E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?
A coleção Educação Literária reúne obras de leitura obrigatória e recomendada no Ensino Básico e Ensino Secundário e referenciadas no Plano Nacional de Leitura.
José de Sousa Saramago (16 November 1922 – 18 June 2010) was a Portuguese novelist and recipient of the 1998 Nobel Prize in Literature, for his "parables sustained by imagination, compassion and irony [with which he] continually enables us once again to apprehend an elusory reality." His works, some of which have been seen as allegories, commonly present subversive perspectives on historic events, emphasizing the theopoetic. In 2003 Harold Bloom described Saramago as "the most gifted novelist alive in the world today."
Que história tão deliciosa de se ler. Um livro que vou ler diversas vezes para as minhas filhas. Podemos aprender tanto com uma história para crianças que sim todos os adultos deviam de a ler.
“E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?”
Fue todo muy bonito. Estaba en la biblioteca esperando a alguien, y agarré este librito chiquitín durante ese lapso de tiempo, en donde me recosté en unos sillones que parecían el cielo en mi espalda... Y comencé a leer. Con esa inocencia de libro desconocido, chiquito, ilustrado, y pensando que era para niños. Y definitivamente este sería uno de esos libros que le leería a mis sobrinos para que traten de dormir la siesta. Para que los haga sentir grandes, poderosos, y que pueden cambiar el mundo pese a su edad o tamaño.
Cuento peculiar de desarrollo veloz 🤣. Lo curioso en esta pequeña obra es que Saramago deja las ideas en un tocador, diciéndole al lector "aquí está la historia, cuéntala como puedas, incluso mejor". La moraleja no la capté al inicio 🤦♀️, pero existe y es muy dulce. De hecho las ilustraciones aportan mucho a la belleza del libro.
Fotograma do filme de animação "A Maior Flor do Mundo"
Primeiro vi o excelente filme de animação “A Maior Flor do Mundo”, numa adaptação e realização de Juan Pablo Etcheverry, com ilustrações de Diego Mallo e música original de Emilio Aragón.
Depois li “A Maior Flor do Mundo” o primeiro livro infantil de José Saramago (1922 - 2010) publicado em 2001 com ilustrações de João Caetano (n. 1962), num trabalho em que recebeu o Prémio Nacional de Ilustração. José Saramago escreve uma história para crianças – tornando-se ele próprio numa das personagens do livro infantil “A Maior Flor do Mundo”. No início José Saramago “afirma” ”As histórias para crianças devem ser escritas com palavras muito simples (…), questionando-se ”Quem me dera saber escrever essas histórias (…)… Nesse contexto José Saramago recorre à simplicidade das palavras e da linguagem para contar a história de um menino que vive numa pequena aldeia e que decide partir à descoberta de novos "mundos"... No final José Saramago refere: Este era o conto que eu queria contar. Tenho muita pena de não saber escrever histórias para crianças. Mas ao menos ficaram sabendo como a história seria, e poderão contá-la doutra maneira, com palavras mais simples do que as minhas, e talvez mais tarde venham a saber escrever histórias para crianças (…)… E coloca duas questões: 1 - ”E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos?”; 2 - ”Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?”. Neste “livro/filme” “A Maior Flor do Mundo” destaco as preocupações ambientais evidenciadas por José Saramago, nomeadamente, a questão da desflorestação, com a única intenção da edificação de um condomínio habitacional de luxo; o aquecimento global e a extinção das espécies. O final é emblemático: apesar de tudo, com um pequeno gesto – repetido, várias vezes – é possível salvar uma “flor”… a natureza acaba sempre por “agradecer”… e "retribuir"...
“Tenho muita pena de não saber escrever histórias para crianças”, obrigada Saramago ❤️
Edição ilustrada por André Letria - 5 ⭐️ Edição ilustrada por João Caetano - 4.5 ⭐️ Edição ilustrada por Inês Oliveira - 4⭐️
no ano passado reencontrei-me com o saramago romancista, mas também conheci o poeta e cronista. quis o meu caminho cruzar-se com o contador de histórias infantis. não conhecia esta faceta de saramago e deliciei-me com a homenagem aos avós em «jerónimo e josefa».
numa das idas de abastecimento para o #marçollustrado de 2023 deparei-me com estas três edições na biblioteca municipal de oeiras. conhecia o livro, mas pensava que só existia a edição ilustrada pelo joão caetano, editada ainda pela caminho. tinha adorado o outro livro infantil de saramago e por isso acabei por requisitar todas!
o livro começa logo com uma confissão humilde e sincera de saramago "tenho muita pena de não saber escrever histórias para crianças". e percebo! como poderia este autor, que havia escrito livros como o «o memorial do convento», «o evangelho segundo jesus cristo» e o «ensaio sobre a cegueira», debruçar-se agora sobre uma escrita e narrativa simples e descomplicadas?
