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Quando o mal tem um nome

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“Sinto medo. O tipo de medo que persegue até a presença de outras pessoas. Segue até a luz e entra nas cobertas. Não está debaixo da cama ou dentro armário. Está em minha pele e tem um nome. Não pergunte. Não descubra. Nunca saiba o nome do seu medo, ou irá chamá-lo... Seus lábios podem estar selados, mas sua mente repetirá: Donavan... Donavan... Donavan.”

Na Aparecida dos anos 70, uma cidade erguida no centro de um milagre, conhecemos a história de Marta e sua filha Clara. De sua terra cultivada por fé a malignidade cresce no coração de uma mãe devota. As orações que a padroeira não atende são feitas agora para eles: anjos caídos. Ela não deveria saber o nome do demônio que atendeu sua prece, e a abominação despertada é tão grande que todos vão pagar pelo seu pecado. O mal só precisava que alguém o chamasse pelo nome e agora está entre nós.

"Faça uma oração antes de dormir e deixe a luz acesa. Se vir a fé em seus olhos, talvez vá embora. Mas ele virá”

— Por que um demônio iria querer vir até à casa de Deus, minha jovem?
— Por que o senhor iria até a casa do demônio, padre?
— Para levar a luz até ele.
— O demônio também tem seus planos.

ebook

First published November 20, 2017

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Glau Kemp

21 books11 followers

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44 (26%)
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32 (18%)
1 star
5 (2%)
Displaying 1 - 30 of 31 reviews
Profile Image for Luis Carlos.
7 reviews2 followers
December 28, 2018
O livro iniciou em um ritmo muito bom, daqueles que fomentam nossa curiosidade de ir além, com capítulos curtos, pesados e com ganchos irresistíveis nos guiando para continuar lendo.
No meio do livro, com a trama mais estabilizada, tudo fica morno, um pouco corrido demais e não tão interessante quanto o início.
E num piscar de olhos o final já chegou e já se foi.
Passou rápido por que a trama estava muito boa e cativante?
Não.
Porque tudo aconteceu numa correria exageradamente desnecessária no final, dando a impressão da autora querer terminar logo o livro.

Mesmo assim, gostei da história, tanto que eu fiquei bem chateado por tudo que foi construído ter sido finalizado de forma tão abrupta.
Mas... Por que somente duas estrelas?

Se tem algo que eu prezo muito em uma obra nacional, é o cuidado com nossa Língua Portuguesa.
Quando estou lendo uma obra traduzida, me incomodo com um erro ou outro que sempre aparece, mas até relevo.
Mas, infelizmente, este livro parece não ter sido nem ao menos revisado após sua conclusão.
=(
Encontrei dezenas de erros de digitação, de pontuação, texto incompleto...
E o "dezenas" não foi força de expressão.
São dezenas mesmo!
Por vezes, vários em uma mesma frase.

Isso pode não incomodar a todos, principalmente a nova geração, da escrita abreviada ininteligível e da conjugação verbal extinta, mas sou da velha guarda nesse aspecto e tal descuidado até retardou a conclusão de minha leitura, porque simplesmente eu não estava motivado a continuar lendo, pois a quantidade de erros estava captando minha atenção mais do que o enredo.

Reportei tudo que encontrei através do Kindle e espero que possam corrigir, para melhorar a experiência dos futuros leitores.
Profile Image for Vinícius Sgorla.
437 reviews17 followers
June 27, 2021
Eu devo admitir: eu fiquei com raiva desse livro. A escrita da Glau é fenomenal (de arrepiar de medo em alguns momentos), pra mim ela tinha nas mãos uma mina de ouro pra um conto/livro de meter o terror, mas se esvaiu. A Parte 1 do livro é impecável: sombria, amedrontadora, tensa a todo momento. Acho que se a Glau fechasse a história no final da Parte 1, só dando uma arredondada nos acontecimentos desse final, boom, seria um ÓTIMO conto/novela de 80 páginas... mas aí veio a Parte 2. Eu meio que entendi a mensagem que a autora quis trazer nesse momento, mas a quebra de expectativa - e de tom - é muito brusca. Em um momento estava lendo um terrorzão, no outro um contemporâneo "hard-hitting" com um ou outro elemento sobrenatural - até umas culminações nas últimas páginas do livro em que o terror volta. O final foi de uma breguice sem tamanho, completamente suspendendo a descrença, e me pareceu ter sido escrito às pressas.

