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A Joia da Alma (Tormenta)
Nada pode apagar o passado. Um aventureiro veterano, Christian está prestes a completar uma última jornada, que lhe permitirá se aposentar em paz. Mas tudo dá errado quando o passado volta para assombrá-lo. Agora, Christian e seus companheiros, um mago aberrante e uma menina selvagem, terão de cruzar o Reinado de Arton em busca de um poderoso artefato. Mas eles não são os únicos nessa Verônica e seu grupo se mostram rivais à altura e parecem estar sempre um passo à frente. Chegou o momento de revirar o passado e abrir antigas feridas. Afinal, fugir de si mesmo é negar os próprios deuses. Não que Christian ligue para isso. A Joia da Alma é o mais novo romance de Tormenta, o maior universo de fantasia do Brasil, lar de dezenas de quadrinhos, livros e jogos. Uma história sobre heróis relutantes, erros do passado e busca pela redenção. E sobre uma ameaça que pode destruir todo o mundo de Arton.
395 pages, Kindle Edition
Published December 1, 2017
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Community Reviews
Displaying 1 - 10 of 10 reviews
July 29, 2018
Nossas vidas são definidas por nossas escolhas. Todo o tempo. Todos os dias. Todos os momentos. Sejam estas escolhas corretas ou erradas. Nosso caráter é definido por todas as experiências que passamos. Elas vão construindo os tijolos de nossa personalidade. Não dá para simplesmente esquecer ou apagar aquilo que aconteceu. É dentro desse debate entre memória, maturidade e arrependimentos que a narrativa de Karen Soarele trabalha e nos apresenta uma história inesquecível com personagens que certamente vão agradar aos leitores.
Desde o ano passado eu tenho acompanhado o trabalho de vários escritores de fantasia iniciantes.A gente vê como eles lutam para poderem criar seu próprio estilo de escrita. Se baseiam em seus autores favoritos de forma a emular um estilo para depois customizá-lo e dar sua própria personalidade. A Karen já está há alguns anos no mercado e me dói não ter podido acompanhá-la desde o começo. Digo isso porque em A Joia da Alma temos uma autora cheia de personalidade, com uma escrita elegante e experiente. Nada do que você vai ver ali está por acaso. A escrita tem um pouco de peso, mas o encaixe das palavras é muito bom. As opções de frases são bem feitas de modo a demonstrar como cada personagem se comporta e se relaciona. Ela consegue até dosar uma escrita séria com uma pegada mais leve e comedida. A narrativa é em terceira pessoa e a autora gosta bastante de se embrenhar na psiquê dos personagens. Muito por conta da temática da narrativa. Então não estranhe parágrafos mais alongados apresentando o que se passa na mente do personagem naquele momento. De forma alguma essa forma de compor os parágrafos deixa a leitura truncada. Muito pelo contrário. Permite um total aprofundamento na mente do mesmo. É através dessa forma que ela vai criar a empatia do leitor com o personagem.
Mas, se a escrita dela é tão boa, por que 2 corujas, seu blogueiro chato? Simples. Revisão. Fiquei profundamente triste pela autora ao ver como o trabalho dela não recebeu um bom cuidado neste sentido. A edição de A Joia da Alma é belíssima, com uma das capas mais elegantes que eu vi no passado. A própria diagramação e a formatação são bem acima da média (me fizeram lembrar as da editora Draco que eu adoro) com aberturas de capa com um padrão bacana e as letras bem espaçadas o que vai agradar muita gente. Porém, tem muitos errinhos pequenos que passaram batido na revisão. E quando eu digo muitos, digo às dezenas. Se fosse uma editora pequena ou uma publicação independente, a culpa até poderia ter sido atribuída em maior parte ao autor. Mas, no caso de uma editora de médio porte como a Jambô, eu vou pegar no pé. Um livro com uma história tão boa e uma escrita das mais finas que eu vi nos últimos tempos ser prejudicada por uma falha na revisão é imperdoável. Desculpa, Karen... essa 1 coruja de decréscimo não é sua. Você merecia 3.