é uma história tão deliciosa, tão maravilhosa. o tom da narrativa faz-me lembrar a sua poesia no livro «provavelmente alegria». das três abordagens ao mesmo conto, o traço do André alegria foi o meu favorito! são ilustrações tão amorosas 🥰. senti que a arte da inês oliveira é um pouco abstrata demais, o que me distanciou da beleza da narrativa.
L'incipit : " Le storie per l'infanzia devono essere scritte con parole molto semplici, perché i bambini sono ancora piccoli, e quindi conoscono poche parole e non amano usare quelle complicate. Magari sapessi scrivere storie così, ma non sono mai stato capace di imparare, e mi dispiace. E poi, bisogna saper scegliere le parole, occorre un certo non so ché per raccontare, una maniera molto diretta e molto chiara, una pazienza infinita. E a me manca quanto meno la pazienza, cosa di cui chiedo scusa. Se avessi tutte queste qualità, potrei raccontare, nei particolari, una storia bellissima che un giorno ho inventato…"
José che non è capace?... Mavalà ! 3 stelle abbondanti :)
«Este era o conto que eu queria contar. Tenho muita pena de não saber escrever histórias para crianças. Mas ao menos ficaram sabendo como a história seria, e poderão contá-la de outra maneira, com palavras mais simples do que as minhas, e talvez mais tarde venham a escrever histórias para as crianças…»🌻
Passeava na FNAC com a minha mãe quando dei de caras com o livro. Tornei-me imediatamente na criança que ainda sou e pedinchei-lho com o argumento de que era do Saramago e que tinha de o levar para casa. A minha mãe leu a história mesmo na loja, porque de facto é mesmo muito pequena, e gostou. Eu li em casa, onde pude reviver a minha infância e todos os lugares e todas as coisas verdes que pertencem à minha terra. Como menina do campo que sou e como excelente escritor que para mim é o Saramago, só poderia adorar uma história assim, onde a flor pode ser mesmo uma flor, ou então outra qualquer coisa, desde que a transformemos na maior do mundo.
História simples, mas com uma moral bonita. Mesmo sendo um livro infantil reconhece-se a escrita de Saramago, ainda que aqui se mostre mais modesta para a compreensão dos mais pequenos. No final existem pequenos detalhes relacionados com as palavras e as flores, por exemplo, como plantar, como pesquisar e aprender novas palavras, que acabam por ser uma mais-valia para um livro com uma história tão despretensiosa.
A maior flor do mundo começa com o mestre das palavras a desculpar-se por não ter aquelas mais simples, capazes de serem entendidas pelos mais pequenos. Depois, em poucos e deliciosos minutos, acompanhamos um menino que parte à descoberta, para nos lembrar que sempre que nos questionamos "vou ou não vou?" devemos ir, porque só assim podemos crescer e fazer crescer os nossos projectos.
O mais curioso, é que um livro de Saramago para crianças continua a ter imensa densidade. Adorei, foi surpreendente e para quem tem crianças este livro tem pano para mangas.
estou a chorar rios. fui abanada por uma nuvem demasiado pesada de nostalgia. odeio ter de parar de ser criança. odeio ter de parar de achar que há sempre uma moral da história nos livros. odeio que já não se diga: vitória, vitória, acabou-se a história. odeio que já não mando calar os meus amigos à hora do conto. odeio que já não exista hora do conto. odeio já não ser balançada de colo para colo. odeio já não fingir que estou a dormir no carro para me transportarem para a cama. odeio ter de saber o que se anda aqui a fazer. odeio saber que as pessoas morrem. odeio já não usar os óculos da chico verde alface. odeio que a minha mãe já não escolha o meu corte de cabelo. odeio que a minha cor favorita já não seja roxo. odeio já não brincar às mães e aos pais. quero que brinquem comigo às mães e aos pais. há algo que me provoca a maior onda de tristeza e água na retina. e é isto. isto. que não sei superar, nem ultrapassar. nunca soube. o amor sem pensar. o amor por amar. não há fel, é tudo doce. os meus avós não envelhecem. ninguém está morto e o meu bolo é da branca de neve. ponto final.
