Territórios em conflito é um livro sobre o passado, o presente e o futuro de São Paulo, cidade-mundo de 20 milhões de habitantes. Um dos principais nomes do urbanismo brasileiro, Raquel Rolnik apresenta, em linguagem simples e direta, os conflitos, temas e opções políticas que definiram a história da metrópole, desde sua fundação até hoje. Apesar de ser um poderoso polo econômico, financeiro e cultural, São Paulo é marcada pela pobreza, pela desigualdade e pela incerteza quanto a seu futuro. Ao refletir sobre a trajetória da cidade, a autora aponta caminhos para que se possa construir, aqui e agora, um lugar melhor e mais justo. A primeira parte do livro, “São Paulo”, é uma versão atualizada e ampliada da obra homônima de grande sucesso publicada em 2001. A segunda traz 46 artigos em que Rolnik se posiciona sobre questões atuais da vida da cidade. A última parte reúne quatro ensaios que analisam desde a formação das imensas periferias nos anos 1970 até as manifestações que tomaram as ruas do país em junho de 2013.
Raquel Rolnik é arquiteta e urbanista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
Foi relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para o Direito à Moradia Adequada, por dois mandatos (2008-2011, 2011-2014).
Foi diretora de Planejamento da Cidade de São Paulo (1989-1992), coordenadora de Urbanismo do Instituto Pólis (1997-2002) e secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades (2003-2007), entre outras atividades profissionais e didáticas relacionadas à política urbana e habitacional.
É autora dos livros “A Cidade e a Lei”, “O que é Cidade” e “Folha Explica: São Paulo”. Escreve quinzenalmente, às quartas-feiras, no Yahoo! Colunistas, e às segundas, no caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo.
Eu escolhi morar em São Paulo e quando me mudei fui engolida. Alguns anos depois me apaixonei por um arquiteto e o meu olhar e a minha relação com a cidade mudaram totalmente. Hoje eu sei a importância de uma cidadania ampliada e ativa, de ser agente para além dos espaços privados, da vivência na rua e do pertencimento e identidade que isso forma em cada um. Raquel escreve fácil, com um tom ativista de quem reivindica o básico que se espera de um urbanismo democrático. As partes 1 e 3 são mais históricas e técnicas e um pouco mais pesadas para quem não é da área, mas a parte 2 trata com mais brevidade e leveza sobre temas diversos relacionados à urbanização. Te vivo há mais de dez anos, São Paulo, e hoje te sei um pouco mais.