Nesta breve antologia, o leitor vai encontrar muitos motivos para se indignar. Desigualdade social, racismo, machismo, incontáveis modalidades de opressão e intolerância: esses são os temas tratados por 34 poetas brasileiros. Os poemas que compõem esta seleta por vezes revelam uma ponta de esperança; outras vezes, mergulhados em desgosto, levam o desânimo e a apatia às últimas consequências. Canônicos e novíssimos, os poetas abordam questões assombrosamente atuais e contundentes, mesmo quando parecem tratar de um passado distante. Escreve Hilda Hilst: “Repensemos a tarefa de pensar o mundo”. Com poemas de Adelaide Ivánova, Alice Ruiz, Ana Cristina Cesar, Angélica Freitas, Armando Freitas Filho, Bruna Beber, Cacaso, Carlos Drummond de Andrade, Carolina Maria de Jesus, Chacal, Claudia Roquette-Pinto, Conceição Evaristo, Fabiano Calixto, Fabrício Corsaletti, Ferreira Gullar, Francisco Alvim, Hilda Hilst, Horácio Costa, João Cabral de Melo Neto, Jorge de Lima, José Paulo Paes, Laura Liuzzi, Ledusha, Mário de Andrade, Nicolas Behr, Oswald de Andrade, Paulo Leminski, Roberto Piva, Tarso de Melo, Torquato Neto, Vinicius de Moraes, Waly Salomão, Yasmin Nigri e Zuca Sardan.
Hilda de Almeida Prado Hilst, more widely known as Hilda Hilst (Jaú, April 21, 1930–Campinas, February 4, 2004) was a Brazilian poet, playwright and novelist, whose fiction and poetry were generally based upon delicate intimacy and often insanity and supernatural events. Particularly her late works belong to the tradition of magic realism.
In 1948 she enrolled the Law Course in Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo(Largo São Francisco), finishing it in 1952. There she met her best friend, the writer Lygia Fagundes Telles. In 1966, Hilda moved to Casa do Sol (Sunhouse), a country seat next to Campinas, where she hosted a lot of writers and artists for several years. Living there, she dedicated all her time to literary creation.
Hilda Hilst wrote for almost fifty years, and granted the most important Brazilian literary prizes.
Hoje é dia do poeta e aproveitei pra ler essa antologia com 34 poetas diferentes que há anos estava na minha lista de leitura, ela foi curada logo após o golpe de 2016 (saiu em 2017) e tem até alguns poemas daquele momento, mas de modo geral ela abrange a situação política do Brasil de todo o século XX até aquele momento, mas independente da época, a seleção é atemporal reverberando até hoje. Vou dizer que é um excelente presente para as amizades mais combativas, mas parece que o livro está esgotado. Vai ver a Companhia das Letras achou que não tínhamos mais motivos para nos revoltar, né. Tsc tsc.
Um livro bom, com presenças importantes, mas preguiçoso. Com tantos poetas novos por aí escrevendo, inventando, traduzindo mundo, colocando pingos nos is, cortando tês, rimando pobre e rimando rico, com a mão tão mais livre e mais contemporânea, ainda que neste nosso país os temas sejam praticamente os mesmos há 500 anos, ainda me pergunto qual o medo da própria literatura e de quem comercializa a literatura da poesia. Por que é tão difícil dar espaço a novos poetas? Por que insistimos tanto e apenas nos cânones? O meu 51º poema de revolta que se une a esse livro é esse: terminar de lê-lo e saber que li mais do que já está consagrado. Eu quero a voz nova, eu quero o resto do Brasil falando também.
Uma antologia que tem de Drummond a Conceição Evaristo não tem como ser ruim, mas poderia ser melhor. Numa antologia que se propõe a coletar vozes da revolta, e que portanto alia critérios estéticos e políticos, é incompreensível que dê tanto peso a poetas brancos oriundos das classes média e alta e ignore a riqueza das produção poética dos autores negros de favelas e comunidades vindos dos movimentos de saraus e slams. Pelo menos um Sérgio Vaz e uma Luiza Romão teria que ter.
Achei que mais poemas me impactariam, mas só alguns realmente me mexeram.
Favoritos: Porto Alegre (Angela Freitas) Vozes-mulheres (Conceição Evaristo) Balada a favor das últimas manifestações (Fabrício Corsaletti) O operário em construção (Vinícius de Moraes) <3 <3 Disseram na câmara (Francisco Alvim)
ótima edição. curadoria de poemas provocadores de altíssima relevância na nossa cultura recente. uma coletânea que fala de uma urgência já clara há décadas.
livro em formato pequeno, com papel grosso (pólen bold 90g), capa gritante e boa encadernação. uma bela produção gráfica.
Uma coletanea muito interessante e com uma diversidade muito importante de autores. A maior parte dos poetas nasceu em diferentes partes do século XX. Fiquei a conhecer vários novos poetas muitos interessantes.