“The Captain’s Daughter” (also known as “The Daughter of the Commandant” or “Marie: A Story of Russian Love”) is regarded as Pushkin’s best prose work. It was first published in 1836 in the literary journal Sovremennik. This historical novel is dedicated to the events of the Pugachev’s Rebellion in Russia in 1773-1775. It tells the story of a 17-years-old officer, Peter Grineff, sent by his father into military service. Peter was assigned to a small fortress of Belogorsk, where he fell in love with Maria, the daughter of the commandant…
Works of Russian writer Aleksandr Sergeyevich Pushkin include the verse novel Eugene Onegin (1831), the play Boris Godunov (1831), and many narrative and lyrical poems and short stories.
People consider this author the greatest poet and the founder of modern literature. Pushkin pioneered the use of vernacular speech in his poems, creating a style of storytelling—mixing drama, romance, and satire—associated ever with greatly influential later literature.
Pushkin published his first poem at the age of 15 years in 1814, and the literary establishment widely recognized him before the time of his graduation from the imperial lyceum in Tsarskoe Selo. Social reform gradually committed Pushkin, who emerged as a spokesman for literary radicals and in the early 1820s clashed with the government, which sent him into exile in southern Russia. Under the strict surveillance of government censors and unable to travel or publish at will, he wrote his most famous drama but ably published it not until years later. People published his verse serially from 1825 to 1832.
Pushkin and his wife Natalya Goncharova, whom he married in 1831, later became regulars of court society. In 1837, while falling into ever greater debt amidst rumors that his wife started conducting a scandalous affair, Pushkin challenged her alleged lover, Georges d'Anthès, to a duel. Pushkin was mortally wounded and died two days later.
Because of his liberal political views and influence on generations of Russian rebels, Pushkin was portrayed by Bolsheviks as an opponent to bourgeois literature and culture and a predecessor of Soviet literature and poetry. Tsarskoe Selo was renamed after him.
Não sou especialista em autores russos, muito longe disso. Nem li assim tantos autores clássicos russos para poder escrever com propriedade, mas dos poucos que já li, acho que é este Pushkin o meu preferido até à data. A sua escrita é leve e vai direta ao assunto, não é maçudo, como achei de Tolstoi em Guerra e Paz, por exemplo. E acho que é o autor russo mais sentimental e com protagonistas masculinos que não têm medo de admitir e expor o seu amor perante os outros. Não há cá floreados, nem voltas. Gostam e pronto. Os personagens também não são totalmente bons, nem completamente maus, são humanos, com as suas falhas e erros.
Neste livro há duas histórias: A filha do Capitão e Dubrovski. Ambas têm como protagonistas dois jovens, no primeiro temos um rapaz de dezassete anos que ingressa no exército no posto que alcançou à data (achei curioso que os pais alistavam os filhos no exército ainda antes de nascerem e estes iam sendo promovidos de posto sem nunca terem disparado um tiro, mais ou menos o equivalente, hoje em dia, a fazer o filho(a) sócio(a) de um clube de futebol). O jovem apaixona-se por Máryia que dá título ao livro.
Em Dubrovski temos um jovem do mesmo apelido, de vinte e três anos, que é um justiceiro. Apaixona-se por Macha e tenta ficar com ela, mas há um velho príncipe que se coloca no caminho. Esta história está inacabada, pois o autor faleceu antes da sua publicação.
Outro aspeto interessante foi a "mistura" de factos da história russa com as personagens/enredo da primeira história, nomeadamente a revolta de Pugatchov que declarava ser o czar Pedro III. E estão bem explicadas quem são essas personagens nas notas do tradutor.
Diz Manuel Seabra, o tradutor da obra: "Claro que Pushkin não era um romântico. Mas aqui permito-me uma contradição: Pushkin era, de facto, um romântico, mas o seu génio demasiado grande não o deixou enquadrar-se, e foi precisamente o seu génio que o fez chegar até nós com a mesma vivacidade e ser lido com o interesse e o calor humano que estou certo irão dominar o leitor a partir da página seguinte."