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O Egipto e outros Textos sobre o Médio Oriente

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«A 23 de Outubro de 1869, [Eça de Queiroz] com o seu amigo, o conde de Resende, partia, em grande estilo, rumo a Alexandria. Resende levava um cartão-de-visita, identificando-o como “le comte de Resende, grand amiral du Portugal»; Eça, um passaporte diplomático, que dizia ser ele “um encarregado de negócios» (isto é, portador de correspondência diplomática). Dois dias levaram até Cádis. Em Gibraltar, tomaram o paquete inglês Delly, da rota da Índia. A 5 de Novembro, estavam em Alexandria e dois dias depois chegavam ao Cairo. Regiamente instalados no Hotel Shepheard’s, visitaram os monumentos da praxe. A 17 de Novembro, encontravam-se no Suez. Nas festas da inauguração, sentaram-se entre os grandes do mundo. A 26 de Novembro, partiam para Beirute. A 11 de Dezembro, estavam de regresso a Alexandria. A 26 de Dezembro, embarcavam para Lisboa, onde chegaram a 3 de Janeiro de 1870.»

368 pages, Paperback

First published January 1, 1926

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About the author

Eça de Queirós

361 books1,184 followers
José Maria Eça de Queirós was a novelist committed to social reform who introduced naturalism and realism to Portugal. He is often considered to be the greatest Portuguese novelist, certainly the leading 19th-century Portuguese novelist whose fame was international. The son of a prominent magistrate, Eça de Queiroz spent his early years with relatives and was sent to boarding school at the age of five. After receiving his degree in law in 1866 from the University of Coimbra, where he read widely French, he settled in Lisbon. There his father, who had since married Eça de Queiroz' mother, made up for past neglect by helping the young man make a start in the legal profession. Eça de Queiroz' real interest lay in literature, however, and soon his short stories - ironic, fantastic, macabre, and often gratuitously shocking - and essays on a wide variety of subjects began to appear in the "Gazeta de Portugal". By 1871 he had become closely associated with a group of rebellious Portuguese intellectuals committed to social and artistic reform and known as the Generation of '70. Eça de Queiroz gave one of a series of lectures sponsored by the group in which he denounced contemporary Portuguese literature as unoriginal and hypocritical. He served as consul, first in Havana (1872-74), then in England, UK - in Newcastle upon Tyne (1874-79) and in Bristol (1879-88). During this time he wrote the novels for which he is best remembered, attempting to bring about social reform in Portugal through literature by exposing what he held to be the evils and the absurdities of the traditional order. His first novel, "O crime do Padre Amaro" (1875; "The Sin of Father Amaro", 1962), describes the destructive effects of celibacy on a priest of weak character and the dangers of fanaticism in a provincial Portuguese town. A biting satire on the romantic ideal of passion and its tragic consequences appears in his next novel, "O Primo Basílio" (1878; "Cousin Bazilio", 1953). Caustic satire characterizes the novel that is generally considered Eça de Queiroz' masterpiece, "Os Maias (1888; "The Maias", 1965), a detailed depiction of upper middle-class and aristocratic Portuguese society. His last novels are sentimental, unlike his earlier work. "A Cidade e as Serras" (1901; "The City and the Mountains", 1955) extols the beauty of the Portuguese countryside and the joys of rural life. Eça de Queiroz was appointed consul in Paris in 1888, where he served until his death. Of his posthumously published works, "Contos" (1902) is a collection of short stories, and "Últimas Páginas" (1912) includes saints' legends. Translations of his works persisted into the second half of the 20th century.

