Nas comunidades judaicas de Londres e Lisboa, ocorre uma série de homicídios, todos eles recriando episódios bíblicos. Atos bárbaros de antissemitismo ou de pura vingança?
Um rabino é encontrado morto numa das mais famosas sinagogas de Londres. O corpo, disposto como num quadro renascentista, representa o sacrifício do filho de Abraão, patriarca do povo judeu.
O caso parece encerrado quando um jovem professor universitário a lecionar numa das faculdades da cidade é acusado do homicídio. Descendente de portugueses, existem provas irrefutáveis contra si e nada poderá salvá-lo da vida na prisão.
Mas é então que ocorrem outros crimes, recriando episódios bíblicos em circunstâncias cada vez mais macabras. E as dúvidas instalam-se.
Estarão ou não estes acontecimentos relacionados?
Poderá o docente vir a ser injustamente condenado?
Porque insistirá a sua família em pedir ajuda a um antigo professor, ele próprio ainda em conflito com os seus próprios pecados?
As autoridades contratam uma jovem profiler criminal para as ajudar a descobrir a verdade. Mas conseguirá esta mente brilhante ultrapassar o facto de também ela ter sido uma vítima no passado?
Abordando temas fraturantes da sociedade contemporânea como o antissemitismo e o conflito israelo-árabe, e inspirando-se nos Dez Mandamentos e noutros episódios marcantes do Antigo Testamento, Pecados Santos guia-nos através das ruas históricas de Londres, Lisboa e Jerusalém, numa viagem intimista e chocante sobre o que de mais negro e vil tem a condição humana.
Nasceu em 1978. É autor da série bestseller de thrillers psicológicos Afonso Catalão, com a qual foi N.º1 de vendas nacional, de duas séries de ficção em formato podcast e de diversos contos.
Nomeado para vários prémios, incluindo o de Ficção Lusófona 2019 das Livrarias Bertrand com A Última Ceia, do qual foi finalista, destacou-se em 2012, quando venceu o concurso literário Note! com a obra O Espião Português, o seu primeiro livro, que a Cultura Editora reeditou em 2021.
Apresenta agora A Noiva Judia, o derradeiro título da série que o notabilizou.
Trilogia Freelancer (em reedição pela Cultura Editora) O Espião Português, A Espia do Oriente, A Hora Solene
Série Afonso Catalão A Célula Adormecida, Pecados Santos, A Última Ceia, A Morte do Papa, O Cardeal, A Noiva Judia Histórias do Bem e do Mal, Os Ficheiros Catalão, O Assassino, A Morte de Dario
Representação literária e imagem
Agência das Letras e-mail: info@agenciadasletras.pt
Referências
N.º 1 nacional de vendas de livros.
N.º 1 nacional Fnac;
N. 1 nacional Continente;
N.º 1 nacional Bertrand;
N.º 3 nacional WOOK;
N.º 1 nacional Kobo;
N.º 1 nacional Apple;
N.º 1 nacional Amazon;
N.º1 nacional policiais e thrillers Wook.pt;
N.º 1 nacional policiais e thirllers Bertrand.pt;
N.º 1 nacional google play;
Prémios Literários
Prémio Note! 2012 (parceria grupo LeYa, revista Lux Woman e lojas Note!) - O Espião Português. Finalista Prémio Bertrand Ficção Lusófona 2019 - A Última Ceia. Geeks de Ouro - Melhor livro nacional 2020 - A Morte do Papa.
Este foi o primeiro livro que li deste autor e posso afirmar que de certeza não será o último. Está escrito de uma forma clara com uma linguagem simples e muito embora trate de alguns temas políticos algo mais complicados nunca se torna enfadonho. Cada capítulo, cada página tem a sua importância para o desenrolar dos acontecimentos, não há descrições supérfluas ou exageradas, e talvez por isso o livro nunca perca o ritmo. Li o livro em tempo recorde, assim que comecei não consegui parar, pensava constantemente, só vou ler mais umas páginas, mais um capítulo e quando dava conta já tinha lido mais 100 páginas. Este será para mim um dos pontos mais fortes do livro, a capacidade de prender o leitor, às personagens e ao próprio enredo. É um daqueles livros em que existe uma dualidade de sentimentos quando acabamos, por um lado queremos que acabe, para conhecer o final, por outro lado temos pena porque chegou ao fim.
