Há mais de oitocentos anos esta história tem servido de guia a praticantes e mestres do zen-budismo, e Monja Coen Rôshi procurou traduzi-la de forma compreensível ao público brasileiro contemporâneo. Seus ensinamentos são as marcas deixadas pelos mestres ancestrais para que possamos iniciar nossa jornada espiritual. Nesse processo, a primeira impressão que temos é a de que o touro representa nossa bestialidade e que precisa ser domado. Na verdade, nossa ignorância é representada por nós mesmos, pela imagem humana. Esse ser que inicia a busca por algo desconhecido, e encontra as pegadas e as pistas indicadas pelo Mestre Kakuan Zenji, cujos desenhos originais estão representados no livro. O monge e o touro certamente tocará também praticantes de outras tradições espirituais, pois os inspiradores comentários da Monja Coen mostram que o caminho está aberto a todos que desejarem percorrê-lo.
Foi jornalista profissional em sua juventude, tendo sido repórter do Jornal da Tarde, vespertino da empresa S.A. O Estado de S.Paulo – uma das maiores empresas jornalísticas do Brasil.
Na década de 1970 foi morar em Los Angeles, na California, trabalhando como funcionaria local do Banco do Brasil S.A.
Nessa época iniciou práticas regulares de zazen no Zen Center of Los Angeles.
Tornou-se residente da comunidade de Los Angeles e fez os votos monásticos em 14 de janeiro de 1983.
No mesmo ano, em Outubro, entrou para o Mosteiro Feminino de Nagoya, Aichi Senmon Nisodo e Toku Betsu Nisodo, onde residiu por oito anos, tendo se graduado como monja especial (Tokuso), habilitada a ser professora do Darma Budista de monges, monjas, leigos e leigas.
Um livro com a aparência de livro infantil, mas que traz, em suas poucas páginas, grandes reflexões para o encontro de si e da harmonia com o todo. Para ler várias vezes.