É uma realidade incontestável que os media (entendidos aqui no sentido restrito de órgãos de comunicação social) ocupam hoje um lugar central na nossa sociedade. Isto deve-se à força da sua influência conjunta, em particular daqueles que iremos caracterizar como os media dominantes, mas, essencialmente, ao peso da televisão, quer sobre a opinião pública e a consciência social quer sobre os outros meios; à transformação dos media em geral num importante ramo de negócios que implica vultuosos investimentos, mas também capaz de gerar enormes lucros, no que se refere às grandes empresas do sector; ao enorme poder dos media – isto é, daqueles que têm o poder nos media - sobre os políticos e as instituições políticas à escala nacional e mundial – deste modo provocando uma perigosa perversão no funcionamento da democracia.
Fernando Correia. Jornalista, comentador de rádio e televisão, professor, nasceu em 1935 e dividiu a sua infância entre a Mouraria, o Alto de Santo Amaro e São Domingos de Benfica. Entrou para a Emissora Nacional em 1958. Trabalhou depois na RDP, Rádio Clube Português, Rádio Comercial e TSF. Foi diretor do Diário Desportivo, redator e colaborador dos jornais Record, A Capital, O Diário, Gazeta dos Desportos, Jornal de Notícias e Diário Popular. Atualmente, colabora na Rádio Amália e é comentador residente da TVI. Sportinguista assumido, colabora também com a Sporting TV, depois de ter sido diretor-adjunto e diretor do jornal do clube.
Um livro útil para consumidores de informação atentos e para jornalistas preocupados com a descredibilização da sua área. É curioso como 20 anos depois, algumas previsões do autor se mantém actuais e como a visão aparentemente catastrofista não se mostrou tão drástica quanto a realidade vivida no jornalismo dos dias que correm.