Essa obra foi publicada em 1764, pelo filósofo e pastor cristão escocês Thomas Reid. O autor sucedeu, em dezembro de 1763, Adam Smith na cadeira de filosofia moral da Universidade de Glasgow.
Nessa obra, Reid rejeita a teoria das ideias que deriva de Descartes e influenciou filósofos modernos, como também rejeita o ceticismo de Hume. A teoria das ideias dizia que as ideias são os únicos objetos do pensamento e não têm existência, salvo quando estamos conscientes delas. Não há objeto contínuo e permanente no pensamento e as coisas não são coisas concretas em si.
Reid postula que Deus deu à natureza e à mente do homem um senso comum que lhe dá subsídio para dispor de um bom senso na compreensão da realidade. A premissa de Reid é que: há princípios primeiros que nos levam e dão base a crer na consciência de dor e prazer, crer no senso de certo e errado e crer na realidade do mundo exterior. Os primeiros princípios dados por Deus nos fazem conhecer a realidade.
Reid é um empirista à medida que entende que deve-se buscar as leis da natureza através de indução, a partir dos fenômenos naturais, a fim de alcançar os fatos gerais. Contudo, não é um cético. Por isso, ele investiga a experiência comum ou concreta humana com base no pressuposto do senso comum. A filosofia deve se apoiar no senso comum. A partir disso, nessa obra, Reid investiga os cinco sentidos humanos, olfato, paladar, audição, tato e visão, para identificar como o homem apreende e processa o conhecimento.
Alguns autores criticam a abordagem de Reid por ser um "realismo ingênuo", alegando-se que a mente não é tão objetiva em apreender a realidade concreta em si mesma, como Reid sugerira.
Ainda assim, essa é uma obra clássica da filosofia e indispensável para as discussões epistemológicas.