Atravessamos o livro indo de uma margem a outra, oscilando entre o tempo das palavras e o das imagens. Cabe a nós, leitores, alcançar a terceira margem. Em 2014, o livro, que faz uma homenagem ao universo de Guimarães Rosa, venceu o tradicional Prêmio João-de-Barro.
Nasceu em 1966, em São Paulo. Com poucos meses de idade, mudou-se com a família para o interior do estado. Lá viveu até entrar na faculdade, quando voltou à capital. Cursou arquitetura, mas sua paixão por livros e desenhos (bem como uma boa dose de acasos) o levou a trabalhar com ilustração de livros e recebeu prêmios como o Jabuti e o Adolfo Aizen, prêmio da União Brasileira de Escritores. Em 2002, a Companhia das Letrinhas publicou A princesinha medrosa, o primeiro livro que Odilon, além de ilustrar, escreveu.
Que potência de livro. Inspirado pelo conto "A Terceira Margem do Rio", de Guimarães Rosa, a obra de Odilon Moraes faz uma bela reinterpretação pela ilustração do autor.
Escrito e ilustrado por Odilon Moraes, homenageia Guimarães Rosa e seu emblemático conto "A terceira margem do rio", que retrata a história de um menino cujo pai, ante a dura realidade do sertão nordestino e uma possível crise existencial, abandona a família e passa a viver sozinho numa canoa. Contado pela perspectiva do menino, acompanhamos suas expectativas/esperanças de poder reencontrar o pai.