Inspirado na história verídica de uma jovem que, disfarçada de rapaz, conquistou honras e regalias no exército português.
Em 1580, nos arredores de Aveiro, nasce Antónia Rodrigues, uma menina de feitio rebelde e mão pesada. Aos 12 anos, a sua beleza já atrai pretendentes e, depois de agredir um mais atrevido, é forçada a fugir para Lisboa. Mas a jovem não se adapta à vida da metrópole e os seus sonhos levantam voo quando observa as caravelas que partem para além-mar. Se ela ao menos tivesse nascido rapaz...
Inspirado em factos verídicos, Mário Silva Carvalho conta-nos a história desta amazona portuguesa que, disfarçada de rapaz, embarca para a praça-forte de Mazagão, em Marrocos. A sua valentia contra os mouros é tal que cedo se torna um dos militares mais respeitados pelos homens e cobiçado pelas mulheres. Os seus feitos foram cantados em toda a Europa e o próprio rei Filipe II conferiu-lhe diversas condecorações reais.
Se a heroína nacional estava esquecida, este romance cheio de ação e aventura corrige a injustiça de forma exemplar.
Mário Silva Carvalho, 1948 (Pampilhosa - Mealhada). Licenciado em História pela Universidade de Coimbra. Iniciou as lides da escrita apenas depois de se aposentar da carreira de bancário. Em 2013 ganhou o Prémio Literário João Gaspar Simões com o romance Diário de um Carbonário, publicado em 2014. Recebeu também uma 1ª. menção honrosa nos Jogos Florais da Murtosa com o conto A Bicicleta do Juvenal. Em 2014 ganhou a 15ª Edição do concurso literário Prémio Dr. João Isabel com o conto O Regresso do Artur.
Foi-lhe igualmente atribuído o 1º. prémio da XIª. Edição do Concurso Literário Descobrir Vizela com o conto O Brasileiro de Vizella.
A premissa era interessante. Estava empolgada em conhecer mais um autor português. Embrenhar-me na nossa maravilhosa história épica e mergulhar em mais uma aventura com uma mulher de armas.
Triste sina a de Antónia ter que vestir a pele de um António para realizar os seus sonhos. Estamos no séc. XVI entenda-se, apesar de infelizmente, ainda em pleno séc. XXI aconteçam injustiças clamorosas quanto ao género (entre outras).
No início senti a construção frásica um tanto ao quanto complicada e dado o recuo da época são também utilizados muitos vocábulos que terão caído em desuso. Nem sempre me senti confortável na leitura. Pode ser apenas ignorância minha, ou a intolerância própria desta nossa era, em que tudo tem que ser à velocidade da luz, portanto a minha opinião vale o que vale. Contudo, a verdade é que com a continuação fui deixando de sentir incompatibilidades de maior... habituei-me à escrita ou o autor acabou por aligeirar?
Em suma, achei interessante. Senti uma intensificação conforme ia evoluindo na leitura. Aprendi e relembrei alguns factos históricos.
Fez-me lembrar a nossa padeira de Aljubarrota sobejamente conhecida de todos nós ao contrário desta nossa guerreira, injustamente esquecida ou pior, desconhecida de todo. Vale a pena conhecer a história desta "menina que saltou das margens da grande laguna e desbravou com dores e coragem a vida". Da sua personalidade ressaltam a sua "...perícia na arte de cavalgar, a valentia no manejo da espada, o tiro certeiro da espingarda e a disciplina exemplar demonstradas em todas as tarefas."
Não é livro que possa recomendar a não ser que se seja um amante de história de guerra, politica e da vida quotidiana da altura. De romance não tem praticamente nada e a escrita á "moda antiga" torna certas partes do livro dificeis de ler e entender. Teria um bom conteúdo para um belo romance, mas o autor foca até á exaustão os factos históricos que nada tem haver com a história da personagem. Fazendo um apanhado, a vida da personagem em si, retirando tudo o resto, seria contada numas 20/30 páginas. Tinha muitas expetativas em relação a este livro mas fiquei desiludida. Não gostei nada.
3,5* A história de uma mulher que vinda de classes baixas serviu com perícia o seu país lutando contra os mouros e tornando-se um dos militares mais respeitados pelos outros. Os seus feitos foram narrados por toda a Europa. Este livro proporcionou-me conhecimentos sobre uma mulher que fez parte da nossa História e é injustamente esquecida ou desconhecida.
3,5* A história de uma mulher que vinda de classes baixas serviu com perícia o seu país lutando contra os mouros e tornando-se um dos militares mais respeitados pelos outros. Os seus feitos foram narrados por toda a Europa. Este livro proporcionou-me conhecimentos sobre uma mulher que fez parte da nossa História e é injustamente esquecida ou desconhecida.
Cativante romance histórico - Desde logo a premissa era interessante o que me fez desejar conhecer melhor a história desta guerreira que infelizmente foi injustamente esquecida ou pior, desconhecida para nós, ao contrário da nossa padeira de Aljubarrota. Se bem que na minha opinião vale bem mais a pena mergulhar na história desta mulher de armas. Da sua personalidade é salientada a sua perícia na arte de cavalgar, a sua valentia a manusear a espada, o seu tiro certeiro com arma de fogo e ser extremamente exemplar e disciplinada nas tarefas que desempenhava. Sem esquecer que os seus feitos foram narrados por toda a europa. A fraseologia aqui utilizada tem a capacidade de nos transportar através do tempo, descrevendo a vida desta heroína nacional que teve de vestir a pele de “António” de forma a concretizar seus sonhos. A leitura deste livro recorda-nos alguns factos históricos incríveis do nosso país,
O que me fascina na escrita do autor, possivelmente motivado pela sua formação académica, é a capacidade que tem de nos transportar através do tempo à descoberta de factos poucos conhecidos da rica História do nosso país. “A Amazona Portuguesa”, é baseado na história verídica de uma jovem rebelde, apaixonada pelo mar, que, disfarçada de rapaz embarca para Marrocos para lutar contra os Mouros. Tornando-se rapidamente num dos mais temidos militares da armada portuguesa e recebendo diversas honras e regalias conferidas pelo rei Filipe II. A história de Antónia que viveu como homem, é o relato de vida de mais uma esquecida heroína nacional, que o autor através deste romance tira do esquecimento e do desconhecimento de tantos de forma exemplar.
Não sendo o livro mais vibrante que li, teve o grande crédito de me dar a conhecer esta Antónia, que teve de viver como um homem para fugir a uma vida de pobreza e dor. O posterior reconhecimento real, a sua vida como mulher e a forma como o autor escolher "finalizar"a sua vida dão vida a este livro. Que a mim me levanta a questão de quantas "Antónias" e quantos "Antónios" ainda existirão em 2019
Uma história real muito bem contada. As aventuras de Antónia Rodrigues, natural de Aveiro, de uma família de pescadores, que foge de casa aos 15 anos vestida de rapaz para abraçar a profissão primeiro de grumete e mais tarde de soldado na fortaleza de Mazagão. Uma vida recheada de aventuras e de peripécias que consegue cativar neste romance histórico.
Gostei. Houve algumas partes em que o livro pareceu perder um pouco o ritmo, mas achei bastante interessante aprender mais sobre a mulher que foi basicamente uma Mulan portuguesa.