Lerei outras coisas da Glau? Se manter a escrita e o tom da primeira parte, com certeza! Mas aqui realmente bateu uma frustração.
Profile Image for Victória Matias.
8 reviews1 follower
July 1, 2021
2,5 ⭐ sinto que eu li a história com as expectativas erradas, esperava que uma parte da história fosse desenvolvida, mas ela simplesmente foi deixada de lado kk. e até aí tudo bem, mas tiveram alguns pontos da história deixados em aberto e me incomodou muito durante a leitura não saber a explicação real pra aqueles acontecimentos. fora isso, é uma leitura fluída e que te incita a terminar logo o livro, que é bem rapidinho.
Profile Image for Maicon Alvim.
6 reviews
March 21, 2022
A primeira parte do livro foi perfeita...me deu desespero, medo e agonia como esperado de uma história de terror. Ficava tenso com cada passo que Marta dava e foi assim até o final da primeira parte. Não posso dizer o mesmo com Maria Clara na segunda parte. Senti uma quebra brusca na escrita, parece que mudou a história, que estamos em outro livro...um livro mais lento, menos vivo, que me não me prendeu e o final para mim já não importava.
Profile Image for Paulo Vinicius Figueiredo dos Santos.
977 reviews12 followers
December 18, 2018
Ah, os filmes de terror dos anos 70 e 80. Tantas coisas boas foram criadas neste período. O Iluminado, O Bebê de Rosemary, O Exorcista. Coisas boas que acabaram esquecidas em prol de um terror mais "contemporâneo" e modernoso. Por sorte, nem todos os autores do gênero se deixaram levar por essa tendência. Glau Kemp bebe dessas fontes e nos traz aquele tipo de história que te prende pelo clima de tensão e medo no ar. Ela não precisa construir nenhuma ameaça mundial, apenas ameaçar a sua alma com a danação eterna. Isso quando o mal tem um nome.

Começo comentando a escrita da Glau que me remeteu demais a O Bebê de Rosemary. Os elementos de terror estão presentes ali na forma de uma mulher desejando mais do que o seu quinhão e recebendo em troca um pacto demoníaco. É uma escrita que vai crescendo à medida em que a trama vai avançando. O terror mais físico e imagético vai estar presente mais para o final das duas partes quando as coisas começam a se acelerar e não há mais volta. A narrativa é em terceira pessoa, mas partindo de dois pontos de vista em cada trecho: no primeiro estamos com Marta, uma mãe que tenta a todo custo ter uma filha depois de ter tido dois filhos. Na segunda parte, ficamos ao lado de Maria Clara que precisa lidar com um lar assombrado por fantasmas do passado e do presente. Uma virtude da escrita da Glau é que ela consegue criar o cenário e te fazer ultrapassar a suspensão de descrença. Ou seja, as coisas que ela escreve são possíveis dentro do universo que ela criou. Quando acontecem situações macabras, a gente compra a ideia porque a autora nos guiou até este ponto.

Porém, eu preciso concordar com várias críticas feitas tanto à escrita como à narrativa (a segunda eu comento mais abaixo). Na escrita, o livro precisa de um carinho editorial. Precisa de uma boa revisão porque em alguns momentos ele é realmente confuso e as frases são truncadas. Às vezes alguns parágrafos ficam bem difíceis de serem compreendidos o que acaba prejudicando o entendimento do que está acontecendo ali. Muitos erros bobos de português (alguns são simples typos) e que não teriam passado se tivesse havido uma revisão. Não dá para tirar os méritos da escrita da autora e provavelmente ela deva ter escrito em um momento inicial de sua carreira como escritora. A gente percebe pela diferença entre as duas partes, pelas construções frasais distintas. Eu torço demais para que a Glau consiga enviar o seu trabalho para passar pelo olhar malvado de um editor para que o material ganhe um banho de loja. É um livro com uma inspiração clássica e que merece ser lido por todos.