Uma das marcas do bom trabalho da Karen é o desenvolvimento de personagens. Todos possuem arcos de história muito bem delineados. A grande verdade é que o livro da autora é uma grande narrativa de amadurecimento. Seja para o Christina, para a Verônica, para o Ichabod. Todos possuem estes arcos bem delineados e eles precisam cumprir determinados pré-requisitos para alcançarem seu objetivo final. Gostei que a autora deu personalidades únicas a cada um deles. Ou seja, eles não são versões iguais um do outro; são indivíduos com características físicas e psicológicas únicas. Cada qual possui suas qualidades e defeitos, suas motivações e objetivos específicos. Estamos falando aqui de um grupo de 7 indivíduos e a autora consegue dar atenção a todos eles em igual medida ao longo da história. Claro que Christian é o protagonista, portanto, sua história acaba sendo mais marcante e importante para o conjunto.
Só senti falta de um aprofundamento maior dos demais personagens. No sentido do seu background, ou seja, do que os fez chegar até ali.Como vamos ver ao longo da narrativa, o passado dos personagens é importante. Este passado é retomado mais à frente a partir de suas sombras e medos. Christian é muito bem trabalhado pela autora e conhecemos o personagem detalhadamente. Sabemos seus medos e receios. Mas, dos demais personagens a gente acaba precisando deduzir o que são. Se o tema fosse diferente, eu estaria aqui elogiando o fato de a autora ter dado vida aos personagens sem precisar explicar muito de onde eles vem. Porém, neste caso aqui, é importante esse trabalho de flashback. Para todos os personagens envolvidos. Isso faria da história maior? Sim. Provavelmente até daria aquela "barriguinha" extra a ela. Mas, faria da narrativa muito mais delineada e épica.
"- Teimoso, talvez. Fora da lei, não! Pelo menos, não aqui. De todas as invenções da humanidade, a melhor é a fronteira. Veja bem, foi só eu sair de Sambúrdia que me transformei em um homem honesto. Viva Nova Ghondriann! - A última frase ele gritou, erguendo a caneca e foi seguido de vivas por todo o salão. Deu um gole em sua bebida e descansou-a sobre a mesa."
Conheci o mundo de Arton há décadas atrás. Eu estive entre aqueles que compraram a Dragão Brasil (famosa revista de RPGs na década de 90 e hoje reeditada em um outro formato) de número 50 onde vinha o encarte desse mundo incrível. Ele abre muitas possibilidades para o autor. Ao mesmo tempo ele cria aquela sensação de que há a necessidade de criar uma história que sacuda as estruturas do mundo. Algo muito grandioso precisa acontecer para criar uma narrativa que atraia o leitor. E a autora foi por um caminho completamente diferente. Com uma história mais contida e focada nos personagens, ela consegue entregar algo divertido e interessante. Nos momentos certos temos perseguições, lutas, magias, criaturas fantásticas. Tudo o que o leitor gostaria de ver em uma história está presente na narrativa da autora. Sem a necessidade de criar algo grandioso por demais. A forma como ela cria sua história, me lembrou muito a forma como o André Gordirro faz o mesmo em Os Portões do Inferno.Lá ele se utilizou da mesma premissa, usando um grupo de personagens improváveis, unindo-os através de um objetivo comum e chegando a um momento apoteótico onde tudo explode e a gente fica cheio de ansiedade querendo saber o que vem a seguir.
A jornada de Christian simula vários dos nossos questionamentos ao longo das nossas vidas. Por várias vezes já pensamos em apagar de nossas mentes os erros cometidos no passado. Ou voltar no passado para corrigir alguma coisa que mudou as nossas vidas no presente. Não há como esquecermos o que passou. Nem só de acertos vive o ser humano. São principalmente os erros que entalham as nossas existências. São eles que fazem a gente perceber que o mundo não é preto e branco. Para alguns de nós, são os erros que nos tornam melhores. São as decepções e as tristezas que fazem com que tomemos nossas vidas em nossas próprias mãos e desejemos fazer a diferença. São essas as dúvidas que Christian tem em sua vida. Ele não é capaz de seguir adiante. Não foi capaz de resolver suas angústias com os fantasmas do passado. E estes fantasmas vão assombrá-lo no presente. A todo o momento ele fica pensando no homem que ele poderia ser. Mas, ele esquece que ele já é uma grande pessoa, e apenas precisa tocar sua vida para a frente.
