A necessidade de repensar os fundamentos da leitura da subjetividade constitui a motivação central deste livro e o fio condutor que articula os diversos capítulos que o compõem. Trata-se para o autor de um empreendimento urgente, na medida em que, na sua compreensão, é pela intermediação do conceito de subjetividade que é possível pensar tanto o mal-estar na sociedade contemporânea quanto o mal-estar na psicanálise. Trata-se, pois, de pensar dos destinos do desejo na atualidade, já que esse destino nos permitem captar o que se passa nas subjetividades. O rastreamento de alguns destes destinos nos possibilita uma leitura acurada das subjetividades. Comisso podemos nos aproximar do que há de sofrente nas novas formas de subjetivação da atualidade, circunscrevendo então o campo do mal-estar contemporâneo.
Nesse livro, Joel Birman faz uma análise crítica tanto da psicanálise, quanto da contemporaneidade, discutindo temas como a crise na qual a psicanálise se encontra frente as neurociências e as abordagens mais comportamentalistas de psicoterapias, os excessos narcísicos da atual sociedade do espetáculo, a relação do consumo de drogas, capitalismo e a medicalização da sociedade, a onda conservadora e religiosa que vem assolando o mundo, as perversidades políticas e sociais em tempos de vazio existencial, entre outros assuntos muito relevantes para se manter atualizado e pensando a respeito da psicanálise e do social, no Brasil e no mundo.