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Golpe: Antologia-Manifesto

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GOLPE: antologia-manifesto é o grito de artistas denunciando o momento político do Brasil, que se desenhou por alguns anos e afirmou-se com a destituição da presidenta eleita democraticamente. O livro foi organizado por Ana Rüsche, Carla Kinzo, Lilian Aquino, Lubi Prates e Stefanni Marion, com prefácio de Marcia Tiburi e texto da orelha de Dilma Rousseff. Essa é a segunda edição, ampliada, da antologia, previamente publicada apenas na internet.

GOLPE: antologia-manifesto es la denuncia de artistas brasileños contra el golpe político en su país, que se lo diseñó por algunos años y sucedió con el impeachment de la presidenta elegida democráticamente. El libro fue organizado por Ana Rüsche, Carla Kinzo, Lilian Aquino, Lubi Prates y Stefanni Marion, con sus presentaciones escritas por Marcia Tiburi y Dilma Rousseff.

ARTISTAS PARTICIPANTES | adriano de almeida | ale safra | alessa menezes | alessandra e verônica cestac | alexandre willer melo | alfredo fressia | ana elisa ribeiro | ana estaregui | ana rüsche | andré dahmer | andré vallias | andréa catrópa | andrea del fuego | anita deak | annita costa malufe | antônio lacarne | antonio souza | beatriz seigner | bruna beber | bruno zeni | caco ishak | caco pontes | caetano gotardo | caetano grippo | carla diacov | carla kinzo | carol rodrigues | charles marlon | claudinei vieira | claudio daniel | dan nakagawa | daniel minchoni | daniel perroni ratto | denise bottmann | denise sintani | diana de hollanda | diego carvalho sá | diego vinhas | dimitri br | dirceu villa | donny correia | edson cruz | edson valente | eduardo lacerda | ellen maria | elvira vigna | elza soares | eric novello | fabiana faleiros | flávio caamaña | francesca cricelli | frederico barbosa | frederico klumb | gabriela amaral almeida | gregório duvivier | greta benitez | gustavo nagib | heitor ferraz | helena ignez | isabela noronha | jeanne callegari | jéssica balbino | joão gomes | joão paulo cuenca | jr. bellé | julián fuks | juliana calderón | juliana cordaro | karine kelly pereira | laerte | lena wild | leonardo costa | leonardo mathias | letrux | lilian aquino | lineker | luana vignon | lubi prates | luiz ruffato | luiza romão | luna vitrolira | maeve jinkings | maiara gouveia | maíra mendes galvão | manoel herzog | manoel quitério | manu maltez | marcelino freire | marcelo ariel | márcia denser | marcílio godoi | márcio lugó | marco dutra | marcos gomes | marcos siscar | maria clara escobar | maria giulia pinheiro | mariano marovatto | mei oliveira | mel duarte | michele santos | nicolas behr | noemi jaffe | odyr | pádua fernandes | paula fábrio | paulo ferraz | pedro tierra | pedro tostes | philippe wollney | priscila gontijo | rafael rocha daud | regina azevedo | renan nuernberger | renan quinalha | renato larini | reynaldo damazio | ricardo escudeiro | ricardo lisias | rodrigo sommer | ronaldo bressane | roy david frankel | sheyla smanioto | shiko | sidney rocha | stefanni marion | tarso de melo | tatá aeroplano | tatiana salem levy | taylane cruz | thelma guedes | thiago mattos | tony monti | tula pilar | vanderley mendonça | verônica stigger

408 pages, Paperback

Published January 1, 2017

19 people want to read

About the author

Ana Rüsche

46 books95 followers
Olá! Muito prazer :)

Adoro ler ficção científica, fantasia, poesia, dá para deduzir por minhas estantes.

Sou escritora, meu último trabalho é "A desconexão telepática e seus abalos sísmicos" publicado na revista seriada Mafagafo #2.2 e a novela Do Amor: o dia em que Rimbaud decidiu vender armas, edição caprichadíssima pela Editora Quelônio (2018). Ainda em prosa, publiquei o romance "Acordados" (2007).