Com uma bela mensagem passada ao longo da história, Karen Soarele nos presenteia com uma aventura leve e divertida, mas profunda em sua temática. Tudo isso apoiada em uma escrita segura e confiante que lhe permite mesclar elementos e RPG em uma narrativa aventuresca que certamente vai fazer todos os leitores se interessarem pelos seus outros trabalhos.
Desde o ano passado eu tenho acompanhado o trabalho de vários escritores de fantasia iniciantes.A gente vê como eles lutam para poderem criar seu próprio estilo de escrita. Se baseiam em seus autores favoritos de forma a emular um estilo para depois customizá-lo e dar sua própria personalidade. A Karen já está há alguns anos no mercado e me dói não ter podido acompanhá-la desde o começo. Digo isso porque em A Joia da Alma temos uma autora cheia de personalidade, com uma escrita elegante e experiente. Nada do que você vai ver ali está por acaso. A escrita tem um pouco de peso, mas o encaixe das palavras é muito bom. As opções de frases são bem feitas de modo a demonstrar como cada personagem se comporta e se relaciona. Ela consegue até dosar uma escrita séria com uma pegada mais leve e comedida. A narrativa é em terceira pessoa e a autora gosta bastante de se embrenhar na psiquê dos personagens. Muito por conta da temática da narrativa. Então não estranhe parágrafos mais alongados apresentando o que se passa na mente do personagem naquele momento. De forma alguma essa forma de compor os parágrafos deixa a leitura truncada. Muito pelo contrário. Permite um total aprofundamento na mente do mesmo. É através dessa forma que ela vai criar a empatia do leitor com o personagem.
Mas, se a escrita dela é tão boa, por que 2 corujas, seu blogueiro chato? Simples. Revisão. Fiquei profundamente triste pela autora ao ver como o trabalho dela não recebeu um bom cuidado neste sentido. A edição de A Joia da Alma é belíssima, com uma das capas mais elegantes que eu vi no passado. A própria diagramação e a formatação são bem acima da média (me fizeram lembrar as da editora Draco que eu adoro) com aberturas de capa com um padrão bacana e as letras bem espaçadas o que vai agradar muita gente. Porém, tem muitos errinhos pequenos que passaram batido na revisão. E quando eu digo muitos, digo às dezenas. Se fosse uma editora pequena ou uma publicação independente, a culpa até poderia ter sido atribuída em maior parte ao autor. Mas, no caso de uma editora de médio porte como a Jambô, eu vou pegar no pé. Um livro com uma história tão boa e uma escrita das mais finas que eu vi nos últimos tempos ser prejudicada por uma falha na revisão é imperdoável. Desculpa, Karen... essa 1 coruja de decréscimo não é sua. Você merecia 3.
Uma das marcas do bom trabalho da Karen é o desenvolvimento de personagens. Todos possuem arcos de história muito bem delineados. A grande verdade é que o livro da autora é uma grande narrativa de amadurecimento. Seja para o Christina, para a Verônica, para o Ichabod. Todos possuem estes arcos bem delineados e eles precisam cumprir determinados pré-requisitos para alcançarem seu objetivo final. Gostei que a autora deu personalidades únicas a cada um deles. Ou seja, eles não são versões iguais um do outro; são indivíduos com características físicas e psicológicas únicas. Cada qual possui suas qualidades e defeitos, suas motivações e objetivos específicos. Estamos falando aqui de um grupo de 7 indivíduos e a autora consegue dar atenção a todos eles em igual medida ao longo da história. Claro que Christian é o protagonista, portanto, sua história acaba sendo mais marcante e importante para o conjunto.