Source: http://www.imdb.com/name/nm0211055/bio

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1 (<1%)
Displaying 1 - 20 of 20 reviews
Profile Image for Luís.
2,384 reviews1,378 followers
January 10, 2022
October 23, 1869, Eça de Queiroz, then 23 years old, left for a trip to Egypt at the invitation of his friend and future brother-in-law, D. Luís de Castro Pamplona, Count of Resende, to attend the inauguration of the Suez Canal, scheduled for November 17. He was one of the few Portuguese who could be present at that artificial channel that connected the Mediterranean Sea to the Red Sea.
Profile Image for Pedro.
188 reviews1 follower
June 26, 2016
Um livro divertido, para quem gostar de descrições e viagens é recomendável. Apesar das idiossincrasias do século XIX a leitura não se perde por ai, e o típico humor acido de Eça aparece aqui e alem.
Profile Image for José.
400 reviews39 followers
October 1, 2019
Tres partes de distintas reseñas periodísticas en donde se muestran acontecimientos políticos y costumbres del Egipto del siglo XIX (por ejemplo: la inauguración del Canal de Suez).
Profile Image for فيصل السويدي.
Author 6 books231 followers
August 26, 2021
جميل أن نعرف نظرة الآخر لنا كعرب أو كمسلمين، أو أن يرى المصريون مثلا نظرة من زاوية مختلفة لثقافتهم وعاداتهم،
ولكن في هذه النظرة اختلط الإنصاف بالشطط، والواقع بالمبالغة، والمنطق بالتجاوز حتى في الأوصاف،
هذا الدبلوماسي البرتغالي الذي كان مدعواً لحفل افتتاح قناة السويس سجل مشاهداته لمدن مصر وأهراماتها وحتى مقابرها وقراها ومساجدها ومعابدها وناسها و(بازاراتها) ونيلها وغير ذلك من التفاصيل،
وللأمانة تتسم أغلب المشاهدات بالجمال ولكن للأسف كان هناك بعض (التصورات المسبقة) أو (الصورة الذهنية النمطية) التي ظل يكررها بلا هوادة و بلا تثبت، وهنا أرفع القبعة للمترجم الذي لا أعرفه شخصيا ولكنه بذل جهدا محترماً في وضع النقاط على الحروف في الهوامش.
هل نعذر الكاتب على عدم دقة المعلومات خصوصا أن هذا الكتاب كان مجرد مذكرات نشرها ابنه لاحقاً؟ وأن هذه المذكرات كُتبت قبل أكثر من 150 سنة مع قلة مصادر المعلومات آنذاك وقلة الاحتكاك المباشر بين الثقافات؟ الله أعلم
عموماً هي تجربة مختلفة ولطيفة
Profile Image for Francisco De Andrade Fernandes.
141 reviews
February 18, 2024
Interesting piece of real annotations from a young artist (not yet a writer but you can already see his great talent) traveling in the Mediterranean and North Africa in 1869. The descriptions of the people and societies are the best of the book.
Profile Image for Bárbara.
14 reviews
September 9, 2025
Relato mais visual, impossível. Eça transporta-nos a um mundo que já não existe. Humor tudo menos mas adocicado.
Profile Image for Maria João.
159 reviews6 followers
July 1, 2011
Eça apresenta-se em literatura de viagem da mesma forma do que em discurso ficcional, com a sua característica cadência descritiva e lentidão de acção. Apesar de nada haver a apontar à sua inequívoca qualidade literária e expressividade do Português, este livro acaba por ser um pouco entediante, uma vez que o que é descrito é similar em qualquer dos locais que Eça percorreu.
Exceptuando alguns acontecimentos de maior humor, o tipo de pessoas, locais, cores e cheiros é semelhante e, naturalmente, descrito da mesma forma. Vale pela capacidade que Eça tem de moldar as palavras e transformar prosa em fotografia.
Profile Image for Graciosa Reis.
542 reviews52 followers
April 16, 2023
Estas notas são os registos e impressões de Eça resultantes da viagem que realizou ao Oriente, em 1869, como convidado para assistir à inauguração do canal de Suez. Tinha então quase 24 anos, e a viagem prolongou-se por 2 meses e 10 dias…

Eça conhece várias cidades e aí visita mesquitas, museus, túmulos, cemitérios, bazares, pirâmides, … ; toma um banho turco; viaja de comboio, de barco, de caleche, de burro; deambula pelas ruas estreitas e pelos bairros apinhadas de gente, pelo rio Nilo, pelo deserto e tudo e todos observa atentamente e regista nos seus cadernos.

“A pureza indizível da cor, da diafaneidade, da vida da água, o desenho nítido das pequenas vegetações formam um todo cheio de suavidade. Dá vontade de nos banharmos, de movermos o corpo naquela virgindade viva do elemento” (…) Ao fundo , o morro de Gibraltar, escuro sobre o doce azul, com o seu perfil violento e altivo (…) De longe o seu aspecto é duro, hostil, repulsivo e a cidade, amarelada e humilde, parece uma aldeia pobre perdida na serra áspera, sem nada das outras doces cidades do Sul, (…). O morro de Gibraltar é impenetrável como um deus bárbaro, severo como a lei inglesa.” (pp. 22 e 23)

Tudo nos é descrito com minúcia, por vezes de forma repetitiva, e com grande riqueza de detalhes.

