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Manifesto Antropófago e outros textos
Nesses textos fundamentais do modernismo, estão congregadas as ideias certeiras e beligerantes do autor de Serafim Ponte Grande.
Este volume da Coleção Grandes Ideias reúne quatro textos lapidares de Oswald de Andrade: "Manifesto da Poesia Pau Brasil", "Manifesto Antropófago", "falação" e "Antologia". Nessa seleta, é possível ter acesso ao projeto estético cultural e à crítica contundente sobre a ideia de nação, com a marca da inteligência, do humor e do poder de síntese do mais transgressor dos modernistas.
Publicado originalmente no Correio da Manhã em 1924, "Manifesto da Poesia Pau Brasil" sugere novos princípios para a poesia. Ao louvar "a contribuição milionária de todos os erros", o autor propõe a fusão de elementos eruditos e populares e a incorporação do cotidiano e da oralidade.
Já o "Manifesto Antropófago", incluído pela primeira vez na Revista de Antropofagia, foi concebido em 1928. Ao questionar a noção de identidade brasileira, a obra viria a se tornar uma mais cultuadas de Oswald.
Os outros dois textos são menos conhecidos do público: "falação", publicado como abertura do volume de poemas Pau Brasil, de 1925, é uma síntese das ideias enaltecidas no "Manifesto da Poesia Pau Brasil", e "Antologia", escrito em 1928, levou o trocadilho ao extremo, com seu conteúdo cômico e extremamente combativo.
Este volume da Coleção Grandes Ideias reúne quatro textos lapidares de Oswald de Andrade: "Manifesto da Poesia Pau Brasil", "Manifesto Antropófago", "falação" e "Antologia". Nessa seleta, é possível ter acesso ao projeto estético cultural e à crítica contundente sobre a ideia de nação, com a marca da inteligência, do humor e do poder de síntese do mais transgressor dos modernistas.
Publicado originalmente no Correio da Manhã em 1924, "Manifesto da Poesia Pau Brasil" sugere novos princípios para a poesia. Ao louvar "a contribuição milionária de todos os erros", o autor propõe a fusão de elementos eruditos e populares e a incorporação do cotidiano e da oralidade.
Já o "Manifesto Antropófago", incluído pela primeira vez na Revista de Antropofagia, foi concebido em 1928. Ao questionar a noção de identidade brasileira, a obra viria a se tornar uma mais cultuadas de Oswald.
Os outros dois textos são menos conhecidos do público: "falação", publicado como abertura do volume de poemas Pau Brasil, de 1925, é uma síntese das ideias enaltecidas no "Manifesto da Poesia Pau Brasil", e "Antologia", escrito em 1928, levou o trocadilho ao extremo, com seu conteúdo cômico e extremamente combativo.
80 pages, Paperback
First published January 1, 1924
About the author
Oswald de Andrade
59 books51 followersJosé Oswald de Andrade Souza (January 11, 1890 – October 22, 1954) was a Brazilian poet and polemicist. He was born and spent most of his life in São Paulo.
Andrade was one of the founders of Brazilian modernism and a member of the Group of Five, along with Mário de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral and Menotti del Picchia. He participated in the Week of Modern Art (Semana de Arte Moderna).
Andrade is best known for his manifesto of Brazilian nationalism, Manifesto Antropófago (Cannibal Manifesto), published in 1928. Its argument is that Brazil's history of "cannibalizing" other cultures is its greatest strength, while playing on the modernists' primitivist interest in cannibalism as an alleged tribal rite. Cannibalism becomes a way for Brazil to assert itself against European postcolonial cultural domination. The Manifesto's iconic line is "Tupi or not Tupi: that is the question." The line is simultaneously a celebration of the Tupi, who had been at times accused of cannibalism (most notoriously by Hans Staden), and an instance of cannibalism: it eats Shakespeare.
Born into a wealthy family, Andrade used his money and connections to support numerous modernist artists and projects. He sponsored the publication of several major novels of the period, produced a number of experimental plays, and supported several painters, including Tarsila do Amaral, with whom he had a long affair, and Lasar Segall. His role in the modernist community was made somewhat awkward, however, by his feud with Mário de Andrade, which lasted from 1929 (after Oswald de Andrade published a pseudonymous essay mocking Mário for effeminacy) until Mário de Andrade's untimely death in 1945.
Andrade was one of the founders of Brazilian modernism and a member of the Group of Five, along with Mário de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral and Menotti del Picchia. He participated in the Week of Modern Art (Semana de Arte Moderna).