Só senti falta de um aprofundamento maior dos demais personagens. No sentido do seu background, ou seja, do que os fez chegar até ali.Como vamos ver ao longo da narrativa, o passado dos personagens é importante. Este passado é retomado mais à frente a partir de suas sombras e medos. Christian é muito bem trabalhado pela autora e conhecemos o personagem detalhadamente. Sabemos seus medos e receios. Mas, dos demais personagens a gente acaba precisando deduzir o que são. Se o tema fosse diferente, eu estaria aqui elogiando o fato de a autora ter dado vida aos personagens sem precisar explicar muito de onde eles vem. Porém, neste caso aqui, é importante esse trabalho de flashback. Para todos os personagens envolvidos. Isso faria da história maior? Sim. Provavelmente até daria aquela "barriguinha" extra a ela. Mas, faria da narrativa muito mais delineada e épica.
"- Teimoso, talvez. Fora da lei, não! Pelo menos, não aqui. De todas as invenções da humanidade, a melhor é a fronteira. Veja bem, foi só eu sair de Sambúrdia que me transformei em um homem honesto. Viva Nova Ghondriann! - A última frase ele gritou, erguendo a caneca e foi seguido de vivas por todo o salão. Deu um gole em sua bebida e descansou-a sobre a mesa."
Conheci o mundo de Arton há décadas atrás. Eu estive entre aqueles que compraram a Dragão Brasil (famosa revista de RPGs na década de 90 e hoje reeditada em um outro formato) de número 50 onde vinha o encarte desse mundo incrível. Ele abre muitas possibilidades para o autor. Ao mesmo tempo ele cria aquela sensação de que há a necessidade de criar uma história que sacuda as estruturas do mundo. Algo muito grandioso precisa acontecer para criar uma narrativa que atraia o leitor. E a autora foi por um caminho completamente diferente. Com uma história mais contida e focada nos personagens, ela consegue entregar algo divertido e interessante. Nos momentos certos temos perseguições, lutas, magias, criaturas fantásticas. Tudo o que o leitor gostaria de ver em uma história está presente na narrativa da autora. Sem a necessidade de criar algo grandioso por demais. A forma como ela cria sua história, me lembrou muito a forma como o André Gordirro faz o mesmo em Os Portões do Inferno.Lá ele se utilizou da mesma premissa, usando um grupo de personagens improváveis, unindo-os através de um objetivo comum e chegando a um momento apoteótico onde tudo explode e a gente fica cheio de ansiedade querendo saber o que vem a seguir.
A jornada de Christian simula vários dos nossos questionamentos ao longo das nossas vidas. Por várias vezes já pensamos em apagar de nossas mentes os erros cometidos no passado. Ou voltar no passado para corrigir alguma coisa que mudou as nossas vidas no presente. Não há como esquecermos o que passou. Nem só de acertos vive o ser humano. São principalmente os erros que entalham as nossas existências. São eles que fazem a gente perceber que o mundo não é preto e branco. Para alguns de nós, são os erros que nos tornam melhores. São as decepções e as tristezas que fazem com que tomemos nossas vidas em nossas próprias mãos e desejemos fazer a diferença. São essas as dúvidas que Christian tem em sua vida. Ele não é capaz de seguir adiante. Não foi capaz de resolver suas angústias com os fantasmas do passado. E estes fantasmas vão assombrá-lo no presente. A todo o momento ele fica pensando no homem que ele poderia ser. Mas, ele esquece que ele já é uma grande pessoa, e apenas precisa tocar sua vida para a frente.
Com uma bela mensagem passada ao longo da história, Karen Soarele nos presenteia com uma aventura leve e divertida, mas profunda em sua temática. Tudo isso apoiada em uma escrita segura e confiante que lhe permite mesclar elementos e RPG em uma narrativa aventuresca que certamente vai fazer todos os leitores se interessarem pelos seus outros trabalhos.
November 28, 2018
Boa história, péssima revisão.
September 17, 2022
Conheço o cenário onde se passa a história, mas reforço que não é necessário conhecer Arton e Tormenta para acompanhar o livro. Naturalmente, algumas citações tocarão mais àqueles que conhecem o cenário, mas a Karen fez um exemplar trabalho de conversar com o leitor para apresentar de modo simples aquilo que seria importante à trama.
