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Um Estranho Numa Terra Estranha #1

Um Estranho Numa Terra Estranha - Vol. 1

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Há vinte e cinco anos, a primeira missão a Marte terminou em tragédia e todos os tripulantes morreram. Mas, na verdade, houve um sobrevivente. Nascido na fatídica nave espacial e salvo pelos Marcianos que o criaram e lhe ofereceram uma nova vida, Valentine Michael Smith nunca viu um ser humano até ao dia em que é descoberto por uma segunda expedição a Marte.

Ao regressar à Terra, vê-se pela primeira vez entre o seu povo. Começa então um percurso de aprendizagem dos códigos sociais e preconceitos da natureza humana, totalmente alienígenas para a sua mente. Nesse processo de descoberta e integração, Valentine irá partilhar com a Humanidade os rituais sagrados que aprendeu em Marte e retribuir com as suas próprias crenças sobre o amor e o sentido da vida. Mas conseguirá alguma vez deixar de se sentir um estranho numa terra estranha?

352 pages, Paperback

First published June 1, 1961

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About the author

Robert A. Heinlein

1,053 books10.5k followers
Robert Anson Heinlein was an American science fiction author, aeronautical engineer, and naval officer. Sometimes called the "dean of science fiction writers", he was among the first to emphasize scientific accuracy in his fiction, and was thus a pioneer of the subgenre of hard science fiction. His published works, both fiction and non-fiction, express admiration for competence and emphasize the value of critical thinking. His plots often posed provocative situations which challenged conventional social mores. His work continues to have an influence on the science-fiction genre, and on modern culture more generally.
Heinlein became one of the first American science-fiction writers to break into mainstream magazines such as The Saturday Evening Post in the late 1940s. He was one of the best-selling science-fiction novelists for many decades, and he, Isaac Asimov, and Arthur C. Clarke are often considered the "Big Three" of English-language science fiction authors. Notable Heinlein works include Stranger in a Strange Land, Starship Troopers (which helped mold the space marine and mecha archetypes) and The Moon Is a Harsh Mistress. His work sometimes had controversial aspects, such as plural marriage in The Moon Is a Harsh Mistress, militarism in Starship Troopers and technologically competent women characters who were formidable, yet often stereotypically feminine—such as Friday.
Heinlein used his science fiction as a way to explore provocative social and political ideas and to speculate how progress in science and engineering might shape the future of politics, race, religion, and sex. Within the framework of his science-fiction stories, Heinlein repeatedly addressed certain social themes: the importance of individual liberty and self-reliance, the nature of sexual relationships, the obligation individuals owe to their societies, the influence of organized religion on culture and government, and the tendency of society to repress nonconformist thought. He also speculated on the influence of space travel on human cultural practices.
Heinlein was named the first Science Fiction Writers Grand Master in 1974. Four of his novels won Hugo Awards. In addition, fifty years after publication, seven of his works were awarded "Retro Hugos"—awards given retrospectively for works that were published before the Hugo Awards came into existence. In his fiction, Heinlein coined terms that have become part of the English language, including grok, waldo and speculative fiction, as well as popularizing existing terms like "TANSTAAFL", "pay it forward", and "space marine". He also anticipated mechanical computer-aided design with "Drafting Dan" and described a modern version of a waterbed in his novel Beyond This Horizon.
Also wrote under Pen names: Anson McDonald, Lyle Monroe, Caleb Saunders, John Riverside and Simon York.

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Displaying 1 - 14 of 14 reviews
Profile Image for Sofia.
1,036 reviews129 followers
January 10, 2019
Classificado com Sci-Fi, penso que é mais um livro sobre conspiração das "altas esferas" do que Sci-Fi propriamente dita.
Comecei a leitura bastante empolgada, mas a partir de um terço do livro as introspecções começaram a pesar-me a alma e a aborrecer-me.
Não grokei. Desculpem.

