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Crazy Equóides

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A nave Mack the Knife aterrou no quinto planeta do sistema Tau Ceti. A companhia Aquisição&Assimilação esfrega as mãos, só de pensar nos cem anos de exclusividade que irá ter para explorar os recursos deste novo mundo que em tempos foi berço da civilização hedonista Arqvast.

Barney, Mr. Heinz e uma IA corporizada no aspecto de Bobby Darin são o corpo expedicionário escolhido para penetrar nos mistérios deste mundo onde o amor não vence.

O amor mata.

120 pages, Paperback

Published January 1, 2018

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About the author

João Barreiros

61 books35 followers
João Barreiros, licenciado em filosofia e professor do ensino Secundário, nasceu a 31 de Julho de 1952, numa humilde cidade que em breve iria cair na Sombra dos grandes Antigos.

Quando se refez do choque, devorou milhares de títulos em todas as línguas a que conseguiu deitar mão, participou na feitura do Grande Ciclo do Filme de FC de 1984 patrocinado pela Cinemateca Portuguesa e Fundação Gulbenkian, escreveu dois vastos artigos para a Enciclopédia (hoje esgotada e objecto de culto para quem a conseguiu comprar).

Dirigiu duas efémeras colecções para as Editoras Gradiva (Col. Contacto) e Clássica (Col. Limites) que o público português resolveu esquecer (pior para ele), publicou um vasto romance de quase 600 páginas com a discreta ajuda de Luis Filipe Silva (de seu nome "Terrarium"), precedido por uma colectânea de contos que chegou a perturbar algumas almas mais sensíveis (O Caçador de Brinquedos e Outras Histórias).

Anos mais tarde dedicou-se à história alternativa (A Verdadeira Invasão dos Marcianos) que mereceu edição espanhola e simpáticas criticas no jornal El País.

Em 2006, a editora Livros de Areia dedicou-lhe um chapbook com a publicação de uma das suas novelas “malditas”: "Disney no Céu Entre os Dumbos".

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Profile Image for Lucas Sierra.
Author 3 books605 followers
July 10, 2020
El deseo del Todopoderoso es la destrucción del mundo (Reseña, 2020)

Desde el trono, en la sala del palacio, contempla la podredumbre. El olor es una presencia insoportable. La muerte hiede, y ya nadie —todo su séquito se ha desbandado— está allí para regar perfumes sobre la corrupción cada vez más álgida, sobre la patina de mugre y sangre y polvo que con dedicación parricida va llenándolo todo. En la soledad, eterna y densa, del final, el dictador reina sobre un imperio de muertos.

La historia habla de Razak, el emperador loco. La historia habla de centauros, de criaturas como centauros, y su festival de apareamiento. La historia habla de naves espaciales, de colonizaciones intergalácticas, de planetas por descubrir y recursos por explotar. La historia habla de la monomanía de los gobernantes, de sus caprichos, de la consecuencia de decir que no. Sí, claro que sí, pero también eso otro, eso que en Latinoamérica hemos narrado ya otras veces y que aquí encuentra, bajo la imaginación bestial de João Barreiros, la posibilidad de renovarse en otro género para que también los lectores de ciencia ficción se aproximen a El otoño del patriarca.

Porque donde un portugués revisita su herencia de colonias, de expansión, de naos atravesando el vacío en busca de alianzas o sumisiones; yo, que traigo en las venas el miedo heredado de decirle no al tirano incorrecto, veo una nueva visita a las novelas de dictadura. A la idea, bestial y aquí convertida en el entretenido, sangriento, y corporal relato de qué ocurre cuando el poder ilimitado reposa en manos de alguien que no lo obtuvo por la razón sencilla de ser el más fuerte, de tener las mejores armas. Qué pasa cuando el capricho del poderoso doblega entero a un mundo. Qué pasa cuando un nuevo poder, instalado a fuego, ocupa el trono huérfano y funde, en su desear clon de ese otro deseo que le convocó, el universo entero.