Andrade is best known for his manifesto of Brazilian nationalism, Manifesto Antropófago (Cannibal Manifesto), published in 1928. Its argument is that Brazil's history of "cannibalizing" other cultures is its greatest strength, while playing on the modernists' primitivist interest in cannibalism as an alleged tribal rite. Cannibalism becomes a way for Brazil to assert itself against European postcolonial cultural domination. The Manifesto's iconic line is "Tupi or not Tupi: that is the question." The line is simultaneously a celebration of the Tupi, who had been at times accused of cannibalism (most notoriously by Hans Staden), and an instance of cannibalism: it eats Shakespeare.
Born into a wealthy family, Andrade used his money and connections to support numerous modernist artists and projects. He sponsored the publication of several major novels of the period, produced a number of experimental plays, and supported several painters, including Tarsila do Amaral, with whom he had a long affair, and Lasar Segall. His role in the modernist community was made somewhat awkward, however, by his feud with Mário de Andrade, which lasted from 1929 (after Oswald de Andrade published a pseudonymous essay mocking Mário for effeminacy) until Mário de Andrade's untimely death in 1945.
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Community Reviews
Displaying 1 - 22 of 22 reviews
June 23, 2020
4,4/5,0
Brasil 2020 vs 1920:
Mudamos? sim.
Melhoramos? talvez.
Progredimos? jamais.
É tão triste terminar um livro cheio de antropofagia de boas ideias, cheio do dinamismo de um manifesto (que não devia ser "de época") e se encontrar encalhado na mesma baía de 100 anos atrás.
Acho que perdemos nossa vontade de lutar e idealizar. Voltamos aos (não velhos) mas arcaicos costumes de conservadorismo colonial, de "confusionismo típico".
- Onde está o tupy or not tupy do progresso prometido pela bandeira da nossa pátria?
- Onde está o abolicionismo do nosso eterno estado de letargia?
- Onde está o dia em que a nação voltará a ser a pátria voltada ao homem pelo homem ao invés deste estado de espírito sem corpo? (Corpo sem espírito?)
Entre muitos, vários, alguns contextos, não busco a regressão, progressão ou subversão. Só busco a consciência, esta infeliz capacidade, que me causa tristeza.
Em suma, acredito que essa seja uma boa leitura para quem quer abrir os seus horizontes.
Brasil 2020 vs 1920:
Mudamos? sim.
Melhoramos? talvez.
Progredimos? jamais.
É tão triste terminar um livro cheio de antropofagia de boas ideias, cheio do dinamismo de um manifesto (que não devia ser "de época") e se encontrar encalhado na mesma baía de 100 anos atrás.
Acho que perdemos nossa vontade de lutar e idealizar. Voltamos aos (não velhos) mas arcaicos costumes de conservadorismo colonial, de "confusionismo típico".
- Onde está o tupy or not tupy do progresso prometido pela bandeira da nossa pátria?
- Onde está o abolicionismo do nosso eterno estado de letargia?
- Onde está o dia em que a nação voltará a ser a pátria voltada ao homem pelo homem ao invés deste estado de espírito sem corpo? (Corpo sem espírito?)
Entre muitos, vários, alguns contextos, não busco a regressão, progressão ou subversão. Só busco a consciência, esta infeliz capacidade, que me causa tristeza.
Em suma, acredito que essa seja uma boa leitura para quem quer abrir os seus horizontes.
January 6, 2022
entre bolas dentro e bolas fora fica a importância ideológica e estética, o legado de um pensador e de um movimento
September 29, 2021
Ανθρωποφαγικό Μανιφέστο, Όσβαλντ Ντε Αντράντε
Μετάφραση : Χρίστος Αγγελακόπουλος
Εκδόσεις :
Άλλο ένα κομψοτέχνημα της σειράς "Μικρή Βιβλιοθήκη" από τις εκδόσεις
Το συγκεκριμένο έργο του Αντράντε είναι καταγραφή σκέψεων με την μορφή αφορισμών. Χρησιμοποιώντας τον συμβολισμό, την έννοια της μεταφοράς, περιγράφει την ανθρωποφαγία, τον κανιβαλισμό, ως αφομοίωση και συγκερασμό πολιτιστικών στοιχείων που οδηγούν σε μια μορφή πολιτισμού αυθεντική, ομοιογενή και όχι υβριδική.
Γραμμένο το 1928, είναι μια διακήρυξη του συγγραφέα για την αυθεντικότητα της βραζιλιάνικης κουλτούρας μετά από αιώνες αποικισμού.
"Με ενδιαφέρει μόνο ο, τι όχι δικό μου. Ο Νόμος του Ανθρώπου.
Ο νόμος του κανίβαλου."
"Ποτέ δεν εικάσαμε. Μα προφητέψαμε. Είχαμε Πολιτική, την επιστήμη της διανομής. Και ένα κοινωνικό σύστημα σε αρμονία με τον πλανήτη."
"Από τον Γουίλιαμ Τζέιμς και τον Βορονόφ.