Eu gostei das duas protagonistas da narrativa. Podemos perceber o quanto Marta é uma mulher de seu tempo pelas suas crenças e hábitos. A história é centrada em décadas anteriores da história do Brasil e em Aparecida, em SP. Glau cria bem o clima de cidade do interior ao nos mostrar como é o cotidiano de uma mulher recatada e do lar. O marido também é um homem de seu tempo, com traços abusivos e violentos. Estamos diante de uma família comum que, por conta de um acontecimento transformador, se torna uma família caótica. O lar acaba vindo abaixo a partir de uma sequência de situações que destroem o equilíbrio tênue existente. A partir do nascimento de Maria Clara, Marta se torna uma mulher amargurada por um erro cometido. Ela vai recebendo de volta o que ela fez e acaba pagando por tudo no final. Na minha opinião, essa primeira parte é a melhor do livro e é onde vemos a habilidade da autora de construir um personagem intrigante em um cenário insólito. A gente desenvolve sentimentos mistos por Marta afinal ela não é uma protagonista do qual o leitor vai gostar. Mas, a gente vai querer saber aonde a estrada que ela traça para si vai levar. Desconfiamos a respeito do final que a Glau dá à personagem simplesmente porque ela constrói aquilo.

Já Maria Clara é uma situação um pouco diferente. Eu achei que houve uma discrepância severa entre a personagem na primeira e na segunda parte. Imaginei que a autora fosse construir uma personagem semelhante ao Damian de A Profecia. E a primeira parte dava essas pistas de que esse seria o caminho. Mas, então ela coloca a nova protagonista dentro de dois ambientes claustrofóbicos: a própria casa e o abrigo feminino. A personagem nos é apresentada como alguém triste e torturado que tenta sobreviver dentro de um ambiente exclusivamente masculino. Os dois homens da casa a exploram e ela tenta buscar a liberdade para si. Mas, a liberdade acaba levando à danação. E a personagem sai de um ambiente masculino para um feminino que é tão horrível quanto. No fundo a segunda parte começa como um drama familiar de uma personagem que luta pela sua identidade e termina em uma espécie de abrigo demoníaco onde o mal toma forma. Achei Maria Clara menos consistente do que sua mãe como protagonista. Enquanto Marta é mais ativa dentro do seu conjunto de "regras", Maria Clara é mais reativa. Provavelmente por conta de sua criação dentro de casa.

O que podemos ver acima é como se estivéssemos diante de três narrativas distintas. Em uma delas acompanhamos Marta e sua busca por uma filha e as consequências de seu pacto; no segundo momento ficamos diante de Maria Clara, sua relação com sua família e o amor proibido por Henri; e por fim, acompanhamos o calvário de Maria Clara dentro do abrigo e o mal representado por Donavan. Seria possível criar praticamente três livros independentes. Novamente, isso não teria passado pelas mãos de um editor. Faltou coerência e conexão entre as três narrativas. Personagens mudam até de direcionamento durante elas. A gente tem situações de longos saltos temporais em que algumas informações não são ditas, nos deixando confusos. Por exemplo, quando Marta busca a arca de Salomão, temos um corte temporal longo em que não sabemos o que houve com o objeto e se ele solucionou os problemas dela em casa. Podemos apenas deduzir o que aconteceu. A última parte no abrigo é a que mais puxa elementos de terror, mas ao mesmo tempo é a que mais destoa das outras duas partes. Até mesmo a forma de apresentar as cenas e os acontecimentos é diferente, confundindo nossas cabeças.