E agora uma última nota, como afirma uma personagem, logo no início, para o Professor Calatão, nunca ninguém conseguiu explicar de uma forma tão simples a crise do médio oriente.
Adorei o livro 😍 Cativa pela forma como é contada a história, pela construção das personagens e pelo final que é realmente surpreendente. Antes deste já tinha lido "A Célula Adormecida" e também tinha sido uma ótima leitura. Fiquei com imensa vontade de ler mais livros do Nuno Nepomuceno.
Pecados Santos é o segundo livro que leio de Nuno Nepomuceno e não vai ser o último! E só posso dizer que adorei imenso esta leitura, porque não só prende desde o início o leitor, como é fácil de ver quando um livro está bem escrito e tem um estudo aprofundado sobre os temas que debate, que neste caso, aprofundei os meus conhecimentos sobre o judaísmo, sendo que muitas das "regras" judaicas me eram desconhecidas! Este livro começa com o assassinato de um rabino numa sinagoga e a maneira atroz com que é assassinado guia-nos para uma recriação de um episódio biblico, sendo que começam a ocorrer mais crimes e vamos seguindo as pisadas de Afonso e Diana (personagens da Célula Adormecida) entre Lisboa e Londres na descoberta de respostas para descobrirem o culpado! O final com um super twist que não estava a contar surpreendeu-me imenso e gostei de saber que o assassino não era quem estava à espera! Só posso aconselharem a entrarem nesta aventura que não se vão arrepender! Este livro pode ser lido independentemente de entrarem muitas personagens do livro anterior mas não há nada como lermos primeiro Célula Adormecida para fircarmos a conhecer desde o início as personagens principais! Dei por mim entre páginas a imaginar estas personagens em ecrã, e quem sabe se não teremos brevemente no cinema portugês uma aposta enorme! Um livro que entrou para os meus favoritos deste ano e assim tenho mais um motivo para continuar a ler mais livros deste escritor! E espero que em breve também possam conhecer internacionalmente este escritor porque mais pessoas deveriam conhecer esta escrita e estes livros que muito ensinam!
4.5* bem grandes!! Hei-de fazer uma opinião mais completa em breve, é um policial soberbo!! A escrita do Nuno está a evoluir muito bem, com personagens complexas e a intriga intricada é hipnotizante!
É sempre um orgulho quando lemos um autor português de inegável qualidade. Mesmo sendo mais modesto do que devia, Nuno Nepomuceno tem tido um percurso discreto, mas sólido. Começou a sua carreira enquanto autor ganhando um prémio literário, na altura para o primeiro livro da trilogia Freelancer - O Espião Português. Este seria o início de um crescendo constante, de um amadurecer narrativo a olhos vistos e, fechada a trilogia, em 2016 o autor confirmou-se como um mestre do thriller com o seu romance A Célula Adormecida. Os seus leitores são unânimes, Nuno Nepomuceno tornou-se num escritor tão capaz quanto querido para o seu público. Não será então de estranhar o burburinho que se faz sentir desde o início do ano, desde que se soube que viria nova obra - Pecados Santos. Com este escritor nunca nenhum livro é igual/parecido a outro e a sua capacidade para abordar termas tão diversos quanto interessantes é já uma característica admirável. Entremos neste universo de morte, fé, paixão e traição.