Em meio a uma trama acelerada, vamos correndo junto com os personagens como em um jogo de "gato e rato" onde a ação está sempre presente. E, junto a isso, temos o desenvolvimento e aprofundamento claro dos personagens principais da trama. Não é simplesmente uma história de aventurar-se em um mundo fantástico e completar uma missão, acompanhamos uma jornada pela autoaceitação. Não somente referente ao personagem principal, mas essa ideia narrativa está presente também nos outros personagens da trama.
De modo geral, o que mais gostei foi a complexidade de personalidade que foi colocada para cada personagem que nos é apresentado. Não temos a dicotomia simplória entre bem e mal. É possível ver que cada um não é somente um nome, mas que tem uma história por si.
O principal problema no livro é com respeito a revisão. Encontrei durante a leitura algumas falhas de digitação, algumas palavras que não deveriam estar nas frases e inclusive uma citação incorreta a algo que ocorreu em capítulos anteriores. Muito provavelmente isso já deve ter sido pontuado à editora e espero que em uma futura edição essas falhas estejam corrigidas.
Em meio a uma trama acelerada, vamos correndo junto com os personagens como em um jogo de "gato e rato" onde a ação está sempre presente. E, junto a isso, temos o desenvolvimento e aprofundamento claro dos personagens principais da trama. Não é simplesmente uma história de aventurar-se em um mundo fantástico e completar uma missão, acompanhamos uma jornada pela autoaceitação. Não somente referente ao personagem principal, mas essa ideia narrativa está presente também nos outros personagens da trama.
De modo geral, o que mais gostei foi a complexidade de personalidade que foi colocada para cada personagem que nos é apresentado. Não temos a dicotomia simplória entre bem e mal. É possível ver que cada um não é somente um nome, mas que tem uma história por si.
O principal problema no livro é com respeito a revisão. Encontrei durante a leitura algumas falhas de digitação, algumas palavras que não deveriam estar nas frases e inclusive uma citação incorreta a algo que ocorreu em capítulos anteriores. Muito provavelmente isso já deve ter sido pontuado à editora e espero que em uma futura edição essas falhas estejam corrigidas.
August 23, 2019
Aqui temos o primeiro romance do universo Tormenta escrito por outra pessoa que não o Leonel Caldela. É muito bom e refrescante acompanhar uma nova visão do cenário com uma autora de estilo tão diferente. Mais um exemplo que demonstra como um cenário de RPG pode ser rico e variado de acordo com o ponto de vista de cada um. Karen escreve de maneira rebuscada e elegante, não exagera nos adjetivos e tem uma excelente narrativa para os relacionamentos dos personagens. Minha única reclamação é no quesito descrição das cenas de batalha. Algumas são confusas, outras repetitivas. A história é entrecortada com recordações e é interessante montar esse mosaico na cabeça.
O personagem principal é Christian, um humano guerreiro aventureiro, amigo de Ichabod, um lefou mago. O livro começa com as recordações da juventude de Christian, especificamente um dia importante, quando o amor da vida dele morreu vítima de uma aranha gigante, mas só descobrimos isso quase no final do livro. Christian e Ichabod logo conhecem a terceira personagem vai compor o trio inicial, a jovem humana druida Oihanna. Eles se encontram quando Christian roubava um ovo de grifo nas Montanhas Sanguinárias.
Temos ainda o terceiro trio de personagem aventureiros, a medusa ladina (?) Verônica. A elfa clériga Gwen, serva de Tannah-To a deusa do conhecimento. Por fim, Dok, o goblin engenhoqueiro. Quase no meio do livro, conhecemos Titos, um minotauro paladino de Khalmyr que aparece inicialmente caçando o Christian, mas depois passa a ajudar o grupo.