"- Jubal... eu não sei o que fazer!
- Deixa-te disso - disse ele, com impertinência. - Não berres por causa do Ben...na minha presença não. O pior que lhe pode ter acontecido é a morte...e isso é coisa que nos vai acontecer a todos; se não for esta manhã, será dentro de dias, semanas ou no máximo anos. Fala com o teu protegido Mike sobre isso. Ele encara a «desincorporação» com menos receio do que uma repreensão...e talvez tenha razão. Se eu dissesse ao Mike que tu ias assá-lo e servi-lo esta noite para o jantar, ele agradecer-me-ia pela honra, com a voz embargada de gratidão.
- Eu sei que sim - concordou Jill num sussurro - mas eu não tenho a atitude filosófica com essas coisas que ele tem."
96 reviews3 followers
October 10, 2022
Cheguei tarde mas apesar disso com a vantagem de ler a versão original. A primeira versão editada tinha sido amputada em cerca de 70 mil palavras por imposição dos editores. Só em 1991 a viúva do autor conseguiu reunir o texto original e publicá-lo.
A exemplo de muitos clássicos da Ficção Cientifica é um livro premonitório, e que versa sobre muitas das grandes questões da humanidade. Diálogos magníficos sobre a natureza do Homem, protagonizados pela personagem "Jubal" a propósito das simples emoções e acções do quotidiano.


Segue-se o 2º volume

Profile Image for Nuno Ferreira.
Author 19 books85 followers
September 10, 2018
É uma honra ler um livro tão aclamado e elogiado na sua versão original, que a viúva de Heinlein conseguiu publicar apenas em 1991. Um Estranho Numa Terra Estranha nasceu na era de ouro da fantasia e da ficção científica, o início dos anos 60, em que estes sub-géneros ganharam uma visibilidade e um impacto até então nunca vistos. Bastante polémico e pouco consensual, Robert A. Heinlein escreveu uma obra que nos parece actual desde o momento em que lhe pegamos.

É um livro moderno, avançado para o seu tempo, que traz a lume uma série de questões pertinentes sobre o nosso quotidiano, sobre a forma como vivemos e como nos portamos diante das circunstâncias, diante dos preconceitos e das nossas crenças. Extremamente reflexivo e profundo de uma ponta à outra, é também um livro repleto de personagens interessantes e cheias de conteúdo. Mas apesar de ser uma obra de mérito, tenho de confessar que não é livro para mim.

A primeira expedição humana a Marte acabou numa tragédia. Não houve sobreviventes a bordo da Envoy. Vinte e cinco anos depois, uma segunda expedição descobre algo incrível. Houve um sobrevivente, nascido da relação entre dois membros da expedição. Valentine Michael Smith foi resgatado e criado por marcianos, pelo que nunca antes vira um terrestre. Ao regressar à Terra, conhece pela primeira vez o seu povo e os seus hábitos.

Pouco a pouco, Michael trilha um percurso de aprendizagem sobre a natureza humana, os seus costumes e idiossincrasias, ao mesmo tempo que mostra também a sua cultura e as características únicas dos marcianos aos demais. Ele tem uma grande importância para o governo e para as grandes organizações terrestres, uma vez que pode servir como elo de comunicação entre humanos e marcianos durante a colonização. Para além disso, é herdeiro dos seus falecidos pais e dos outros membros da primeira expedição falecidos, o que faz dele muito rico.

Aproveitando-se do seu desconhecimento e ingenuidade, muitos tentarão aproveitar-se dele para ganhar poder, influência e dinheiro. Completamente alheio às intenções dos que o circundam, Valentine Michael Smith terá ainda de se adaptar às características estranhas dos terrestres. Em Marte, não existem mulheres, sendo a atividade sexual um ato puramente mecânico com vista à reprodução, realizado entre os marcianos adultos e as ninfas, um estado primário de existência.

A morte é outra das assunções que os marcianos encaram de forma diversa. Eles escolhem quando morrer, para assim se desintegrarem, optando também por fazerem os seus familiares e amigos comerem o cadáver como forma de celebrar a vida. De forma gradual, Michael obriga aqueles que o tentam proteger a compreender a sua forma de vida e, ao invés de se adaptar, obriga o mundo que o rodeia a adaptar-se àquilo que ele é e ao mundo de onde veio.

Personagens riquíssimas ataviam a obra, como Gillian Boardman (Jill), a enfermeira do hospital que acolhe Michael e por quem nutre desde logo uma afeição especial, Ben Caxton, eterno pretendente de Jill e jornalista de investigação que empreende uma verdadeira jornada para o proteger, Jubal Harshaw, um escritor popular que se torna uma espécie de mentor e líder espiritual de Michael na Terra e os empregados deste, Anne, Miriam, Dorcas, Larry e Duke, que de uma forma ou de outra ficam conectados emocionalmente a Michael.