À semelhança do que escrevi na opinião do seu anterior romance, a escrita de Nuno Nepomuceno continua a evoluir e a tornar-se cada vez mais incontornável. O seu trabalho de pesquisa, rigoroso e bem documentado, entra nas suas narrativas de forma suave e extremamente apelativa. Sou suspeita, adoro tudo o que diga respeito a religiões e diferentes formas de fé, mas são poucos os autores que nos conseguem dar autênticas aulas sobre estes assuntos sem os tornarem maçadores. Agora imaginem começar um romance precisamente com uma aula sobre a divisão da linhagem de Abraão, mergulhando mais profundamente no judaísmo. Poderia parecer aborrecido, mas Nuno Nepomuceno teve a mestria de nos conduzir por esse caminho de forma extremamente gráfica e sedutora. O protagonista já é conhecido de quem leu A Célula Adormecida. Afonso Catalão volta a ser o centro da trama. Desta vez, mesmo sem perceber como, vê-se envolvido numa série de crimes aparentemente religiosos que estão ligados, pelo menos em parte, a uma pessoa do seu passado. Pessoa essa que vai desenterrar alguns dos seus demónios mais perturbadores. Afonso não teve uma vida propriamente despida de incidentes e estes voltam a assombrá-lo.
Não é necessário ler qualquer uma das outras obras publicadas anteriormente. Existem alguns cruzamentos de referências - incluindo um sentido de humor hilariante, pois o próprio autor é referido em certo ponto -, mas nada que nos deixe de alguma forma confusos ou perdidos. A estrutura narrativa impele o leitor a ler capítulo após capítulo, sempre com uma imagética bastante poderosa. As descrições são detalhadas e ricas em pormenores que nos transportam para as ruas de Londres, Lisboa e Jerusalém. Existem vários mistérios por desvendar, fazendo com que a nossa mente não pare de se questionar sobre inúmeras possibilidades. As emoções de cada personagem são bem exploradas e as dúvidas permanecem até ao fim. Fim esse que surpreende. Não tanto pelo desvendar do grande mistério, mas antes porque Nuno Nepomuceno dá mais um passo destemido na sua escrita revelando-se capaz de mortes impiedosas e inesperadas, que abrem novas portas para um próximo romance no universo de Afonso Catalão. Tudo é possível. Resumindo: Pecados Santos é uma obra de confirmação deste escritor português que já domina o género thriller em Portugal. Recomendo.
Este é o segundo livro do Nuno N… que leio, e parece-me que vou continuar a apostar neste autor.
Já tinha gostado d’A Célula Adormecida, mas acho que este é melhor, mais misterioso, intenso e frenético. É daqueles livros com capítulos curtos, cheios de suspense, voltas e reviravoltas que o tornam difícil de pousar. E o final…Didn't see it comming 😱
Tal como no livro anterior a religião volta a ser tema principal, e também desta vez nota-se que houve uma grande pesquisa acerca do judaísmo e dos seus costumes, e a transferência desse conhecimento para o leitor faz-se de uma forma bastante leve. Logo nas primeiras páginas assistimos a uma aula do Professor Catalão, que nos explica como surgiram, e os pontos em comum, entre as religiões judaica e a muçulmana. A criação de Israel e o eterno conflito israelo-árabe também são abordados e explicados de forma bem interessante.
As personagens que já conhecíamos d’A Célula, Afonso e Diana, tiveram um crescimento consistente, embora por vezes façam-me revirar os olhos 🙄🙄
Gostei da forma como foram introduzidas algumas referências a obras de Caravaggio, Rafael e Michelangelo, e a ligação das mesmas com a história está muito bem-feita.
O livro está dividido em cinco livros que abrem com excertos da Tora. E pensar que anda para aí muita malta que acha que as religiões apelam à paz e harmonia entre os homens.
“Se o teu irmão, filho da tua própria mãe, o teu filho ou a tua filha, a tua companheira ou o amigo a quem estimas vier secretamente seduzir-te, dizendo: «Vamos servir os deuses estrangeiros» —, deuses que nem tu nem os teus pais conheceram, os deuses dos povos que estão à tua volta, na tua vizinhança ou ao longe, de um extremo ao outro da terra — não o aceitarás nem ouvirás; não levantarás para ele olhos de compaixão nem o ajudarás a esconder-se. Pelo contrário, tens o dever de o matar. A tua mão será a primeira a levantar-se contra ele para lhe dar a morte e, a seguir, as mãos de todo o povo. Apedrejá-lo-ás até morrer, porque ele tentou desviar-te do Senhor, teu Deus, que te libertou da terra do Egito, da casa da servidão. Todo o Israel, ao sabê-lo, tremerá e ninguém repetirá mais tal delito no meio de vós.” Tora Deuteronómio 13, 7-12
Em resumo, foi uma boa leitura e um tempo bem passado.