De toda forma, Quando o Mal tem um Nome é um bom livro que retira muitas inferências de filmes clássicos de terror. Acabou recebendo muitas críticas negativas de leitores por conta de uma ausência de uma boa revisão. Não é nada para desmerecer o trabalho até porque se formos atentos vamos perceber a qualidade da escrita da autora. Ela pertence a um gênero de escrita de terror que anda em falta. Já adquiri outros trabalhos dela (como em Helloween onde ela tem um conto e Creepypastas) onde ela precisou passar por uma edição mais apurada. Além do que, eu adoro acompanhar o crescimento dos autores à medida em que eles vão aprendendo novos truques e revelando o seu verdadeiro potencial. E essa menina tem muito potencial como escritora. Acompanhem o trabalho dela!
71 reviews20 followers
December 30, 2018
“Quando Mal Tem um Nome” conta a história de maldição e danação que cerca a vida da jovem Maria Clara, nascida na famosa cidade de Aparecida, no Brasil dos anos setenta. No livro, acompanhamos desde sua concepção maligna até os seus últimos dias.

Uma história sobrenatural sobre a vinda do Anticristo, é já uma tecla bem batida por Hollywood e vários escritores de best seller, mas nas mãos da autora em questão, ganham um olhar novo, brasileiro, feminino e crítico. Gostei muito dos elementos temáticos do livro e da escrita da autora. Ela vende muito bem a história e seus personagens e merece todo o crédito por isso!

Podemos dividir o livro em três partes: a primeira, com a mãe de Maria Clara, seu desejo fervoroso por dar à luz a uma menina, e a própria Maria Clara, em sua tenra infância e primeira adolescência. Aqui, vemos as consequências do desejo por uma menina, do pacto maligno que a primeira protagonista sela para ter esse desejo atendido, e como a pequena Maria Clara interage com o mundo, pelo olhar rancoroso e pecador de sua mãe.

Na segunda e mais extensa parte, o ponto de vista no livro muda: agora acompanhamos o olhar da jovem Clara, órfã de mãe e submetida ao machismo e patriarcado de uma família modesta numa cidade pequena, tema este que se estende ao longo de todo o livro. “Quando o Mal Tem um Nome” refere-se, claro, ao tema do Anticristo que permeia a narrativa, mas podemos argumentar aqui que o “mal” está ao redor de Clara não somente na personificação mítica de um Demônio, mas também no mundo patriarcal no qual ela vive: tantas de suas tragédias são fruto desse sistema quanto da presença maligna de um Anticristo.

A primeira parte do livro nos faz crer que é Clara este Anticristo, pois seguimos a perspectiva de sua mãe, mas quando mudamos o ponto de vista, fica evidente que não é bem assim.

A terceira e última parte é a mais pesada e mais inconsistente quanto ao plot, mas ainda segura bem o livro. Aqui vamos ao convento que acolhe (e encarcera) mães solteiras e outras mães destituídas de ajuda do mundo secular. Entre elas, Clara e seu pequeno filho do demônio, Donavan. E é aqui que a história se perde um pouco. Várias das ações de Clara se tornam furos narrativos, e seria uma pena que por se tratar de um tema sobrenatural, tudo fosse explicado como “mas a força maligna quis assim”. Seria um triste uso de deux ex machina.

Os últimos capítulos parecem que foram escritos na pressa, ou já sem paciência. Correm rápido e sem detalhes e podem até te deixar meio confuso sobre o que está acontecendo. O plot perde um pouco o fôlego aqui, e só não dou cinco estrelas pra esse livro por conta dessa parte final.

Mas é um livro muito bom para quem gosta do tema e vale a leitura dedicada!
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Natalia.
43 reviews
July 8, 2018
☠️《#ResenhasdaNati》 QUANDO O MAL TEM UM NOME | @glaukemp | @increasycl | Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️'s ⠀
❝O homem que vai até a casa do diabo, partilha da sua comida, bebe da sua bebida, mas não teme a sua ira. É mais perigoso que o próprio diabo, pois somente quando o aprendiz supera o mestre ele deixa de temê-lo.❞ .

“Sinto medo. O tipo de medo que persegue até a presença de outras pessoas. Segue até a luz e entra nas cobertas. Não está debaixo da cama ou dentro armário. Está em minha pele e tem um nome. Não pergunte. Não descubra. Nunca saiba o nome do seu medo, ou irá chamá-lo... Seus lábios podem estar selados, mas sua mente repetirá: Donavan... Donavan... Donavan.”

