Casas abandonadas - e mal assombradas - fazem parte do imaginário popular em diversas parte do mundo. Para muitos, o melhor que se pode fazer é evitá-las ao máximo; outros, mais corajosos, buscam conhecer tais lugares. Algumas são mundialmente conhecidas, como a Mansão Whincester nos Estados Unidos, a Reitoria de Borley na Inglaterra e o Edifício Joelma, em São Paulo. Outras lendas, entretanto, são tão secretas que sua própria existência é quase uma gnose. E são justamente estas que mais existem em todo o mundo.
Feira de Santana, cidade do interior da Bahia, também conta com sua própria lenda, não tão conhecida como a do Jacaré da Lagoa Grande ou do temível Lucas da Feira. Trata-se do Castelo, um casarão colonial que, segundo se diz entre os grupos undergrounds da "princesa do sertão", é mal assombrado.
"Castelo" é um conto de ficção especulativa, com enfoque no suspense, que busca mostrar que, em certos lugares, é melhor não se arriscar.
Alan de Sá é baiano de Feira de Santana, bacharel em Jornalismo, redator publicitário e escritor de suspense, terror e ficção científica. Foi um dos criadores do movimento artístico sertãopunk, focado em representatividade nordestina na ficção especulativa, que se tornou tema de mesas e debates no Brasil, Estados Unidos, Portugal, Inglaterra e Áustria e, em três anos, se consolidou como um dos principais movimentos literários da ficção científica brasileira. Foi indicado ao Prêmio Strix de Literatura 2020 e, entre seus mais de vinte trabalhos publicados, destacam-se os contos Xuxa Preta e Abrakadabra.