Destaque ainda para Pat, uma artista circense coberta de tatuagens que fica intimamente ligada ao protagonista, o muçulmano Dr. Mahmoud, que se converte à teologia marciana, ou Gil Berquist, assistente do pouco ortodoxo secretário Douglas, líder da Federação dos Estados Livres. Várias expressões tornam-se importantes na narrativa para compreender o modo de estar do protagonista. Uma delas é o verbo grocar, que significa entender na plenitude algum assunto ou experiência, a outra é irmão de água, que corresponde ao estado de filiação de Michael para os restantes personagens que se tornam seus amigos após a partilha de um copo de água.

Um Estranho Numa Terra Estranha é um importante livro que nos convida a refletir sobre cultura, religião, filosofia e acima de tudo sobre as nossas próprias certezas. A primeira metade foi mais leve, focada na adaptação de Mike ao planeta Terra e uma quase corrida contra o tempo para o proteger dos interesses corporativos, mas apesar de me agradar mais em termos narrativos, pareceu meio vazia em conteúdo para aquilo que esperava desta obra.

Na segunda metade percebi o real interesse do livro. Bastante mais imersiva e profunda, ela é igualmente parca em ação mas debate temas fortes e polémicos. É acima de tudo neste segundo volume que vemos discutidos temas religiosos e, sinceramente, foi o que menos gostei no livro. Apesar de estar bem escrito e organizado, ele quase tenta forçar-nos a acreditar numa nova religião, ao mesmo tempo que transforma o protagonista num Messias.

Valentine Michael Smith é um Tarzan na primeira metade e um Jesus Cristo na segunda. E é terrivelmente insosso nas duas. O livro é relevante, intenso e de leitura fácil, mas não consegui comprar ideias, gostar dos credos marcianos nem gostar da história em si. De qualquer forma, não deixa de ser um livro bem escrito e extremamente importante para a ficção científica. Uma obra de qualidade dos anos 60, que como não agradou a mim, não agradará a todos.

http://noticiasdezallar.wordpress.com
Profile Image for Magda Pais.
Author 4 books81 followers
February 15, 2018
Lá pelos meus 14, 15 anos, eu e o meu irmão trocávamos livros para ler. Ambos éramos (e somos!) apaixonados por ficção cientifica, por livros de fantasia e por livros de aventuras (entre outros géneros, o que me faz pensar que, na realidade, somos apaixonados por livros e pronto. Mas isso acho que, pelo menos no que me diz respeito, já todos sabem).

Bem, dizia eu que trocávamos livros. E foi numa dessas trocas que conheci Robert A Heinlein, um dos melhores autores de ficção cientifica que alguma vez li. Não só por este Um Estranho Numa Terra Estranha, mas também por Friday, Não Temerei Nenhum Mal, Um Dia Depois de Amanhã, O Planeta Vermelho ou A Rapariga de Marte.

Foi, portanto, com muita excitação que acolhi a noticia que a Saída de Emergência ia reeditar o melhor de todos os livros, Um Estranho Numa Terra Estranha, em dois volumes uma vez que a viúva do autor encontrou a versão original, maior e mais completa que a edição que foi publicada originalmente (e se quiserem editar todos os outros, eu e os outros fãs agradecemos do fundo do coração).
Robert A Heinlein é um contador de histórias por excelência. Até podemos questionar as suas ideias, se serão viáveis ou não, ou se serão politicamente correctas. Mas até o facto de o podermos fazer mostra o quanto somos envolvidos nos seus livros. Por exemplo, não me parece que o pressuposto deste livro - um humano criado como marciano, capaz de realizar, com o seu organismo, o mesmo que um marciano realiza - possa ser real. Claro que Valentine nasceu em Marte e foi lá que foi criado até à idade adulta, mas isso não inviabiliza que o seu ADN é humano e não marciano. Não groco que seja suficiente ser criado em Marte para ser marciano. O facto de pensar nisto enquanto leio o livro não o torna menos interessante, pelo contrário. Leva-me a ler ainda com mais atenção, tentando encontrar falhas na história. Só que falho redondamente porque toda a história está criada com mestria, levando-me a acreditar que tal é possível (e isso torna-o perfeito).

Porque é isso que Um Estranho Numa Terra Estranha é. Um perfeito livro de ficção cientifica, uma história perfeita, contada na perfeição.

Tão perfeito que, desde que iniciei a minha vida profissional, uso, como lema, o mesmo das Justas Testemunhas:

Jubal gritou:

- Aquela casa nova no topo do monte lá ao fundo... consegues ver de que cor a pintaram?