O primeiro livro infantil que li do grande mestre José Saramago. Um livro que fala de um menino de uma aldeia que sonha e que se aventura por caminhos desconhecidos, para ver o que o mundo tem para oferecer. E é assim com poucas e simples palavras que se conta uma história tão rica e tão bonita.
“E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?”
okuduğum en güzel çocuk kitaplarından biri. illüstrasyonlar çok başarılı, çizim değil de kolaj gibi sanki. bir çocuğa okunacaksa 6-7 yaş daha uygun olabilir, ama muhatabınız daha küçükse, resimlere bakarak ve hikayeyi sadeleştirerek çocuğa rahatça anlatabilirsiniz.
Um livro que se lê num ápice. Porém, acho que poderá não ser muito acessível para crianças. Talvez a leitura acompanhada por um adulto seja mais proveitosa.
De Saramago esperava algo mais. O próprio pede desculpa mais do que uma vez por não saber contar histórias para crianças, parecendo o livro mais dirigido a adultos do que a crianças. Lê-se rápido e bem mas esquece-se com a mesma rapidez.
O conto é belo, e a forma como Saramago o conta não é menos, mas existe aqui um problema de fundo que acaba sendo ainda mais agravado pela ilustração de João Caetano, e que tem que ver com o público-alvo. Ou seja, no final fica inevitavelmente uma questão no ar, para quem foi criado o livro? Crianças? Adolescentes? Adultos à procura de serem crianças de novo?
Se o conto é bom, a forma de o contar é adulta, e a ilustração adulta é. As crianças não conseguem seguir Saramago, e Caetano não ajuda, com uma belíssima ilustração, mas claramente trabalhada com quesitos apenas acessíveis a adultos.
Saramago apresenta este mesmo problema enquanto narrador do texto, e por isso a dúvida levanta-se ainda mais, já que estando este ciente disso, até que ponto não se terá evitado a edição do texto, e o trabalhar da ilustração, no sentido de chegar mesmo aos adultos, e não às crianças como somos levados a crer?
"Quem me dera saber escrever essas histórias (para crianças ) mas nunca fui capaz de aprender, e tenho pena". 🌻
A confissão inicial e humilde de Saramago torna este livro desde logo delicioso e fofinho.❤️
Como poderia o mesmo Mestre que escreveu inequiparáveis obras como " Intermitências da Morte", "Evangelho segundo Jesus CRisto" ou até "Todos Os Nomes", debruçar-se sobre uma história para crianças , com palavras muito simples e carregando uma lição simples no fim do livro?🌺
Saramago tentou e cumpriu. Este livro faz parte do Plano Nacional de Leitura e consigo imaginá-lo a ser escrutinizado nas aulas. O cuidado de um menino pela sua flor, à semelhança de 'Principezinho", evoca-nas uma lição muito simples e bonita que deve ser contada desde miúdos até adultos. O amor de Saramago pela sua aldeia natal Azinhaga , as suas oliveiras e o rio Almonda estão também presentes nestas páginas completadas pela arte de João Caetano.❤️
Depois das opiniões que fui lendo por aí, esperava mais desta leitura.
Trata-se de uma história com uma mensagem bonita que nos transmite amor pelo próximo, comprometimento e entreajuda, mas, quanto a mim, mais dirigida a um público adulto do que infantil ou juvenil, embora esteja indicada no Plano Nacional de Leitura para leitura orientada no 4.º ano de escolaridade.
As ilustrações de João Caetano são encantadoras, quase lhes conseguimos sentir a textura. Parece que foram pintadas numa tela e, de seguida, fotografadas.
Cuento para niños ¿o para adultos? En todo caso, se me ha hecho corto, cortísimo... pero lleno de delicadeza. No sé qué me ha calado más hondo, si las suaves palabras de Saramago o las ilustraciones de Joāo Caetano.