Comic-Transfer resulta de um intercâmbio artístico luso-alemão, sob a égide do Goethe-Institut Portugal. Teve o seu início com o artista português Ricardo Cabral, que visitou a Alemanha durante duas semanas, em meados de Julho de 2012, passando primeiro por Hamburgo e depois por Berlim, com uma curta passagem pelo Festival de Desenho de Stralsund. Seguiu-se a visita do parceiro de intercâmbio Till Laßmann a Portugal, em Outubro de 2012. Till Laßmann começou a sua viagem no Porto, seguindo depois para Lisboa. Nas páginas deste livro estão reunidas as suas visões, que reflectem a forma como vemos os outros e como os outros nos vêem a nós, as experiências e impressões das cidades visitadas, através do dia-a-dia dos habitantes, dos locais mais apetecíveis, das mulheres nas idas às compras, das vistas panorâmicas dos telhados, das pessoas nos cafés ou simplesmente a passear ao longo do rio... Enjoy.
Ricardo Cabral (Lisboa, 1979) andou na Escola de Artes António Arroio e, em 2005, licenciou-se em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes em Lisboa, onde foi um dos fundadores do núcleo de BD-Blast. Em 2007 publica o seu primeiro álbum de BD "Evereste". Trabalha como ilustrador freelancer.
Costumo gostar deste tipo de livros, talvez porque o desenho seja uma forma ainda mais pessoal de fixar um momento, mais do que uma fotografia... A fotografia pode ser mais objectiva aos olhos de quem tira e de quem vê. Um desenho é mais subjectivo da parte de quem o desenha. Aqui, no entanto, falta qualquer coisa. Percebi bem de que iniciativa se tratava, mas acho que gostaria que os textos tivessem um fio condutor... Enfim, em todo o caso, gostei de passar os olhos por este livro. Leva 4 estrelas em vez de 3 porque vale a pena puxar a média deste livro para cima.
Que grande parceria entre o Ricardo Cabral e o Till Lassmann num convite do Goethe Institut. Um passeio em desenhos pela Alemanha e Portugal. O melhor do livro são os desenhos e os detalhes nas pequenas coisas que observamos no dia-a-dia, na rua, em viagem noutra cidade. Já conhecia o estilo do Ricardo mas adorei o estilo do Till. Duas visões diferentes mas que se conjugam bem até nas conversas, nas impressões sobre os desenhos. Para um apaixonado pelo sketch como eu, é um livro muito agradável de consulta e folhear.