‘Quando o mal tem um nome' se passa em Aparecida dos anos 70 e conta a história de Martha e seu desejo de ter uma filha. Martha é uma grande devota de Nossa Senhora da Aparecida. Mas tem essa fé abalada quando faz diversas promessas, orações e pedidos à santa, e descobre que não foi atendida. Ela então sucumbe a um pecado enorme só para ter seu desejo atendido. E ela consegue. Seu desejo é atendido, mas ela vai ter que conviver com as consequências de sua escolha. Por um tempo, Martha conseguiu viver feliz com sua filha. Porém, uma terrível tragédia acontece e todos sofrem uma perda terrível. As sombras do passado chegam até para Maria Clara, que com o tempo passou a receber as consequências diabólicas da escolha de sua mãe.

Para a falar a verdade, achei que se trataria de mais uma história boba e sem graça de terror. Engano meu. Só de ler a nota da autora eu já queria largá-lo de lado. Glau Kemp consegue imergir o leitor em uma assombrosa história de terror. A pressão psicológica vai te deixar tenso, esperando que uma coisa ruim aconteça a qualquer momento. Foi assustador. Um livro de terror digno de estar entre os dos grandes mestres do gênero. Espero que você consiga lidar com o final tanto quanto eu não consegui digerir até agora. Indico esse livro para todos os amantes do terror psicológico, que gostam de se torturar e ficar sem dormir a cada virada de página.

#Quandoomaltemumnome #GlauKemp #Increasy #terror #sobrenatural #livros #amoler #viciadaemlivros #UmFantasticoMundoLiterario #resenhas #SORTEIODOMAL
Profile Image for Diana Ferreira.
38 reviews1 follower
July 19, 2020
"Quando o mal tem um nome" narra a vida de Marta, uma mulher casada e com dois filhos. Atualmente, encontra-se grávida, de mais um menino. Porém, não é era mais um menino o desejo de Marta e sim, desta vez, uma menina.
Seguindo cegamente o seu desejo, Marta, uma mulher de fé e imensamente crente, volta as costas a Deus e vai bater às portas da casa de várias mulheres que concretizam "desejos" através de caminhos obscuros.
A partir do momento que Marta toma conhecimento de que é possível, embora difícil e no estado de gravidez avançado que está, converter o seu menino numa menina, ela faz de tudo para que o seu desejo se concretize. Inclusive, "dormir" com o próprio diabo.

[opinião]
Quando comecei a ler este livro gostei desde logo da premissa inicial e do facto de Marta se preparar para ir de encontro ao seu desejo, sendo que foi capaz de tudo para o concretizar.
Ao longo da narrativa deparamo-nos com vários momentos agressivos, ou seja, descrições que nos fazem retirar os olhos da narrativa e respirar um pouco antes de voltar à leitura, na tentativa de retirarmos imagens formadas pela nossa mente em conjunto com a narrativa da autora.
É um livro bom, não demasiadamente bom, uma vez que no momento em que a narrativa se começa a desenrolar com Maria Clara, o nome da filha que Marta tanto quis, a autora estagna numa narrativa com um pensar previamente estipulado. Ao lermos, pelo menos na minha opinião, sentimos que falta na história mais qualquer coisa que deveria de ser explorada, nomeadamente interações de Maria Clara com a mãe, para compreendermos melhor a relação que tinham e deixar uma espécie de fio que a personagem Maria Clara pudesse puxar e vir a entender qual a origem de tudo o que se passa com ela e à volta dela.
Senti falta de acontecimentos, narrativa, interações. Penso que a história podia ser melhorada, porém, perante o que li, gostei bastante da premissa e da forma como os acontecimentos se foram desenrolando, apesar de não serem tão explicados e justificados como gostava que fossem.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Debora.
587 reviews2 followers
March 13, 2025
A história acontece na cidade de Aparecida, na década de 70. Marta é uma mulher muito devota e está grávida pela terceira vez. Ela reza e pede para que seja uma menina.

Quando finalmente o aparelho de ultrassonografia chega em São Paulo, ela gasta todo o dinheiro da família para descobrir o sexo do bebê. Ela fica transtornada ao descobrir que é mais um menino.