A história se passa em torno da Joia da Alma, o artefato que dá o título do livro. Um cristal de 20 faces que concede poderes ilimitados a qualquer conjurador, mas com o preço da memória perfeita, que pode levar o usuário aos piores momentos da sua vida. O amigo de infância de Christian, Eukithor, contrata o trio da medusa para roubar um artefato chamado Senhor Dedo Duro do personagem principal. Com esse item Eukithor consegue localizar o Halfling mago Frederico, que estava a anos de posse da Joia da Alma. Acontece que Eukithor era o filho bastardo do Conde de Andhuir, feudo onde os personagens cresceram, mas como ele nasceu humano e não qadim como seu pai, o feudo foi para o tio. Ele se ressentia do pai e da família paterna, apesar de ter sido criado no castelo. Na juventude dos dois, em uma tentativa de roubar a Joia da Alma que estava com o pai de Christian, Eukithor atraiu o amigo e a sua prima Nadia (filha do tio usurpador) para a floresta, onde sem querer encontraram a aranha gigante que devorou Nadia, o amor da vida de Christian. Depois disso o mago fugiu do feudo e Christian virou um aventureiro.
A aventura se desenrola depois que a medusa Veronica consegue roubar o Senhor Dedo-Duro de Christian. Uma perseguição entre os dois grupos começa. No meio da bagunça aparece o minotauro paladino Titus. Os trios se enfrentam, se separam, fogem um do outro, mas acabam caindo no subterrâneo. Lá são guiados pelo Senhor Dedo Dura até a toca do Halfling Frederico. A Medusa rouba o Joia da Alma e entrega para Eukithor. Descobrimos que ela barganhou com o mago a vida de um aluno da Gwen, um elfo escravizado em Tapista. Infelizmente, Eukithor louco por vingança sacrifica o elfo que deveria salvar e abre uma fenda para o plano do Nada (a entidade que, junto do Vazio, criou o mundo e os deuses de Arton). Com o poder do nada, ele marcha para o feudo de sua infância, em busca de vingança e de sua herança negada.
Todos os aventureiros se unem, e partem de balão para Andhuir. A batalha final se desenrola. Eukithor consegue criar sombras que tomam a forma das piores memórias dos heróis, e eles tem que enfrentar um exército de pesadelo. Christian e Verônica conseguem chegar até o castelo e enfrentam o mago. Lá descobrem que ele pretende sacrificar seu tio para abrir uma fenda imensa para o plano do Nada. O rio que cruzava o feudo era a fenda. Os heróis não conseguem impedir o vilão e uma entidade de Nada surge, devorando os sentimentos e a devoção de todos. Cristian se lembra que Nadia falou para ele quebrar o Senhor Dedo Duro quando ele não servisse para nada. Quando ele o faz, um gênio sai de dentro do artefato, é uma aparição da própria Nadia, um fragmento de sua alma, capaz de oferecer um desejo para Christian. Ele poderia pedir o retorno de sua amada, mas o mundo estaria condenado ao Nada. Ele então pede as memórias de volta (memórias que tinham paga uma bruxa para apagar para que ele esquece o remorso de não conseguir proteger Nadia). Com as memórias retornadam, vem a informação de que Eukithor tem medo de aranhas.
Usando essa informação, Christian consegue distrair o mago por tempo suficiente para Verônica arrancar a Joia da Alma que estava presa em sua testa. Sem os poderes do artefato, o guerreiro consegue agarrar o antigo amigo e juntos se jogam na fenda dimensional. A entidade saída do nada, acompanha o mago que a acontrolava. No plano do Nada, eles têm uma última conversa, Christian descobre as angustia do amigo, mas nada pode fazer por ele. Nosso herói é resgatado pelo filhote de grifo, que nasceu do ovo que ele roubou no começo do livro.
Encerrando o livro, temos o halfling Frederico pulando para dentro da fenda com a Joia da Alma. Ele descobre como fechar a passagem lendo os cadernos do pai de Christian, que passou anos estudando uma fenda semelhante em Sallistick. Ele encontra uma mensagem de seu irmão desaparecido e consegue selar a fenda, fazendo o rio voltar ao normal. O minotauro Titus morre depois de enfrentar uma aranha colossal. Ichabod fica muito ferido, mas é salvo por Gwen que emprega técnicas de medicina de Sallistick, já q seus poderes divinos foram roubados por Eukithor quando este pegou a Joia da Alma. Ao salvar o amado (sim, os dois começaram a gostar um do outro durante a aventura), ela recupera seus poderes divinos. A druida Oihana teve seu companheiro animal morto, ela resolve voltar para as Montanhas Sanguinárias para enterrar o amigo e passar nos últimos testes. Christian parte do feudo onde passou a infância, com seu dever cumprido.