Uau. Se ainda não começaram a ler a saga Afonso Catalão, não hesitem. Que orgulho ser escrita por um autor nacional.
Praticamente li este livro nas viagens de comboio que faço diariamente. Sabem aquela sensação de que a viagem durou 5 minutos? A história é tão intensa e página após página sem momentos mortos fizeram perder-me noção de tempo e espaço.
Já tinha lido um dos livros da trilogia do Nuno Nepomuceno, o Espião Português e adorei. Este novo livro pareceu-me igualmente bom e as críticas são muito favoráveis.
O professor pigarreia, com a garganta afetada pela humidade existente no espaço, e só depois é que consegue falar. - Procuro um livro, por favor - diz ele. - De qual se trata? - O Espião Português. Ouvi dizer que existe um exemplar raro da versão manuscrita e não editada, publicada pelo próprio autor. - Sabe o nome? - Um Nuno N... - Afonso hesita momentaneamente, com dificuldade. - Lamento, mas não arrisco pronunciar o apelido, sob pena de me equivocar. É bastante incomum. (...) - Ah, já sei quem é - explica ele. - Lamento, mas só comercializamos escritores sérios. - Mas não faz ideia de como poderei encontrá-lo? - pergunta Afonso, desconcertado pela reação inusitada. - Não, experimente tentar contactá-lo pessoalmente. Ouvi dizer que gosta de ir aos jardins da Gulbenkian à procura de inspiração para aquelas historietas de espionagem que ele acha que escreve.
Confesso que achei esta passagem deliciosa e fartei-me de rir. Quanto ao livro, não foi tão entusiasmante para mim como o primeiro da série Afonso Catalão, A célula adormecida. A escrita é competente e foi interessante ficar a conhecer um pouco mais da religião judaica. Achei que a ação de desenvolveu de forma bastante lenta e as revelações não tiveram o efeito surpresa que eu esperava. A única coisa que me surpreendeu foi o rumo que o autor deu ao irmão e à cunhada da co-protagonista, Diana Santos Silva. Fiquei realmente surpresa e até com um pouco de pena. No mais, é um bom thriller, apenas não foi impactante o suficiente para mim, mas sem dúvida que lerei o próximo livro da série que trouxe da última ida biblioteca.
A minha estreia neste autor português, cujos livros queria muito conhecer.
Pontos positivos: gostei da história, do final e do personagem masculino principal. O final surpreendeu-me um pouco, pois não era o que estava à espero. Adorei a parte em que o escritor fala dele próprio, muito engraçado, descubram onde...
Pontos negativos: a personagem principal feminina não me convenceu, achei que faltava algo, era gira, engraçadinha e frágil, estereótipo feminino. Achei informação a mais sobre os judeus e seus hábitos e costumes. Confesso que me perdi um pouco, é algo que os escritores portugueses tem, pelo menos para mim, este excesso de informação num livro que se quer ler descontraidamente.
Mas com certeza que irei ler mais livros deste escritor
Por um lado, talvez tenha gostado mais do livro anterior "A Célula Adormecida" mas só por uma questão de gosto pessoal. É um tema e uma religião que me interessa mais, mas sem dúvida que em termos de construção da história, este "Pecados Santos" está melhor construído, assim como o final. Se no primeiro livro não gostei assim tanto da Diana Santos Silva e mais do Professor Catalão, agora gosto muito da jornalista e gosto um pouquinho mais do Afonso, embora este tenha alguns pecados. A construção da Diana Santos Silva e do Professor Afonso Catalão é excelente. Este e o livro anterior - foram aqueles que li - estão pelo menos ao nível de escritores estrangeiros. Temos de valorizar o que temos no nosso país. Acredito que mais tarde ou mais cedo, o Nuno Nepomuceno irá ser lido no estrangeiro e nomeadamente em inglês (se lerem os agradecimentos percebem o que quero dizer :) ). Ah, a referência ao Espião Portuguès, primeiro livro do escritor é muito boa.