Desapontada pelo fato de a santa não atender seu pedido, ela perde a fé e o destino a leva a encontrar com uma cigana. Esta cigana lhe dá o telefone de uma mulher que pode invocar demônios e tornar o sonho de Marta real. Contudo, este "milagre" terá seu preço.

Marta passa pelo ritual, que é descrito de uma forma muito detalhada, sombria e aterrorizante. Meses depois, ela dá a luz a Clara e logo vê a maldade em sua filha.

Quinze anos se passam e Marta morre. Clara, já uma moça, tem relações com Henri, melhor amigo do irmão, e engravida. Ao ser confrontada pelo irmão, ela faz uma descoberta e então tudo em sua vida começa a desandar. O ciclo passa de mãe para filha.

Foi minha primeira leitura desta autora e peguei a dica com a @ju_oliv

Também foi minha primeira leitura em ebook. A história é bastante envolvente e tem uma tensão do início ao fim. A família construída por Marta e João não era nada amorosa, a esposa "perfeita" perde a fé e então a família começa a desandar, a sofrer perdas e se desfazer aos poucos.

A narrativa provocou um sentimento controverso. De certa forma, fiquei com dó da Clara, pois ela era um bebê muito esperado e, de repente, passou a ser repudiada pela própria mãe, por um erro que a própria cometeu. Além disso, Clara cresceu sozinha, sem influência feminina, sem nenhum tipo de amor, quase que como uma Amélia.E depois sofreu muito mais quando adulta. Mas aí você pensa: ela é o mal! E o dó fica pairando entre certo e errado.

Em muitas ocasiões me perguntei se as coisas macabras realmente aconteceram ou se as personagens estavam ficando loucas.

Um livro incrível, muito visual! Acho que daria um excelente filme de terror. E o melhor de tudo: é nacional! 🤩
Profile Image for Falkner Moreira.
18 reviews
March 31, 2019
Com tantos vultos na escuridão da noite, a melhor emoção possível é ler o livro à noite. Os sons ganham intensidade, os grilos (ou a falta do canto deles), os cachorros latindo (ou pior, ganindo), o uivo do vento: tudo pode transformar a experiência de leitura no mais puro terror. Ambientação pode tornar tudo mais verídico e emocionante!

Se você avistar um livro escrito por mulher classificado como terror e você faz careta, sinto muito, você já está condenado à danação eterna. Nunca li homem algum que escreva com a crueldade que Glau Kemp transpõe nas palavras. Não existe economia ao retratar dores, pânico, desespero e medo. A maestria que o livro passa é simplesmente de perder o fôlego por todos os motivos: pela leitura instigante e pela história de medo com ares de realismo.

Glau Kemp foi guerreira em disponibilizar esse livro para o mundo. Corajosa até demais em relatar preconceitos, machismo e violência contra a mulher (ALERTA DE GATILHOS para forte violência contra a mulher).

Leia a resenha completa no DESFALK !
Profile Image for Celia Rabelo.
195 reviews2 followers
September 4, 2018
Resenha: "Quando o Mal tem um Nome - Glau Kemp"