La escena final de Crazy Equóides es el fin del universo conocido. Sabemos que todas las razas de todos los planetas sentirán la pulsión irresistible de viajar para aparearse en un planeta lejano con un desconocido. Que su amor hacia él habitará cada célula consciente y que, por tanto, pelearán, se matarán por ser merecedores exclusivos del amor del emperador. En el fondo de la fábula está el deseo de ser amado por el poder, y de amar al poderoso. Ese fetiche destrozador de concebir en la fuerza, en la ostentación de la fuerza, como un potenciador erótico. En la superficie del relato está esto trasladado a la extrañeza de un planeta invadido, de un proceso de colonización frustrado, de la violencia sexual como mecanismo de doblegación. Tanto en fondo como en superficie está la tensión de una historia de terror: de un cuento donde el horror es irreparable.

Me gusta esta literatura arriesgada capaz de enlazar en su tema tanto el ecocidio como la crítica decolonial como la lectura psicoanalítica. Me gusta esta literatura arriesgada capaz de hacer todo lo anterior manteniendo el hilo narrativo de una aventura espacial, de un enfrentamiento entre inteligencias artificiales que se aniquilan mutuamente a punta de bombazos atómicos. Me gusta esta literatura arriesgada cuya teología implica la paradoja de la omnipotencia en manos de un dios que necesita adoración. Sólo la indiferencia de lo divino nos garantiza existir: si necesitara de nosotros, de nuestro amor o nuestra entrega, emprenderíamos aún más rápido el camino a la extinción masiva. Cada ser palpitante, cada corazón consciente, se inmolaría en el proceso de concebirse recipiente del amor del todopoderoso.

En dos noches di cuenta de la lectura de esta novela de Barreiros. Dos noches que estarán conmigo muchas otras noches, con ruido de cascos por mi imaginación y una esperanza antigua. Que no se active el mecanismo de adoración. Que no me obligue una honda a plantarme, desnudo y lúbrico, frente al Gran Patriarca (o que aprenda, sabrán los Sensitivos cómo, a negarme).
Profile Image for Artur Coelho.
2,603 reviews74 followers
March 16, 2018
Conhecedores da obra de João Barreiros sabem à partida o que esperar dos seus textos. Nunca desilude, e dá aos seus leitores aquilo que estes esperam dele. Barreiros tem uma fórmula de escrita apurada, com temáticas afinadas e personagens-tipo invariavelmente metidas em situações de comédia negra. Notem que é uma fórmula, inerente a qualquer processo criativo, não quero com isto dizer que Barreiros seja formulaico. Há uma diferença qualitativa assinalável entre encontrar e estruturar uma voz artística e repetir elementos seguros até à exaustão.

A irreverência de Barreiros sempre me pareceu, por um lado, como extensão lógica da sua personalidade de enfant terrible. Aquela que se delicia em público, com aquele tom de voz e brilho nos olhos que lhe conhecemos, a chocar ou desconcertar interlocutores. Isso não chega para ser um escritor interessante. Nos seus livros e contos, esta irreverência sente-se como reflexo de um trauma profundo. Sosseguem, não daquelas dores de umbigo psico-melodramáticas do mainstream.

Barreiros é um confesso admirador da FC clássica, dos foguetões de metal reluzente a espraiar o fardo do homem branco pelas galáxias, das visões utópicas dos futuros esquecidos dos anos 50 e 60. A sua ficção tem o seu quê de reação ao choque destas visões inocentes com o futurismo galopante de desigualdades e as incoerências e pulsões pouco utópicas do espírito humano, que só os mais cândidos ainda acreditam ser fundamentalmente bom. Misturem isto com sarcasmo e capacidade inventiva, e têm a receita para o tipo de FC que pratica: negra na sua abordagem, instrumentalizando a visão da tecnologia para invocar paisagens de decrepitude induzida ou utopias colapsadas.

