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Os quase completos

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O Quase Doutor é um renomado cardiologista que passa os dias em um hospital, mas no fundo é um artista frustrado. A Quase Viúva é uma professora que está de licença do trabalho para ficar com o noivo, em coma após um grave acidente. O Quase Repórter é um jornalista decepcionado com a profissão que sofre há mais de um ano pelo suicídio da esposa. A princípio, a única coisa que essas pessoas têm em comum é a sensação de incompletude e de desilusão com a vida.

Até que, um dia, o Quase Doutor é persuadido por um velho desconhecido a embarcar com ele em um ônibus rumo a uma jornada para se reconciliar com seu passado. Logo a viagem se transforma em uma aventura extraordinária e, em meio a fenômenos como uma chuva de estrelas cadentes, ele precisa fazer escolhas que mudarão seu destino para sempre.

Enquanto isso, eventos misteriosos levam a Quase Viúva a suspeitar que alguém dentro do hospital quer matar seu noivo e uma pesquisa minuciosa do Quase Repórter revela que sua esposa pode ter sido assassinada. Quando os dois tentam descobrir a verdade sobre seus amados, tudo leva a crer que a resposta está dentro do ônibus do Quase Doutor.

Reunidos num lugar que nunca imaginaram existir, os três serão forçados a enfrentar seus maiores medos e verão que, para se tornarem completos, precisarão encarar a batalha mais difícil de todas: aquela que travamos com nós mesmos.

384 pages, Paperback

First published February 19, 2018

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Felippe Barbosa

1 book7 followers

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Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Profile Image for Rita Zerbinatti.
110 reviews55 followers
September 9, 2018
Comecei a ler "Os quase completos" meio com o pé atrás, não me sentia exatamente convencida com relação a história que estava sendo narrada. Os personagens não estavam me chamando muita atenção e posso dizer que em alguns capítulos estava sentindo o tédio começar a tomar conta de mim, mas de repente, quando menos esperava, fui pega! Fui pega com força e arrastada para dentro de uma história que quando percebi, de uma forma estranhamente familiar, algo dentro de mim havia mudado.

Nessa história acompanharemos o Quase Doutor, a Quase Viúva e o Quase Repórter, todos eles sentindo que algo lhes falta, que a vida não está exatamente boa. Deixaram-se levar por tantos sentimentos e situações e agora... bem, e agora? Nada parece estar no lugar, tudo parece uma grande loucura sem sentido. Escolhas erradas, caminhos tortos, desamores... Não dá pra negar que isso dialoga muito com as nossas realidades, né? Eu não vou dar nenhum spoiler, mas tem um plot twist pra lá de interessante que me fez levantar os olhos por alguns segundos, tentando associar o que acabara de ler. Aquele momento famoso, aquele pequeno surto: COMO NÃO TINHA PERCEBIDO ISSO ANTES??? AAAAAAAAAAAA.

Já havia decidido me entregar para a história (apesar de ter começado com o pé atrás, estava morrendo de curiosidade), mas aos poucos autor me pegou de jeito e sério, me senti obrigada, O-B-R-I-G-A-D-A, a terminar o livro naquele momento. Essa sensação de preciso-ler-tudo-isso-aqui-agora-pra-já-nesse-momento é algo raro no meu mundo, portanto, Felippe Barbosa ganhou muitos pontos no meu placar de autores que devo ler tudo, até listinha de supermercado.

De forma simples a história vai ganhando proporções enormes, misturando um pouco de fantasia e coisas inexplicáveis para a mente humana (adoro), trazendo reflexões interessantes sobre vários assuntos que se relacionam intensamente com a vida de qualquer ser humano. Destino, sonhos, amores, desamores, carreira, família... tudo isso nos diz respeito e a forma como esses assuntos acabam surgindo chama atenção porque nos faz pensar. E muito.

Me entreguei para todos esses pensamentos quando terminei o livro, fiquei analisando a minha vida. Papo bem profundo. Podemos ser completos? Por que buscamos isso? Existe alguém aí que se sente realmente... completo?