I confess that at first, I was afraid that the violence in the book would prevent me from enjoying it... But it's symbolic natures, the wealth of religious and middle eastern details was so enticing, that I found myself really enjoying this wonderful thriller and it gallery of rich, in-depth characters. I really LOVED this book and recommend it to all. Thank you Nuno Nepomuceno, you never disappoint!
Este é o segundo livro da série Afonso Catalão, onde se fala sobre dois crimes que ocorreram dentro da comunidade Judaica, em Lisboa e em Londres. O Prof. Afonso Catalão mais uma vez, teve que remexer o seu passado durante a investigação, agora com a ajuda da sua namorada jornalista, Diana Santos Silva.
O livro mais uma vez teve uma excelente narrativa com um pouco de mistério e aprende-se muito sobre a religião judaica, onde descreve a sua cultura e história, para tentar entender melhor os crimes que foram cometidos.
Será que o passado do Professor Catalão irá ajudar a desvendar os crimes hediondos cometidos ? 5 estrelas
Tenho sempre dificuldade em falar dos meus livros favoritos, especialmente quando os acabo à 1h da manhã porque não consigo ir dormir sem saber como tudo acaba. É perfeitamente notória a evolução do autor em comparação com o primeiro em que Afonso Catalão é protagonista, o Célula Adormecida. A escrita, que sempre foi simples, mas cativante, está mais elaborada e fluída. As personagens continuam sensacionais, mas um pouco melhor desenvolvidas. E o enredo, que é muito inteligente, é cativante e não nos deixa pousar o livro (li o grosso dele, as últimas 390 páginas, em dois dias). Para além de que, no final, tudo é muito bem amarrado e explicado. Não é um livro simples, aprendemos bastante sobre religião, neste caso a judaica, temos crimes hediondos, inclusivé duas cenas de violação que me fizeram arrepiar, e o autor também não tem piedade das suas personagens, ele simplesmente escreve o que tem de escrever para dar consistência e continuidade à história. Nota-se também o grande trabalho de investigação que o autor teve de fazer previamente, pois só assim conseguiria obter uma história tão coesa e bem contada, juntamente com a habilidade de nunca se tornar maçador e ao mesmo tempo que nos faz aprender um pouco mais sobre o judaísmo. Em relação às personagens principais, Afonso e Diana, já gostava delas no primeiro livro, mas aqui fiquei ainda mais apaixonada. São os "heróis" do livro, contudo, são humanas e palpáveis, com todos os seus defeitos e qualidades. Por último, e quero reforçar a parte de que adorei a história sem ressalvas, as notas e os agradecimentos do escritor no final do livro revelam muita humildade e carinho, não só pelo seu próprio trabalho, mas por quem o ajudou a chegar a este produto final, como também pelos seus leitores. Fico à espera impacientemente do próximo, porque acho que temos aqui um novo livro e autor favorito.
Adorei este livro. Não estava à espera de gostar tanto, foi uma supresa muito agradável. Tinha um feeling que iria gostar da escrita do Nuno, mas não pensei que ia adorar. Com toques de mistérios, thriller, romance e drama este livro conseguiu captar-me a atenção do inicio ao fim. Adorei as personagens e a narrativa. Além de todo o mistério e emoção, aprendi tanta coisa de que não fazia ideia, sobre o judaísmo e principalmente sobre a bíblia (sem nunca se tornar chato). Muito curiosa com os próximos livros que irei ler deste escritor. Uma excelente leitura de páscoa.