Este Crazy Equóides não escapa à fórmula, e ainda bem, que Barreiros tem-a bem afinada. Esta novela vai num sentido um pouco diferente. Foca-se na sexualidade, e vinda de quem vem, não esperem romantismos ardentes. Antes, temos uma civilização alienígena levemente centáurica com hábitos reprodutores peculiares, levados a um apocalipse provocado pelo desejo sexual induzido por um cuidadoso primeiro contacto com humanos. Um frenesim especialmente destrutivo. Temos Inteligências Artificiais gananciosas e amorais, humanos reduzidos à condição de serventes de IAs, e duelos mortíferos com mísseis termobáricos. Reparem que o conto foi escrito como âncora para uma antologia de FC erótica, que nunca chegou a ser publicada. Apocalipse ao estilo de João Barreiros é sempre qualquer coisa de extraordinário no seu âmbito.
Profile Image for Carolina.
401 reviews9 followers
December 7, 2021
Este livro estava tão publicitado, e tanto o foi ao longo do tempo, que quando me surgiu a promoção do Festival Contacto fui lá e comprei-o.

Só muito tempo depois de ter chegado e de ter olhado para ele é que reparei que a capa.... Que a capa está cheia de pilas. E só depois de o ler percebi que... O livro. O livro está cheio delas também. E eu não estava à espera disso.

A história é sem dúvida original, com conceitos que parecem ter surgido muito anteriormente e uma caracterização do universo muito boa. As relações entre as personagens, humanas e menos humanas (mas ainda assim um pouco? Como explicar?) são muito curiosas e parece haver muito mais neste universo do que o autor nos deu a conhecer neste volume. O próprio planeta equóide em que se passa esta história está descrito de uma maneira quase bela, não fosse o horror sexual que ali se terá passado.

No entanto, a escrita tem elementos que me confundem um pouco, nomeadamente a utilização excessiva de palavras que ninguém utiliza hoje, quanto mais no futuro. Nomeadamente "cavalicoques". Ou "um fiozitio de baba". Estas repetições cortaram-me o ritmo e tornavam a leitura mais complexa do que devia ser.

Agora não desejo ter este livro, porque não quero ter um livro com pilas. Quem quer?
Profile Image for Cristina.
692 reviews48 followers
March 14, 2018
https://osrascunhos.com/2018/03/12/cr...

O novo livro de João Barreiros foi lançado pela Imaginauta – trata-se de um pequeno romance que teria sido publicado na Antologia Erótica de literatura fantástica se esta tivesse prosseguido, e que assim viu a luz das páginas em modo solitáro mas muito auto-suficiente. Para quem conhece a ficção de João Barreiros não é de estranhar a classificação como ficção científica carregada de máximo prejuízo. (no blogue existe vídeo com o autor a ler um excerto da obra)

A história começa com uma civilização recentemente extinta, uma civilização tão focada na sexualidade que, à semelhança da experiência dos ratinhos, cujos cérebros foram adulterados com um receptor que lhes daria choques eléctricos resultando em poderosos orgasmos, escolhem o pedal do choque eléctrico ao invés da comida, até morrerem à fome.

Antes da recente extinção em massa tratava-se de uma civilização relativamente avançada, uma forma de equídeos carnívoros, bem equipados sexualmente, que vê chegar uma expedição de humanas com aparelhos que lhes conferem aprazíveis aspectos físicos para os alienígenas que contactam. Sabe-se que chegaram quase em cima de um festival e que aterraram em local pouco apropriado.

Mas onde estão os membros da expedição anterior? O que lhes aconteceu? E o que terá originado tamanha explosão de sexualidade, pouco prática em termos evolutivos, quer para a espécie de equídeos, quer para as restantes espécies do mesmo planeta?

A nova expedição que investiga o planeta (e espera poder explorá-lo livremente, na ausência de uma civilização alienígena) não acredita na mesma aproximação pacífica da expedição anterior, colocando o grosso da missão num homem alterado, uma máquina de guerra em potencial que, por esse motivo, tem uma predisposição para a violência maior do que seria normal.

