Mais de 40 anos depois da Revolução que nos devolveu a liberdade, o País acordou com uma polémica que partia da premissa «E se suspendessemos a democracia?». Se nos parece, agora, um episódio político que se dissolveu na espuma dos dias, a verdade é que pode bem resumir a nossa crescente falta de confiança na qualidade da democracia em Portugal. Afinal, o que esperam os portugueses da democracia? Que ideia têm dela? Que causas contribuiram para a baixa de popularidade do regime? Como lidar com as consequências e traçar um novo rumo para o regime democrático em Portugal? Conheça as respostas a estas e a outras perguntas no ensaio-barómetro da Qualidade da Democracia em Portugal.
Um bom ensaio sobre a democracia em Portugal, começando com a definição do que é a democracia e a comparação com os sistemas democratas do tempo de Atenas. A autora deste ensaio faz uma análise das várias instituições que fazem parte do sistema democrático português com apoio em estudos estatísticos que permitem ver a evolução da confiança da democracia num espaço de tempo e também em comparação com outros países europeus. Além da análise é também apontado os aspectos que deveriam sofrer alterações de forma a elevar a qualidade da democracia em Portugal, evitar o surgimento de populismos e aumentar a confiança do povo nas instituições e nos actores políticos.
Um ensaio bem composto, analisando e explicando de forma compreensível os fatores que compõem uma democracia de qualidade. Tem uma perspetiva que ajuda a perceber a realidade portuguesa e deixa sugestões para tornar a democracia portuguesa mais forte e mais resiliente. Agradável leitura, com uma escrita apelativa.
Boa introdução e conceptualização, só perde pela limitação dos assuntos abordados e pelo viés ideológico que se torna visível quando aborda os eventos de 2013-2015.