O personagem principal é Christian, um humano guerreiro aventureiro, amigo de Ichabod, um lefou mago. O livro começa com as recordações da juventude de Christian, especificamente um dia importante, quando o amor da vida dele morreu vítima de uma aranha gigante, mas só descobrimos isso quase no final do livro. Christian e Ichabod logo conhecem a terceira personagem vai compor o trio inicial, a jovem humana druida Oihanna. Eles se encontram quando Christian roubava um ovo de grifo nas Montanhas Sanguinárias.
Temos ainda o terceiro trio de personagem aventureiros, a medusa ladina (?) Verônica. A elfa clériga Gwen, serva de Tannah-To a deusa do conhecimento. Por fim, Dok, o goblin engenhoqueiro. Quase no meio do livro, conhecemos Titos, um minotauro paladino de Khalmyr que aparece inicialmente caçando o Christian, mas depois passa a ajudar o grupo.
A história se passa em torno da Joia da Alma, o artefato que dá o título do livro. Um cristal de 20 faces que concede poderes ilimitados a qualquer conjurador, mas com o preço da memória perfeita, que pode levar o usuário aos piores momentos da sua vida. O amigo de infância de Christian, Eukithor, contrata o trio da medusa para roubar um artefato chamado Senhor Dedo Duro do personagem principal. Com esse item Eukithor consegue localizar o Halfling mago Frederico, que estava a anos de posse da Joia da Alma. Acontece que Eukithor era o filho bastardo do Conde de Andhuir, feudo onde os personagens cresceram, mas como ele nasceu humano e não qadim como seu pai, o feudo foi para o tio. Ele se ressentia do pai e da família paterna, apesar de ter sido criado no castelo. Na juventude dos dois, em uma tentativa de roubar a Joia da Alma que estava com o pai de Christian, Eukithor atraiu o amigo e a sua prima Nadia (filha do tio usurpador) para a floresta, onde sem querer encontraram a aranha gigante que devorou Nadia, o amor da vida de Christian. Depois disso o mago fugiu do feudo e Christian virou um aventureiro.
A aventura se desenrola depois que a medusa Veronica consegue roubar o Senhor Dedo-Duro de Christian. Uma perseguição entre os dois grupos começa. No meio da bagunça aparece o minotauro paladino Titus. Os trios se enfrentam, se separam, fogem um do outro, mas acabam caindo no subterrâneo. Lá são guiados pelo Senhor Dedo Dura até a toca do Halfling Frederico. A Medusa rouba o Joia da Alma e entrega para Eukithor. Descobrimos que ela barganhou com o mago a vida de um aluno da Gwen, um elfo escravizado em Tapista. Infelizmente, Eukithor louco por vingança sacrifica o elfo que deveria salvar e abre uma fenda para o plano do Nada (a entidade que, junto do Vazio, criou o mundo e os deuses de Arton). Com o poder do nada, ele marcha para o feudo de sua infância, em busca de vingança e de sua herança negada.
Todos os aventureiros se unem, e partem de balão para Andhuir. A batalha final se desenrola. Eukithor consegue criar sombras que tomam a forma das piores memórias dos heróis, e eles tem que enfrentar um exército de pesadelo. Christian e Verônica conseguem chegar até o castelo e enfrentam o mago. Lá descobrem que ele pretende sacrificar seu tio para abrir uma fenda imensa para o plano do Nada. O rio que cruzava o feudo era a fenda. Os heróis não conseguem impedir o vilão e uma entidade de Nada surge, devorando os sentimentos e a devoção de todos. Cristian se lembra que Nadia falou para ele quebrar o Senhor Dedo Duro quando ele não servisse para nada. Quando ele o faz, um gênio sai de dentro do artefato, é uma aparição da própria Nadia, um fragmento de sua alma, capaz de oferecer um desejo para Christian. Ele poderia pedir o retorno de sua amada, mas o mundo estaria condenado ao Nada. Ele então pede as memórias de volta (memórias que tinham paga uma bruxa para apagar para que ele esquece o remorso de não conseguir proteger Nadia). Com as memórias retornadam, vem a informação de que Eukithor tem medo de aranhas.