De tom irónico, capaz de exterminar, livre de pudores, as personagens, João Barreiros apresenta em Crazy Equóides um livro pouco contido em linguagem ou acções, que resulta de forma sublime sem cair no sórdido ou no banal apesar de se centrar na sexualidade de uma espécie alienígena. Se pegarmos no tema, e na premissa, trata-se de uma tarefa difícil mas, como se referiu na apresentação do livro, se se sentirem sexualmente entusiasmados com a história, procurem um psicólogo!

Em Crazy Equóides João Barreiros caminha o difícil limite da premissa que desenvolve sem resvalar para caminhos demasiado obscuros, apresentando uma das suas habituais histórias duras, carregadas de máximo prejuízo, e mantendo a coerência narrativa, sem faltarem pequenas reviravoltas para nos manterem interessados! Sem dúvida um livro a ler por quem gosta de ficção científica mas que pode ferir algumas (ou muitas) susceptibilidades.
Profile Image for Alexandra Rolo.
Author 18 books45 followers
January 18, 2019
Ler Barreiros é saber que me vou rir, que vou encontrar uma escrita que me é familiar e um texto com o ritmo que me embala a leitura… e foi a escolha perfeita para me tirar do Reading slump em que me encontrava.

Crazy equóides é uma leitura rápida que acompanha duas ou três viagens de autocarro entre casa e o trabalho e também não era necessário que fosse maior.

Temos então uma civilização alien num futuro claramente longínquo do nosso e uma história de cariz sexual claramente demarcado desde o início (basta olhar para a capa). Se esperam romance então o autor não é este mas para quem quiser algo mais hardcore que Fifty Shades of Grey este é o livro ideal.

Relativamente às personagens não achei que se visse uma grande evolução, exceptuando uma que já era previsível que se fosse passar completamente…

in: https://folhaembranco.blogs.sapo.pt/c...
Profile Image for Juan Sebastian Santacruz.
Author 2 books7 followers
August 28, 2022
Sensacional. Este es mi primer acercamiento a la ciencia ficción portuguesa. Así como Moonspell sirvió para ubicar a los lusos en mi mapa de Metal, João Barreiros lo ha hecho en mi mapa de la SciFi.
Interesantísima obra que habla de la interacción, de la codicia por sobreexplotar y sobre los deseos carnales más intensos, hechos explícitos en una raza extraterrestre pero que están también presentes en nosotros.
Me hubiera encantado que incluyeran más ilustraciones. Las que hay son geniales l!
Profile Image for Juan Arellano.
140 reviews12 followers
October 1, 2025
Novelita entretenida de un autor que leo por primera vez. Me recordó bastante a Farmer por el tema de relaciones humanos-extraterrestres, pero tiene su propia personalidad. Aunque el desarrollo de la trama parece predecible el autor logra apuntarse un par de movidas no esperadas, sobre todo al final. Esta bien para leer algo diferente entre otras lecturas de mayor envergadura.
Profile Image for Andrés Gómez.
50 reviews1 follower
November 23, 2024
Novela corta, impecablemente escrita, condensada apenas para explotar o implosionar en la imaginación del lector. Un gran apoyo visual son las ilustraciones que la acompañan (soy fan de LCB), que prácticamente corresponden a la perfección con los pasajes descritos. En esta historia se tocan temas como la naturaleza del deseo, la helada moral de las inteligencias artificiales, la instrumentalización de los individuos al acoplarse a roles determinados dentro de una jerarquía, el desequilibrio causado por la intervención del ser humano, la dominación colonial, incluso cuestionamientos epistemológicos hacia qué determina una superioridad tecnológica o cultural entre civilizaciones distintas, con estándares distintos. Todo esto abordado, cómo no, dentro de una historia sangrienta, bizarra, llena de deseo sexual llevado a lo más weird, no podríamos esperar menos de un libro de la editorial Vestigio.
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