Um escritor torna-se em voyeur para aceder às cenas íntimas em que participa Ana. Uma das suas amigas teme que Ana esteja a planificar um assassinato; outra, psiquiatra, fica fascinada com o interesse extenuante de Ana pela verdade. Ana Brouwer, filósofa, vem da Holanda. Tem uma filha, um ex-marido, uma loja de trabalhos manuais e um passado que guarda cuidadosamente no armário. Corre, engata homens, filosofa com o martelo, cultiva a amizade e vive apressadamente para ocultar qualquer coisa tão imensa como um elefante. Pertinaz no objetivo de dar com a verdade, conseguirá que todos os que andam à sua volta colaborem na tarefa de escrever o romance da sua vida, embora tenha que desvendar a sua intimidade. Completamente.
Teresa Moure é professora na Universidade de Santiago de Compostela (Galiza). Autora polifacética, as suas obras vêm sendo distinguidas com diversos reconhecimentos, tornando-a a autora mais premiada da história da literatura galega, e foram traduzidas para distintas línguas europeias. No ano 2013 publica um artigo na imprensa que comove a sociedade galega expressando o seu sentir, comum a outras autoras e autores, sobre a necessidade de escrever em diante no Acordo Ortográfico para rejeitar a situação de anormalidade da literatura galega e a sua inclusão na literatura espanhola e fazer parte dum movimento internacional onde o galego seja visto como uma variedade dentro da língua portuguesa. Aparece nesse momento a sua primeira obra poética, Eu violei ao lobo feroz (Através Editora), de marcado carácter erótico e político, que seria acompanhada no tempo de mais romances e ensaios.