[nos bazares do Cairo] “Tudo aquilo é feito de materiais ligeiros, ténues, frágeis: as traves são delgadas como dedos, esculpidos como cabos de punhais venezianos; vêem-se colunas finas como cajados de pastores, torcidas, dobradas sustentando galerias, amparando pórticos de uma fantasia estranha. As fachadas são rendilhadas, tão buriladas, tão cheias de galerias, de ornatos, de arabescos, que parece que de cima a baixo se estende uma cortina de renda suja, escura, deslavada, rasgada aos pedaços. (…) É uma visão, é uma caricatura, é uma fantasmagoria! “ (p. 156)
Nas suas descrições apreendemos e absorvemos os cheiros, os sabores, as cores, os sons, a música, os cantos , as danças. Parece que também nós, leitores, viajamos até ao Oriente e testemunhamos tudo isto.
Só mesmo Eça de Queiroz com um grande poder de observação e uma curiosidade inata para absorver e transmitir tudo o que viveu, visualizou e captou.
“O Nilo ali é estreito, menos largo que o Tejo. Uma vegetação poderosa, profunda, violenta, cobre as margens, e vem mergulhar as suas raízes na água. Ao longe, as culturas têm o aspecto de uma decoração maravilhosa. É solene, é quase bíblico, de uma serenidade profunda e consoladora. Sente-se que quem atravessa aquelas culturas deve falar baixo. Do céu cai uma luz imóvel e abundante. (…) Aquelas longas linhas, aquela transparência de cores, a serenidade daqueles horizontes, tudo faz pensar num mundo que se desprendeu das contradições da vida, e entrou, se fixou na imortalidade.” (pp. 52 e 53)
“ O fellah (cultivador do vale do Nilo) é alegre, risonho, loquaz, imaginoso; tem uma degradação profunda de carácter , desconhece o que é consciência, dignidade, individualidade. Mas no fundo é feliz. Possui o clima! Anda roto, quase nu, mas neste ar puro e tépido não é um sacrifício (…) de resto, o fellah tem vícios: é mentiroso com simplicidade, falsifica tudo.” (p. 60)
No seu estilo muito próprio, acutilante e sarcástico, Eça descreve a beleza da natureza e ataca ferozmente a degradação das cidades, dos portos, das mesquitas, enfim tudo o que caiu, ruiu e pereceu por culpa do homem, da ganância do homem. Este homem tão bem personificado pelo abutre que voa ´”no céu implacável”.
“ E o rio, a verdura vão perder-se ao longe nas culturas do Delta, que se esbatem nos distantes horizontes, sob a pulverização faiscante da luz. Depois, mais longe, sobre a linha amarelada e fulva do deserto, destacam-se com uma das faces alumiada de sol, nítidas, de contornos finos, poderosas, enormes, as três pirâmides de Gizé. (…)
"O Cairo, visto da cidadela, é o Cairo histórico, dramático, sombrio. É a imensa cidade escura, pobre e arruinada, caindo em pedaços. (…) O Cairo morre de todas as feridas que lhe tem feito cada um dos governos, que lhe têm dado uma dentada! (…) Ali sente-se uma política sem força e sem ideal, uma religião sem espírito, uma arquitectura sem ideia, um povo sem pátria, uma existência de acaso, a ignorância, a vaidade, a sensualidade!” (pp.96 e 97)

No final, não nos restam dúvidas sobre o que verdadeiramente extasiou e surpreendeu Eça .
181 reviews2 followers
September 15, 2018
Relato de viagem do jovem Eça pelo Egito e mais além. É notório o seu entusiasmo mas também o seu esforço em não se fascinar demasiado, em parecer cosmopolita logo na sua primeira viagem. Sempre um enorme prazer de leitura para os seus fãs, não será no entanto um livro a recomendar a quem ficou traumatizado no liceu com as descrições do Ramalhete n'Os Maias.

Uma nota sobre a edição. A capa é belíssima e isso é de saudar. No entanto o prefácio de Maria Filomena Mónica não lhe acrescenta nada, longas citações das partes mais sumarentas do livro que se segue são praticamente spoilers. Muito mais útil seria uma edição devidamente anotada, evitando assim que o leitor tenha que googlar pelo significado de várias palavras árabes ou objetos da época, não mais usados, que Eça refere sem explicar. Serve também de pouco saber, por exemplo, que o texto "Os ingleses no Egito" já tinha sido publicado em 2003 numa outra edição organizada por Filomena Mónica, bastante mais interessante teria sido saber a data da publicação original. Apesar de recente esta edição segue a ortografia pre-AO90, até nisso se vê que mais não foi do que um trabalho de copy-paste.
Profile Image for Mohamed Ibrahim.
299 reviews19 followers
June 27, 2023
" خيالات الشرق "

وصل الصحفي البرتغالي إيسا دي كيروش الي مصر لحضور حفل افتتاح قناة السويس وقام بقضاء فترة في مصر وتنقل بين محافظتها وقام بزيارة معالمها السياحية
ولعمله في أكثر من صحيفة بجانب عمله قنصل لبلاده في أكثر من دولة منعه ذلك من تجميع الكتاب وقام نجله بتجميع مادة الكتاب من بين مذكراته و صدرت أول طبعاته عام 1926م بعد وفاته بربع قرن تقريباً.