Eu sou uma Quase Completa, mas não vejo isso de forma ruim. Esse livro é também sobre escolhas e fiquei pensando nas minhas... sabe, não me arrependo de nada, mas não me foge a ideia de que poderia ter escolhido coisas diferentes. A gente quer tanta coisa o tempo todo... é impossível se sentir Completo. E creio que não temos que buscar essa completude, essa felicidade, essa ideia de que tudo tem que estar perfeito nas nossas vidas. A vida é uma montanha-russa maluca, cara. Temos que saber que até mesmo quando a queda é grande, quando nos tira o fôlego e nos deixa em pânico, podemos aproveitar algo, mesmo que seja só o frio na barriga, ou o medo... tudo isso é aprendizado, saca? Somos nós, vivendo.

Momentos bons e ruins fazem parte de todos os nossos caminhos.

Pensar em tudo isso foi incrível, esse livrinho me mostrou (com força) que temos que ir atrás daquilo que desejamos, me lembrou que não existe tempo ou idade certa para conquistarmos sonhos, me disse que qualquer caminho serve para nos ensinar algo, basta olharmos e estarmos dispostos a aprender. E principalmente, me fez perceber que tudo bem não ser completo, isso só quer dizer que ainda cabe muita coisa em mim.
Profile Image for Galáxia de Ideias.
35 reviews6 followers
March 16, 2018
*** Postado originalmente no blog Galáxia de Ideias ***


Iniciei a leitura de Os quase completos graças à sinopse, que me chamou atenção logo de cara, além de que adoro conhecer novos autores brasileiros. Porém, preciso dizer que esse livro superou e não foi pouco, todas as minhas expectativas. Terminei a leitura há pouco mais de uma semana e ainda estou meio apaixonada, tentando encontrar palavras que expliquem o quão positivamente ela me surpreendeu.

O que mais me chamou atenção foi a forma como o autor conseguiu englobar vários gêneros em um único enredo e transitar entre um e outro assim, num estalar de dedos, sem deixar que o leitor se perca e ainda mais, mantendo-o envolvido a cada minuto. Tem cenas românticas que fazem a gente suspirar de fofura; momentos entre amigos e família que deixam o nosso coração quentinho; tem fantasia; mistério; possíveis assassinatos; magia. Com uma escrita leve e fluída, uma mistura louca de acontecimentos e em uma história totalmente viajada (em um sentido maravilhoso), ele fala da importância de corrermos atrás dos nossos sonhos e sermos nós mesmos, de um jeito subjetivo e lindo. Sem dúvidas, esse foi um dos melhores livros que já li no quesito criatividade, e se tornou um dos meus favoritos da literatura brasileira.

Quanto aos personagens, cativante nem começa a definir o que cada um deles representa. O quase repórter com sua persistência e uma certa marra, a quase viúva com seu coração enorme apesar de soar um pouco arrogante às vezes, o quase doutor com seu jeito todo fofo e sonhador. Todos tão vulneráveis quanto fortes. Acompanhar a trajetória de cada um foi tão envolvente que eu nem vi o tempo passar e me senti mais próxima deles, a cada página lida. E, claro, os personagens secundários também são tão bem construídos quanto os protagonistas. Gostei muito de Mira, por exemplo, uma garota doce e absurdamente lunática, como o próprio quase doutor define.

Os quase completos é uma história tão surreal quanto realista sobre sonhos, escolhas, amores. Um enredo recheado de reflexões a respeito de como às vezes abrimos mão dos nossos próprios desejos e nem nos damos conta disso. Eu não recomendo esse livro para um público específico, porque acho que todo mundo precisa ler algo que, de um jeito descontraído e encantador, nos leva a um autoquestionamento sobre nossa própria vida e os caminhos que estamos tomando, ao mesmo tempo que nos faz morrer de amor.
13 reviews
August 11, 2022
A trama fictícia retrata a vida de três personagens- Otávio, Victor e Verônica- com seus problemas destintos retratados em capítulos, também destintos, tendo um foco geral em um universo paralelo onde, teoricamente, é um Reino onde tudo ocorreu como deveria ocorrer de acordo com o que o interior pessoal de cada ser deseja, o trecho "Por mais que muitas vezes vivamos nossas vidas completamente perdidos e sem direção, a verdade é que cada um possui em sua consciência uma ideia exata daquilo que o faria feliz. Uma espécie de... modelo ideal de vida. Uma existência na qual se sentiria satisfeito por completo." portado no livro idealiza uma ideia de utopia planejada no intelecto de cada ser.
O texto retrata muito do autoconhecimento e de como a sociedade ao nosso redor influência-de forma explícita ou não- as nossas escolhas durante todo o decorrer da nossa vida.
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