Marta, uma mulher de hábitos simples, muito religiosa, moradora da cidade de Aparecida, casada, mãe de dois meninos e que sonha em ter uma menina. Maria Clara, uma jovem menina de 15 anos, também religiosa, que também mora em Aparecida com seu pai e irmão. Apaixonada pelo amigo do irmão, se entrega e passa a gerar o fruto deste amor. Tudo parece normal, não é? Sob circunstâncias e descobertas macabras, Maria Clara se vê obrigada a fugir de casa e acaba tendo seu filho em outro lugar. Descubra o laço que liga as duas mulheres e qual é o nome do mal.
Profile Image for Nicole E..
37 reviews8 followers
October 30, 2021
eu poderia ter dado uma nota menor, mas eu realmente gostei. consigo enxergar muitos defeitos nesse livro, foi uma leitura montanha-russa. não me arrependo de ter lido, me diverti muito. senti que tiveram muitas coisas sem explicação e desenvolvimento, acho que foram colocados muito elementos de uma vez só e acabou faltando conclusões, apesar de ter achado o final legal e ok. me incomodei com alguns estereótipos a algumas religiões (apesar de eu não ser uma pessoa muito religiosa) e é isso. quero continuar lendo mais da autora, pois acho que ela tem potencial pra criar histórias legais.
15 reviews1 follower
January 25, 2020
Marta está grávida e espera por um menino, mas ela deseja, no fundo da alma, que a criança seja uma menina. Ela busca todos os meios para que sua gravidez mude de rumo, par a que tenha o nascimento que sempre orou à Nossa Senhora Aparecida. Marta, não contente com o possível desfecho de seu bebê, vai além da compreensão, ultrapassando os limites de sua crença religiosa católica, em busca de uma filha legítima e mulher. Um trama envolvente, carregado de cenas trevosas, e com final inusitado.
Profile Image for Marcelo Araújo.
14 reviews
March 18, 2022
Uma ótima história de terror... que realmente assusta em alguns momentos... impossível não comparar com o livro "A Profecia", mas este livro não chega nem perto de ser igual... tem toda sua própria originalidade, seguindo por caminhos totalmente inesperados, com ótimas e surpreendentes viradas que o leitor realmente não espera.

A escrita da autora é muito fluida, levando nós leitores a sempre querer mais... um ótimo livro... bem assustador e tratando de um tema que realmente dá arrepios...
Profile Image for Ártemis Simas.
40 reviews1 follower
April 17, 2023
O que falar sobre esse livro incrível. Ele realmente é uma leitura que dá um medinho, é o tipo de leitura que você sente que há alguém te observando, você sente que Donavan se projetou atrás de você e está te observando enquanto você lê a história de sua vida.

A história me prendeu do início ao fim, é uma escrita incrível.

E lembre-se, tome cuidado, você nunca sabe o que te espera ao fim do corredor.
Profile Image for Daiane  Araujo.
80 reviews
August 27, 2021
A primeira parte até que foi boa, a segunda parte, tomou um rumo distante da primeira parte e ficou tudo muito apressado no final. Não recomendo, mas se quiser leia. Há bastante erros de digitação na versão kindle.
Profile Image for mary.
1,484 reviews34 followers
August 26, 2020
meu deus? eu jurava que nunca ia sentir medo lendo um livro e o que aconteceu? quase morri de tanto medo. ele é muito curtinho mas tive que fazer várias pausas p respirar de tanto medo que senti.
Profile Image for Clarice Clepf.
3 reviews10 followers
February 11, 2021
se a autora tivesse tido com o livro todo a pressa que teve com o final dele, teria me poupado tempo e energia
Profile Image for Marcelo Alvarado.
84 reviews
November 17, 2023
Um livro surpreendentemente bom. Eu confesso que comecei a leitura com certa dificuldade de engajar, mas havia algo ali que me prendia e não me deixava não ler, mesmo sentindo um leve desconforto durante a leitura - agora, penso que talvez o desconforto tenha sido proposital, provocado pela própria autora em sua construção de seu universo e de seus personagens. Além disso, o livro se aventura pelos tropos clássicos do terror: o debate da fé cristã, o “satanismo”, o demoníaco. Porém, é uma obra que vai muito além disso.

Senti que a autora utilizou do tropo do terror para expor uma narrativa que não se prende apenas ao choque do terror - inclusive, ela se utiliza muitíssimo bem dos recursos disponíveis ao gênero para criar cenas que dão medo, causam desconforto, desconfiança, até certa ansiedade e expectativa, brincando com essas emoções. Ela retrata o abuso de maneira muito direta, sem muitos véus e panos cobertos, mas marcado pelo sobrenatural, enviesado pela fé no demoníaco.

A obra revela influência e, porque não,  certa homenagem aos clássicos do terror. O que mais ficou claro para mim foi O bebê de Rosemary, mas certeza que há muitos outros. Um livro de terror nacional surpreendente, instigante, muito bem escrito e fascinante.
Profile Image for Dalila.
46 reviews16 followers
October 27, 2020
“Porque toda vez que as luzes se apagam e o caminho entre o quarto e o banheiro fica longo demais, penso que tem alguém me esperando no final do corredor.”