Anne olhou na direção para onde Jubal apontava e respondeu:

- Deste lado é branca.

Jubal continuou a falar com Jill em tom normal.

- Vês? A Anne está tão completamente doutrinada, que nem sequer lhe ocorre inferir que é provável que o outro lado também seja branco. Nada neste mundo conseguiria forcá-la a comprometer-se quanto à cor do outro lado... a menos que desse pessoalmente a volta até ao ouro lado e o visse... e mesmo assim não partiria do principio de que permaneceria da mesma cor depois de se ir embora... porque podiam pintá-lo assim que virasse as contas.

- A Anne é uma Justa Testemunha?

- Graduada, com licença ilimitada e admitida a testemunhar perante o Tribunal Superior...

Acreditem, Um Estranho Numa Terra Estranha este é aquele livro que, quem gosta de ficção cientifica deve ler. Não só porque é dos melhores livros escritos por Robert A Heinlein, mas também porque é um dos melhores livros do género.
Profile Image for Daniel Costa.
2 reviews
June 23, 2023
Fav sentence: "E "grocar" significa todos esses conceitos, dependendo de como a palavra é usada. Significa "medo", significa "amor", significa "ódio"... o ódio verdadeiro, pois, (...) não se pode odiar nada a menos que se groque por completo, se compreenda essa coisa tão completamente que nos fundimos com ela e ela se funde connosco..."
44 reviews
March 4, 2025
It is the story of an Earthling, Valentine Michael Smith, also called Mike or the "Man from Mars," who was born and raised on Mars by Martians. He is found and brought to Earth at the age of 20, possessing fantastic powers acquired during his time on the Red Planet.
The narrative begins excitingly with his escape from the hospital where Mike was "detained," the kidnapping of a journalist, the refuge at a farm, and Mike's intervention with his fantastic powers to prevent the invasion of the farm. However, midway through Volume I, the narrative starts to lose strength and focus.
In Volume II, it no longer seemed like I was reading the same story; "Man from Mars" becomes a juvenile delinquent leading a strange religious sect with sexual purposes.
I don't believe the book fits into the science fiction genre.
Despite all the good ratings and reviews the work has received, it frustrated my expectations.
I didn't "grok"!
Profile Image for Miguel Martinho.
34 reviews5 followers
June 15, 2025
4 Estrelas

Gostei do Livro e de várias Personagens da historia.
Não gostei do sexismo no discurso tanto de personagens masculinas como femininas.

Nesta primeira parte sinto que se tratam mais questões de politica e resolução legal em relação ao humano-marciano.
Nesta fase ele ainda está a aprender varias questões humanas e existem varias esferas de poder que tem interesse nele.
felizmente é ajudado por varias personagens e vamos aos poucos percebendo partes da cultura marciana.
Gostei do tom sério do livro, ainda só tinha lido um livro do Heinlein e como era um livro da serie "juvenile" [cidadão da galáxia] sentia por vezes que era um "ilha do tessouro" do Stevenson mas no espaço; não é o caso deste onde os temas são bastante mais de filosofia e politica, acho que este livro deve ter tido uma influencia grande na escrita de sci-fi precisamente por tentar ser sério e não mais uma space opera com herois que salvam donselas.
Irei ler a segunda parte mas mais tarde.
26 reviews8 followers
July 9, 2020
An excellent read for a Scifi fan. An enjoyable story for everyone else. The author makes you cringe every once in a while with some of his social thoughts, but it is a fiction book, not a political manifesto.
I recommend reading it.
Profile Image for Sofia | a_Miacis.
38 reviews16 followers
July 13, 2018
É uma avaliação sobestimada. O livro tem excelentes diálogos, eu é que tinha outra ideia da acção.
Profile Image for Marcello Bressan.
7 reviews2 followers
June 18, 2019
Heinelein tem uma construção interessante e é habilidoso em manter o interesse no livro... Mas a misoginia neste texto torna um clássico que não resistiu à prova do tempo...
Profile Image for Albuquerque.
14 reviews1 follower
September 9, 2022
I just loved it. Can't wait to pick up the second volume. An absolute joy of a read.
Profile Image for Maria dos Passos.
1 review
January 10, 2019
História muito interessante. Confronta-nos com a condição humana. No entanto, tradução terrível, palavras mal escolhidas. Algo que influenciava grandemente a narrativa.
Displaying 1 - 14 of 14 reviews

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