Publiquei também 4 livros de poesia - meu primogênito recebeu tradução e publicação no México, Rasgada; o segundo foi republicado recentemente pela Editora Patuá, Sarabanda, o terceiro, Nós que adoramos um documentário recebeu o apoio do Proac, Gov. do Estado de São Paulo; o quarto eu mesma publiquei e fiz uma grande festa, o Furiosa, que também recebeu uma edição novayorkina.

Meu doutorado na FFLCH-USP foi a respeito de dois livros que você talvez conheça: The Handmaid's Tale de Margaret Atwood e The left hand of darkness de Ursula Le Guin.

Obrigada pela visita!

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Profile Image for Adriana Scarpin.
1,737 reviews
August 28, 2016
a beleza de Diana de Hollanda

ela não podia ter dado mole assim. de santa não tem nada. anda quase pelada depois reclama. pediu pra ser estuprada. se joana se tainá se priscila se vanessa se daiane, se uma dessas mulheres, que integram um corpo coletivo e feminino um corpo a cada onze minutos invadido e abusado, recuperar a voz e transformá- la em denúncia, talvez venha a se deparar com o número 5069/2013. maria era espancada por vinícius mas ouviu na fila do supermercado sobre um caso semelhante ao seu ouviu que a mulher é culpada sem dúvida a mulher tem culpa provoca o marido. aline ouviu joão contar bem alto aos amigos sobre o nojo do gosto do cheiro sobre o enorme nojo de chupar sua buceta mas leu que um terço dos homens é como joão e culpa a mulher tem culpa por não estar aparadinha. por não estar apertadinha não estar molhadinha por ser ou não ser mais novinha. a mulher é culpada sem dúvida tem culpa mas isso não vem ao caso, o golpe teve pouco a ver com aquela vaca que nem bolsonaro nem frota encarariam, aquela que joão luiz qualificou como uma insone sem erotismo, o golpe teve muito pouco a ver com dilmanta ser mulher. além do mais. o adesivo de dilma com pernas abertas colado nos tanques de gasolina dos carros o adesivo que remetia à nossa primeira presidenta sendo perfurada foi ideia de uma mulher. além do mais. a capa da revista na qual dilma aparenta ser louca, mais uma diagnosticada histérica mais uma desequilibrada, foi ideia de uma mulher. além do mais. para cada feminista há um espelho feminino em forma e idade batendo panela no prédio em frente ou gritando no cortiço ao lado que aquela é mal comida aquela é mal amada e não tem a menor condição de governar um país. a voz da mulher que confeccionou o adesivo a voz da idealizadora da capa da revista a voz de um espelho feminino que papagaia “dilma mal comida dilma mal amada” é uma voz que estupra mas antes uma voz que no berço uma voz que no útero foi estuprada. desde que nascem mulheres sofrem golpes são golpeadas às vezes só sobrevivem golpeando outras mulheres que golpeiam novas mulheres que seguem se arrastando sob o peso de terem a culpa são as culpadas. toda joana toda tainá toda priscila toda vanessa toda daiane sente que o estupro antecedeu o coito, toda mulher que foi ou não a uma DEAM sente a violação da própria voz. não há beleza no ato de a pequena sereia sacrificar sua voz para estar ao lado do homem-príncipe, não há beleza na banditocracia dos homens brancos que sitiaram a câmara e os ministérios; conhecer o golpe pela rede globo é conhecer o conto de andersen pela disney. há beleza em se desgrenhar na batalha pela restituição da própria voz e as das pequenas sereias ao nosso lado, há beleza em se desgrenhar na batalha pela sororidade com mulheres cujas vozes estupram por terem sido estupradas; há beleza em se desgrenhar para combater o golpe ao começar por combater um golpe muito mais primitivo de que a-mulher-tem culpa-a-mulher-é-a-culpada.
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