Logo após a morte da mãe, Edward Radford é levado, pelas circunstâncias impostas, a acolher em sua propriedade as pobres e órfãs irmãs McCarthy. A contragosto ele acaba cedendo, mas não se mostra nem um pouco à vontade com isso. Ao perceber que as irmãs são um incomodo para ele, Jane McCarthy, a mais velha, decide levá-las de volta a Chesterfield. Com essa ameaça iminente e a chance de perder parte de sua herança, Edward é obrigado a traçar novos planos e percebe que para ter as irmãs consigo será necessário conquistar a confiança de Jane, o que irá se mostrar uma tarefa bastante árdua, dado as fortes convicções dela, sua crença inabalável e seu gênio forte. Esse é um romance vitoriano que envolve não só uma linda história de amor, mas também traz o relato das dificuldades enfrentadas pelas mulheres sem proteção, da pobreza, e da praga que infectou as plantações de batatas no período de 1845 a 1849, deixando um rastro de dor e miséria.
Li poucos livros da Naiara Aimee, mas amei todos os que li e fazia um tempo que eu não pegava nada dela. Esse livro eu tinha há incríveis SETE ANOS e ainda não havia lido, acreditam?! Uma amiga me inspirou a lê-lo (obrigada, Sil) e, uma vez começada a leitura, não consegui largar. Fui conquistada desde o começo, é impossível não se apaixonar por essa trama. Só de ler a sinopse a gente já se empolga. Eu amei acompanhar a transformação de Edward Radford, um jovem sínico e descrente graças aos horrores que seu pai causou em sua família. Jane McCarthy é uma mocinha forte e decidida, às vezes teimosa demais a ponto de testar nossa paciência, mas que sempre age de forma justa e correta, e até mesmo reconhece quando sua teimosia passa do ponto. Com Edward ela aprendeu que não precisava fazer tudo sozinha, que estava tudo bem dividir o fardo com alguém que se importava com você. E ela o ensinou a amar, a voltar a crer em Deus e a ter fé de que Ele estava cuidando de tudo. Edward se tornou um homem ainda melhor ao abrir seu coração para Jane.
O livro também conta com personagens secundários maravilhosos, entre eles a Catherine, tia de Edward, que se mudou para casa dele para cuidar das cinco irmãs McCarthy, seu melhor amigo Harrison McFarland e a prima dele Charity, além de vários outros que apareceram por aqui (mas é melhor guardar a surpresa para a leitura). Falando das cinco irmãs McCarthy, elas lembram muito as irmãs Bennet da Jane Austen. Foi bem legal ver a dinâmica delas, mesmo perdendo a linha com a Kimberly em vários momentos (Lydia Bennet, é você?). Também temos momentos memoráveis aqui, e momentos que me deixaram com o coração na mão, pois Edward guardava alguns segredos de Jane - e nós leitores sabemos que segredos tendem a ser revelados inesperadamente, nos piores momentos possíveis. Eu ficava naquela de "ai, G-zuiz, ainda vai dar ruim". Foi uma jornada e tanto, e eu amei acompanhar cada momento dela.
Só não dei a nota máxima para o livro porque senti falta de ver algumas coisas que esperei ansiosamente durante a leitura (e aqui vem SPOILERS): - Jane descobrir que Edward já não via a ex-amante muito antes de conhecê-la. Isso nunca chegou a ser revelado a ela, e seria um toque interessante, já que a existência dessa amante lhe causou muito sofrimento; - Jane saber que Edward fez o que fez porque queria se vingar do pai. E também que ele não precisava mantê-la na casa dele para receber a herança, pois o advogado já tinha lhe assegurado que ele herdaria tudo mesmo que Jane fosse embora. Ficaria ainda mais claro para ela que Edward queria que ela não fosse embora porque de fato a amava, e não pela herança (que foi o que ela passou a acreditar); - Um final feliz pro melhor amigo de Edward, Harrison McFarland. Ele se apaixonou por Anna, não foi correspondido e ainda acabou sozinho. Sinceramente, pra mim não fez sentido colocar esse sentimento lá, nem o tempo que eles passaram juntos (mesmo ficando claro para os leitores que ela não se interessava por ele) para depois inserir um outro personagem, já na reta final da história, para ficar com a Anna; - Edward descobrir que a Jane ainda estava com raiva, mesmo depois de todo aquele tempo separados, porque ela havia encontrado a ex-amante dele e a periga mentiu pra ela. Ele nunca ficou sabendo desse fato - e eu gosto de verdades reveladas nas histórias, hehe; - E por último, apenas uma observação que em nada influenciou a história, nem a minha nota: a cronologia do epílogo não bate. O epílogo se passa 3 meses depois do casamento, mas lá fala que eles estão casados há algumas semanas, em vez de meses. Fiquei meio confusa nessa parte aí.
De qualquer forma, o livro foi maravilhoso e eu amei conhecer essa história. Claro que eu recomendo demais!!!
This entire review has been hidden because of spoilers.
Como em todos os livros da Naiara Aimee, esta foi mais uma leitura agradável. Foi a primeira vez que li um livro de romance de época com um teor religioso muito presente. O foco desta história foi a valorização da família e a força do perdão. Além disso, aprendemos mais sobre a grande fome que assolou a Irlanda no ano de 1840, com um anexo ao final explicando o que foi este acontecimento histórico.
"Sou como uma rosa com espinhos. As rosas não têm controle sobre quem elas irão machucar" - Capítulo 23