Usando essa informação, Christian consegue distrair o mago por tempo suficiente para Verônica arrancar a Joia da Alma que estava presa em sua testa. Sem os poderes do artefato, o guerreiro consegue agarrar o antigo amigo e juntos se jogam na fenda dimensional. A entidade saída do nada, acompanha o mago que a acontrolava. No plano do Nada, eles têm uma última conversa, Christian descobre as angustia do amigo, mas nada pode fazer por ele. Nosso herói é resgatado pelo filhote de grifo, que nasceu do ovo que ele roubou no começo do livro.
Encerrando o livro, temos o halfling Frederico pulando para dentro da fenda com a Joia da Alma. Ele descobre como fechar a passagem lendo os cadernos do pai de Christian, que passou anos estudando uma fenda semelhante em Sallistick. Ele encontra uma mensagem de seu irmão desaparecido e consegue selar a fenda, fazendo o rio voltar ao normal. O minotauro Titus morre depois de enfrentar uma aranha colossal. Ichabod fica muito ferido, mas é salvo por Gwen que emprega técnicas de medicina de Sallistick, já q seus poderes divinos foram roubados por Eukithor quando este pegou a Joia da Alma. Ao salvar o amado (sim, os dois começaram a gostar um do outro durante a aventura), ela recupera seus poderes divinos. A druida Oihana teve seu companheiro animal morto, ela resolve voltar para as Montanhas Sanguinárias para enterrar o amigo e passar nos últimos testes. Christian parte do feudo onde passou a infância, com seu dever cumprido.
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April 22, 2023
Karen Soarele cria aqui um grupo de aventureiros que será primordial em seu próximo livro, A Deusa no Labirinto. O que, a princípio, poderia indicar ser apenas um livro de origem de personagens. Nada mais longe da verdade, seja porque o livro tem uma história completa, seja porque não havia planos para continuação. O enredo, a princípio, também não apresenta pontos muito originais. O princípio de dois grupos de aventureiros em busca do mesmo objetivo não é grande novidade. Aí entra a riqueza das escolhas da escritora. O desenvolvimento dos personagens e das situações é bastante verossímil e coerente, dentro do mundo apresentando. As soluções para as situações que os protagonistas enfrentam são bastante criativas e surpreendentes. E o ponto alto é a construção dos personagens. Suas motivações são válidas, as histórias são bem desenvolvidas e as resoluções são correntes. Uma deliciosa aventura fantástica, divertida e muito bem escrita. Pra todos que gostam de uma boa história muito bem contada.
February 1, 2021
Fui ler esse livro com expectativas completamente erradas e fui muito surpreendido de uma forma muito boa. É uma aventura de fantasia com um desenvolvimento de personagens muito bem feito em aspectos subjetivos que normalmente são deixados de fora desse tipo de narrativa. Foram várias as vezes que me emocionei com decisões dos personagens e principalmente com seus erros e medos, tão humanos e tão mortais num lugar onde tudo é tão mágico. É uma jornada boa e complexa, mas que também mostra que com terapia universal, gratúita e de qualidade o mundo seria mais fácil até na ficção hahah
May 21, 2019
Uma ótima forma de ser introduzido ao universo ficcional do RPG Tormenta. Vou fazer uma resenha adequada deste livro, mas adorei a história e o final.
July 18, 2021
Ótimo ritmo
April 15, 2022
Não me prendeu tanto a atenção, embora tenha bons momentos.
September 21, 2026
não poderia me importar menos com o Christian, o livro poderia ser sobre a Nadia na verdade
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