“Precisamos mesmo dos outros, e isso não é uma novidade para ninguém. Mas às vezes, no mundo complicado e veloz em que nos movemos, é fácil começar a deixar cair estes laços. Manter boas relações com os outros dá trabalho e ocupa tempo. E por isso, na nossa vida tão atarefada, substituímos o contacto directo por e-mails e por SMS. E preenchemos os espaços de solidão com mais trabalho; até porque, de algum modo, existe um estigma associado às pessoas solitárias e a solidão é lida como um fracasso neste mundo em que a publicidade nos enche de imagens de gente feliz a socializar.”
Com uma escrita acessível e bem documentado, este livro faz-nos refletir sobre a importância que os outros têm na nossa vida e como os grupos a que pertencemos moldam quem somos e o que fazemos. Uma leitura que recomendo!
Ler este livro numa altura em que sinto um pouco só, fez-me perceber que tudo o que sinto é normal e que há mais para além disso. Fez-me sentir integrada, mesmo que numa parte subvalorizada da sociedade. Psicologia sempre me interessou e ainda mais as relações interpessoais, por isso todos os temas deste livro me deixaram os olhos a brilhar.
É na realidade um 4,5. Só não dou 5, porque é um ensaio curto (105 páginas, e portanto menos aprofundado do que gostaria). Muito fácil de ler, muito bem fundamentado, muito completo ao nível das fontes enunciadas ao longo do livro. Recomendo bastante.
In this case ... size really does not matter. In this little book (roughly 100p) Luisa Lima addresses the three main reasons why the "others" are important for the"us": identity building, sense of belonging and health (mental and physical). Only those who have deeply and extensively studied a theme the way this author did can in such a simple and parsimonious way explain such intricate subject.
It's psychology made simple, people made simple, life made simple.
(recommended both for those wanting to go deeper as well as those riding the surface of interpersonal relationships)
É caso para dizer: tão pequenino, mas tão grande! Leitura fluida e bem organizada. Fico perdido quando oiço alguém afirmar, “não me importa o que os outros pensam!” ou então, “não ligo a opiniões alheias!”.. acho que importam sim.
Somos seres sociais, moldados num contexto de convivência e experiências. Queremos aceitação, respeito e reconhecimento. Além de uma busca incessante por prazer, nas suas imesoraveis formas.
Este livro, ajuda-nos a compreender melhor o que é isto de ser um humano que vive em sociedade, o papel da partilha e da pertença dentro da mesma. Reforça o porquê, da importância de grupos com os quais nos identificamos. Num mundo onde a diferença ainda é motivo de exclusão ou violência, certos movimentos lembram-nos que viver em sociedade implica reconhecer, proteger e valorizar todas as formas de existir.
Lembra-nos também que, se por um lado e, citando a própria autora, “a homogeneidade do grupo dá segurança e estabilidade, a desobediência e o inconformismo fazem mudar o mundo.”
Num mundo cada vez mais rápido, com muito menos tempo para socializar, viver o presente e pensar, ficamos ainda com sugestões super validas no final do livro.
Pensamento crítico é o novo punk. Questionar é resistir ♥️
Uma leitura rápida e leve sobre a importância dos laços sociais na nossa saúde e a verdadeira constatação científica que "happiness is only real when shared".
Livro bastante interessante que nos fala sobre a sociedade e sobre a forma como nem todos somos bons ou maus mas antes uma mistura de tudo o que nos rodeia e de tudo o que vivemos. Vale a pena ser lido!
A importância do outro para a construção da identidade, para o pertencimento e para a saúde (física e mental) explicada em 100 páginas de forma super compreensível e interessante. A psicologia social é linda demais!
Nós e os Outros é um ensaio que nos convida a pensar sobre quem somos em relação aos outros. A autora explora como as interações moldam não só os nossos comportamentos sociais, mas também a forma como percebemos a nós próprios. Ao longo do livro, vai cruzando conceitos da psicologia social com exemplos práticos do quotidiano, mostrando como a identidade individual é sempre construída em diálogo com o grupo.
Foi uma leitura que me surpreendeu pela clareza e pela forma como liga teoria a experiências concretas. Perceber até que ponto as nossas relações impactam a saúde física e psicológica deixou-me a refletir bastante. Além disso, a ideia de que essas mesmas relações podem modificar traços da nossa personalidade é tão poderosa quanto inquietante.
Saio deste livro com vontade de aprofundar mais o tema. É raro um ensaio conseguir ser simultaneamente acessível e provocador, mas este conseguiu. Sem dúvida, deixou uma marca e abriu portas para outras leituras que quero fazer.
Eu gostei bastante deste livro, tem uma linguagem bastante acessível e em tão poucas páginas consegues explicar a importância dos outros na nossa construção, dá exemplos fantásticos de diversos assuntos e também fala bastante de problemas bastante atuais com os quais as pessoas muitas vezes nem sabem que existem. O livro ainda dá algo que refletir embora seja bastante simples e acho que é um livro que qualquer pessoa deveria ler, até porque ocupa bastante pouco tempo e as coisas mencionadas são importantes cada um de nós saber. Eu estava a tentar voltar ao meu hábito de leitura, decidi ler este livro que já tinha comprado há anos, no primeiro dia li 10 páginas e no segundo li 70 páginas em duas horas e ainda retornei mais tarde.
Excelente livro sobre o poder dos laços sociais e como são fundamentais para a nossa identidade, para o nosso comportamento e para o nosso bem-estar. Bem documentado e fundamentado, este pequeno livro da FFMS é muito acessível e agradável de ler. A autora tem um tom e um estilo muito inclusivos e que me cativou bastante. Aconselho a todas as pessoas que tenham interesse por psicologia social e que queiram encontrar caminhos de reflexão sobre si próprias e as outras.
“Ao contarmos às outras pessoas o que sentimos, não estamos apenas a descrever emoções: estamos a construir uma narrativa acerca do que nos aconteceu e estamos, em conjunto com os outros, a definir uma forma de ver a realidade.”