Cortella, com o seu jeito de tocar assuntos profundos de forma simples e clara nas explicações, causa a sensação que todos assuntos e provocações abordadas no livro são triviais e comuns, do dia a dia. Porém, com grande maestria, toca em assuntos fundamentais sobre a existência e sobre o que realmente importa: viver a vida feliz e com razões claras para tal felicidade. Para garantir o bom entendimento, como já é de seu costume, faz questão de deixar claro a etimologia de certas palavras para mostrar o real significado do que está sendo discutido e garantir o alinhamento entre o seu raciocínio e o leitor.
Um livro simples, que faz com que pensamos casa vez mais nas atitudes, posturas e o modo de viver a vida.
**3,5 estrelas eu AMO o Cortella, ele é o meu filósofo (contemporâneo) preferido e amei ler esse livro dele, me trouxe mtas reflexões e me identifiquei em várias partes (especialmente quando ele fala sobre o amor pelos livros e relaciona isso com um exemplo de viver em paz e ter felicidade). as melhores reflexões (ao meu ver, claro) foram as sobre paixão e amor e quando ele conta (bem brevemente) a história dele e como "descobriu" que ele queria fazer filosofia. Cortella é um homem que me inspira profundamente e que espero muito conhecer pessoalmente, algum dia.
O Cortella fala de coisas sérias com muito humor. Adoro isso nele. Nesse livro, ele trás a questão existencial de forma simples, intuitiva, sem deixar para trás a questão fundamental humana: “se não fosse assim, como seria então?” É um livro divertidíssimo, me arrancou muitas risadas e também me levou a questões nada óbvias mas que permeiam a nossa vida comum. Recomendo ler. É um verdadeiro livro de filosofia prática.
acho que esse livro foi feito pra mim, tudo o que eu precisava ouvir agora. Mario Cortella foi preciso no que ele quis transmitir e agora me resta refletir sobre o tema do livro. me encontei muitas vezes debatendo comigo mesmo em voz alta sobre "se eu não existisse, que falta eu faria?" um bom livro, adorei
Esperava mais do livro, gosto bastante das entrevistas, palestras e comentários do Cortella, porém achei a narrativa bastante superficial e achei que não chega sequer perto da questão principal "se você não existisse, que falta faria?".
Livro com algumas reflexões bem interessantes, relacionadas principalmente com os temas de Sentimentos (Paixão, Amor...), Relevância da nossa existência, experiências pessoais do autor, descrevendo a importância da leitura, Tolerância e Reflexão. Rápido, simples, eficiente.
Cortella brings some reflections about our ways of living. I'll never forget the quote that he refers from Benjamin Disraeli "Life is too short to be litte". How important we are for people around us, how we feel about it.
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As reflexões são válidas e importantes mas foram postas de forma desconexa e pouco abrangente Adoro ouvir o cortela falando em podcast ou vídeos mas confesso que o livro me decepcionou um pouco parece mais um amontoado de frases de efeito do que um texto filosófico
Livro muito bom, apesar de um pouco "superficial". O Cortella é um gênio das palavras: a leitura é muito fácil, viciante até. No entanto sempre ficava um gosto de "quero mais" em alguns tópicos.
É um livro de filosofia que, se lido de forma correta, pode se transformar em um livro de auto-ajuda, com muito mais profundidade e serventia que as obras comuns de auto-ajuda.
Leitura fluida, esclarecedora, mas para quem costuma acompanhar as palestras por vídeo, não tem tanta novidade assim, o que de maneira alguma diminui a qualidade da obra.