استغرقت الرحلة ستة أسابيع قام إيسا فيها بفعل كل شئ سافر بالقطار وبالمركب وعلى ظهر الحصان ، حضر إحتفالات السويس، وامتطى صهوة جواده فى الصحراء وتسلق الجبال، جال بشوارع القاهرة على ظهر أتان مصرى وتجول بالحنطور ، وزار المتاحف والمعابد والمساجد ، تسلق الاهرامات

ورصد مظاهر الحياة فى مصر و كشف عن مظاهر الظلم والجور الواقع على أبناء هذا الشعب من جانب الحاكم والجاليات الأجنبية التى جاءت لتأكل من خيراته وتستمتع بثرواته.
يصف حياة المصريين منذ وصوله ميناء الإسكندرية ويتنقل بين مدن الدلتا ويصف وضع الفلاح الذي يزرع ويعمل وملكيه الأرض تعود للباشا ، وحين يصل القاهرة يوصف شوارعها والمنازل والقصور والفنادق ويزور القلعة والأزهر والمقابر والحمام التركي

يقدم الكتاب نبذة عن فكر الغرب ورؤيته لنا ونتعرف علي الأسس التى بنى عليها الغرب أفكاره ونظرته إلى مصر والشرق حتى يومنا هذا، وكيف نبدو فى عيونهم.
Profile Image for bom.dia.
389 reviews
July 28, 2020
Pequeno livro que junta as notas que Eça de Queiroz foi escrevendo durante a sua viagem ao Egipto em 1869, com apenas 23 anos. Apesar da sua tenra idade, é capaz de nos levar para o Oriente, sentido-se os cheiros, os sons e os aromas dessa sua viagem. Uma pena que as suas notas sobre Jerusalém e a Síria se tenham perdido, seria interessante ler as suas impressões de lugares que agora se modificaram, fruto das suas recorrentes guerras.

Para Eça, o Egipto é o Nilo, fazendo referência a essa relação numerosas vezes durante as suas notas. Destaco esta: "A água, no Egipto, é o Deus fecundo e bom: onde ela chega, chegam a mocidade, a fecundidade, a frescura, as cores delicadas; onde ela falta, a terra consome-se na sua passividade. As populações das margens do Nilo são suaves e generosas; o deserto torna o homem hostil."
Profile Image for Dulce.
610 reviews3 followers
March 27, 2023
Já conhecia a escrita de Eça de Queirós, mas neste diário de viagem foi como se estivesse a viajar com ele por territórios desconhecidos, mas ao mesmo tenho conhecidos, de tanto ouvirmos falar, sabemos do que estamos a ler, e acaba por ser um "relato muito visual".
Profile Image for Raquel Santos.
705 reviews
February 18, 2025
Eça e Egipto, duas das minhas coisas preferidas.
Relato de viagem de um dos meus escritores Portugueses preferidos, referente a deslocação que fez para a inauguração do Canal do Suez.
Brilhante como sempre.
Profile Image for Pedro Bello.
317 reviews3 followers
July 16, 2019
Grande coragem fazer viagens nesta época
Relato extraordinário e muito bem escrito
Profile Image for fankyko.
90 reviews1 follower
August 5, 2023
As anotações de um jovem Eça num Egipto dos finais de século XIX resultam numa encantadora prosa cheia de magia, imaginação e calor
Profile Image for Tânia.
68 reviews
April 22, 2023
Escrito há mais de 100 anos atrás, este relato do Egito mantém-se completamente atual. Incrível Eça!!
Profile Image for César Lasso.
355 reviews113 followers
April 9, 2016
Just three stars for a read worth to be read. Interesting but overcharged with descriptions. The book was never published by the author - it was just travel notes; but those notes are at least more elaborated than the ones by Flaubert's Voyage en Orient, a book I seem unable to finish.
Profile Image for Teresa.
68 reviews11 followers
April 7, 2013
Cheio das tipologias do século XIX, que hoje em dia horrorizam as sensibilidades xenófobas, mas com uma graça, uma facilidade em pintar o pitoresco que apetece viajar ao Egipto para comparar o então com a actualidade.
35 reviews
January 28, 2016
Son los apuntes de de Queirós a su paso por Egipto. El libro comienza de forma deliciosa, cayendo poco a poco hasta que se vuelve un poco tedioso navegar por sus últimas páginas (donde se habla más de política y militarización.) Aún así, lo disfruté.
Profile Image for Diogo Jesus.
254 reviews3 followers
January 7, 2016
Description of Egypt "in loco" viewed by the famous XIX century consul and writter Eça de Queirós when the Suez Canal was inaugurated. Pitoresque but very descriptive (and therefore boring). Of use to those who visited or studied this old country but a minor piece compared to others of this author
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