Conforme prometi eis a minha opinião sobre este livro : O autor deu um passo de gigante em relação ao livro anterior 'A Célula Adormecida '. Dois livros, duas religiões, apesar de serem independentes as suas narrativas se complementam, com alguns personagens comuns ao dois livros. Se o anterior me deu a conhecer o Islamismo, este deu-me o Judeísmo. Bem enquadrado na História recente, mas com uma vertente ficcional bastante atraente, este livro agarra-nos. O trabalho de investigação foi de facto exaustivo e isso nota-se desde o inicio. Um thriller baseado em factos Históricos, completamente entrelaçado na Tora, o livro Sagrado do Judaísmo! A continuar assim podem pensar em adicionar mais uma ☆ ao total do rating. Para o ano vou precisar dela!
A história prendeu-me logo de início, com uma cena de crime, anos antes, em Londres. Depois, na actualidade, um rabino é encontrado morto numa sinagoga em Londres, e em Portugal, alguns dias depois, dois corpos são encontrados na sinagoga de Lisboa. Estarão os dois crimes relacionados? No meio da acção, temos o nosso conhecido professor Afonso Catalão, pois o principal suspeito do crime de Londres é um seu ex-aluno e filho de uma sua ex-namorada, que lhe pede que fale com o filho, pois acredita na sua inocência. E quanto à história, não vos vou revelar mais nada 😉
A escrita do Nuno Nepomuceno é muito boa, simples, acessível mas com muita qualidade. A forma como nos vai contando a história é também excelente, alternando o presente com o passado do professor Catalão, pois é uma personagem cheia de segredos e que vai aparecendo para "complicar" a vida. E, desta vez, tal como o Nuno já tinha avisado, encontramos uma história mais negra, com muitos crimes e detalhados de um modo muito gráfico. Eu gosto mas alguns leitores, mais sensíveis, poderão sentir-se um pouco incomodados.
Nota-se também um grande trabalho de investigação sobre religião, nomeadamente sobre o Judaísmo. No entanto, o autor consegue transmitir todos os dados sem nos fazer sentir assoberbados.
Quanto ao final, fui apanhada desprevenida, quer com o culpado, quer com umas mortes específicas.
Um livro de leitura compulsiva pois, assim que o iniciarem, não vão conseguir parar!
Este foi o primeiro livro que li do Nuno. Devo dizer que não será o único, pois estou desejosa de ler todos os outros livros dele. Este livro tem tudo o que me agrada num livro. Adorei qua a ação decorra entre o passado e o presente. Adorei as descrições e os locais e adorei as personagens! Identifiquei-me um pouco com o professor Catalão, talvez por ser eu também professora! Aprendi muitas coisas para mim desconhecidas sobre as comunidades judaicas. Tenho que referir uma parte do livro, que simplesmente achei deliciosa...quando o professor procura o livro "O espião português"! Enfim um livro que recomendo sem dúvida!
Não tenho muito mais a dizer acerca deste livro, além do que já foi dito aqui nas reviews... Fiquei chocada por saber que o meu local de trabalho serve de ponto de encontro para espiões eheheh Gostei muito da referência aos "espiões com têmporas grisalhas que se disfarçam de restauradores de arte", os meus favoritos. As referências a obras de arte/artistas também são um ponto que me cativa. Um livro intenso, mas de leitura leve. Parabéns Nuno Nepomuceno! Vou certamente querer ler mais. Muito em breve :)
Gostei mais deste livro do que d'A Célula Adormecida, e não consegui largar o livro até o terminar. A escrita de Nuno Nepomuceno é muito boa, prende a atenção do leitor e, mais uma vez, é de louvar toda a pesquisa que o autor fez para escrever este livro.
Os crimes são mais violentos neste livro, este é mais chocante do que o primeiro livro e... aquele final. O final deixou-me completamente em choque, fiquei de boca aberta a olhar para o nada só a pensar no que é que tinha acabado de ler... foi muito bom!
Ao longo do livro vamo-nos apercebendo da extensa pesquisa feita pelo autor e de como ele domina os assuntos de que está a falar, nomeadamente as religiões. É um livro que não só entretém como também ensina, sem se tornar monótono.