A importância atribuída à arte, e particularmente aos ofícios, é a faceta mais original da obra de William Morris, devidamente assinalada nesta antologia.
As palestras e artigos coligidos em As Artes Menores e outros ensaios foram originalmente apresentados ou publicados entre 1877 e 1894. No seu conjunto estes textos oferecem ao leitor uma amostra da profunda relação entre as ideias políticas e estéticas de William Morris. Com efeito esta ligação entre o prazer na criação e a organização da vida quotidiana constitui um dos motivos centrais do seu pensamento e da sua prática artística. Observador atento das condições de existência impostas pelo avanço do capitalismo industrial nas cidades inglesas, Morris criticou uma ordem económica fundada no trabalho duplamente alienado: alienado da sua utilidade social pelo circuito auto-referencial do capital e alienado do prazer humano em moldar a matéria para produzir beleza. Expropriados da sua própria vida pelo novo modo de produção restava aos seres humanos reavê-la depois sob a forma de mercadorias adulteradas — um processo que a sociedade de consumo não deixou de aperfeiçoar desde então a cada ganho de produtividade. A persistência das contradições e problemas diagnosticados por Morris designadamente o avanço na destruição dos ecossistemas e na mercantilização de cada instante da existência permite-nos entender melhor a sua defesa da arte como prática social capaz de libertar o trabalho.
William Morris was an English architect, furniture and textile designer, artist, writer, socialist and Marxist associated with the Pre-Raphaelite Brotherhood and the English Arts and Crafts Movement. Morris wrote and published poetry, fiction, and translations of ancient and medieval texts throughout his life. His best-known works include The Defence of Guenevere and Other Poems (1858), The Earthly Paradise (1868–1870), A Dream of John Ball and the utopian News from Nowhere. He was an important figure in the emergence of socialism in Britain, founding the Socialist League in 1884, but breaking with the movement over goals and methods by the end of that decade. He devoted much of the rest of his life to the Kelmscott Press, which he founded in 1891. The 1896 Kelmscott edition of the Works of Geoffrey Chaucer is considered a masterpiece of book design.