Não é um livro fácil - o autor cita filósofos que vão desde gregos da Antiguidade até pensadores contemporâneos. Mesmo com formação em Filosofia, tive de ler com muita calma e, certamente, eu precisaria de mais algumas leituras para realmente compreender algumas passagens. Mas a ideia é exatamente mostrar como o pensamento nagô insere-se, com suas especificidades e originalidade, na história da filosofia, basicamente ainda vista no meio acadêmico como uma história do pensamento europeu. É um livro muito interessante, apesar de, para mim, a leitura ter sido bastante truncada em alguns pontos. E muito importante também, para pararmos de ver como filosófico apenas o pensamento da Europa ou (atualmente) da América do Norte.