Obrigada, Glau, por me obrigar a acender todas as luzes, viu?! Nunca mais quero acordar de madrugada para ir ao banheiro...
Profile Image for Syl S. Tobaldini.
34 reviews2 followers
January 22, 2019
"— Por que um demônio iria querer vir até a casa de Deus, minha jovem?
— Padre, por que o criador iria até a casa do demônio?
— Para levar a luz até ele.
— O demônio também veio trazer alguma coisa..."

Uma moça simples, ex-professora, à espera de seu terceiro filho, chamada Marta. Devota de Nossa Senhora de Aparecida. Faz uma promessa a sua santinha, pedindo que esse filho seja uma menina. Quer uma companheira mulher para sua vida repleta de homens (marido e dois filhos meninos). Até aí, nada demais, uma história como tantas outras que ouvimos falar, sobre pessoas comuns e seus desejos tão comuns quanto. Mas não vemos nada mais de comum na história dessa mulher a partir do momento em que, através de uma ultrassonografia, ela descobre que a santa não atendeu o seu pedido. Vale tudo pra realizar um desejo? Vale, até mesmo, fazer negócios com o "coisa ruim"?
E é aí que a história deixa de ser só mais um causo, e vira uma loucura. Marta encontra pessoas capazes de fazer seu desejo de ter uma menina se tornar realidade, mas a que preço? Ninguém faz negócios de graça, nem os santos, nem o demônio.
A autora faz um bom horror neste livro, bem ambientado e com bons diálogos. Até certa parte do livro temos um ritmo mais acelerado dos acontecimentos, enquanto acompanhamos a história de Marta. Ao passarmos para a parte de Maria Clara, sua tão desejada filha, percebi uma quebra nesse ritmo, que até me incomodou um pouco, fazendo com que minha leitura se tornasse um pouco mais arrastada, ao contrário do início do livro, que foi eletrizante e aterrorizante.
A conclusão não me agradou. Isso, no entanto, não tira nem um pouco do mérito da autora, talentosa na estruturação do seu horror.
No fim, o balanço é positivo. Tive uma leitura surpreendente, senti medo (confesso, a primeira parte da história, que li a noite antes de dormir, me brindou com pesadelos) e até quis que a história se prolongasse um pouco mais em certa altura do livro.
Espero poder ler mais obras de Glau Kemp, e espero que sejam tão aterrorizantes quanto o começo deste livro!
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Beatriz.
372 reviews
July 28, 2021
Gente, que livro foi esse? Eu li ele em pouquíssimo tempo e estou toda arrepiada, os primeiros capítulos me prenderam de uma maneira inexplicável, me vi pedindo para que Marta não fizesse o que eu sabia que ela iria fazer, me vi horrorizada pelas coisas que aconteciam depois do que ela fez, ainda mais as mortes de inocentes almas.
Eu li a primeira noite em uma sentada, e terminei chocada, não podia acreditar no que tinha acontecido no final dessa primeira parte, e isso me faz AMAR esse livro.
Na segunda parte do livro temos outro personagem e caraca, você torce por ele mesmo sabendo que não deveria, e acaba crendo que essa pessoa não era má e sim mal compreendida, eu gostei do final, me surpreendeu e me deixou puta também, porque não morria de jeito nenhum e ainda ria dizendo que estava vivo sim.
O Mal Tem Um nome é um livro ótimo que vai te deixar muito, mas muito chocado e com vontade de rezar no final.
Profile Image for Michael.
124 reviews
February 17, 2022
Todo escritor de terror tem que dar uma certa "viajada" pra pegar o leitor de surpresa. Ambas as protagonistas tem personalidade bem marcante, tanto Marta quanto sua filha, Maria Clara. Marta é a mãe que quer ter uma filha a todo custo, buscando primeiro na fé, depois indo muito além. O fruto disso é Maria Clara, e com ela advém várias tragédias pra quem está ao redor. O livro infelizmente tem muitos erros de pontuação e alguns trechos um pouco confusos.
Displaying 1 - 30 of 31 reviews

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