Η μεταμόρφωση του Ταμπού σε τοτέμ.
Κανιβαλισμός."
"Πριν οι Πορτογάλοι ανακαλύψουμε τη Βραζιλία, η Βραζιλία είχε ανακαλύψει την ευτυχία."
Μετάφραση : Χρίστος Αγγελακόπουλος
Εκδόσεις :
Άλλο ένα κομψοτέχνημα της σειράς "Μικρή Βιβλιοθήκη" από τις εκδόσεις
Το συγκεκριμένο έργο του Αντράντε είναι καταγραφή σκέψεων με την μορφή αφορισμών. Χρησιμοποιώντας τον συμβολισμό, την έννοια της μεταφοράς, περιγράφει την ανθρωποφαγία, τον κανιβαλισμό, ως αφομοίωση και συγκερασμό πολιτιστικών στοιχείων που οδηγούν σε μια μορφή πολιτισμού αυθεντική, ομοιογενή και όχι υβριδική.
Γραμμένο το 1928, είναι μια διακήρυξη του συγγραφέα για την αυθεντικότητα της βραζιλιάνικης κουλτούρας μετά από αιώνες αποικισμού.
"Με ενδιαφέρει μόνο ο, τι όχι δικό μου. Ο Νόμος του Ανθρώπου.
Ο νόμος του κανίβαλου."
"Ποτέ δεν εικάσαμε. Μα προφητέψαμε. Είχαμε Πολιτική, την επιστήμη της διανομής. Και ένα κοινωνικό σύστημα σε αρμονία με τον πλανήτη."
"Από τον Γουίλιαμ Τζέιμς και τον Βορονόφ.
Η μεταμόρφωση του Ταμπού σε τοτέμ.
Κανιβαλισμός."
"Πριν οι Πορτογάλοι ανακαλύψουμε τη Βραζιλία, η Βραζιλία είχε ανακαλύψει την ευτυχία."
January 4, 2024
li só os de "filosofia"
January 17, 2024
A reza. O carnaval. A energia íntima. O sabiá. A hospitalidade um pouco sensual, amorosa. A saudade dos pajés e os campos de aviação militar. Pau Brasil.
July 28, 2026
Não sou o público alvo. Leitura extremamente complexa
January 10, 2020
Mesmo quando eventualmente discordo, admiro as ideias que Oswald manifesta, mas não as palavras. A supressão de pronomes de ligação, por exemplo, é algo que realmente me incomoda. Às vezes seus versos parecem delírios, e, mesmo que seja essa a intenção, fico com a impressão de que os textos contidos no livro teriam tido muito mais força se optasse por uma narrativa mais universal. Há quem diga que a essência de seu trabalho está justamente nessa narrativa, e que transformá-la em universal seria o mesmo que se contradizer, mas penso que não haveria contradição alguma, e que se a essência dele está na narrativa, bem, não me agradou... O manifesto antropófago me soou como o destaque do livro. Gosto do humor e da audácia sonhadora de Oswald. Sem dúvidas, uma importante leitura.
May 15, 2024
manifesto que resumiu a semana de 22 junto de outros textos. não sou O especialista em filosofia mas, sem querer ser o supla, concordo com os acadêmicos: o conceito de a antropofagia cultural é a maior contribuição do brasil à filosofia.
senti uma vibe nietzscheana na escrita do oswald: ele se comunicava através de aforismos metafóricos, ácidos, poéticos e irônicos. gostei do bom humor desses textos; são cheios de piadinhas e trocadilhos - bem carnavalescos.
senti uma vibe nietzscheana na escrita do oswald: ele se comunicava através de aforismos metafóricos, ácidos, poéticos e irônicos. gostei do bom humor desses textos; são cheios de piadinhas e trocadilhos - bem carnavalescos.
May 21, 2025
por vezes era bola fora .. por outras era bola dentro !!!
March 14, 2026
“Sólo la Antropofagia nos une. Socialmente. Económicamente. Filosóficamente.
Única ley del mundo. Expresión enmascarada de todos los individualismos, de todos los colectivismos. De todas las religiones. De todos los tratados de paz.
(…)
Antes de que los portugueses descubrieran al Brasil, Brasil había descubierto la felicidad.
(…)
Lo que sucede no es una sublimación del instinto sexual. Es la escala termométrica del instinto antropófago. De carnal, él se vuelve electivo y crea la amistad. Afectivo, el amor. Especulativo, la ciencia. Se desvía y se transfiere. Llegamos al envilecimiento. La baja antropofagia aglomerada en los pecados del catecismo – la envidia, la usura, la calumnia, el asesinato. Plaga de los llamados pueblos cultos y cristianizados, es en contra de ella que estamos actuando. Antropófagos.”
Única ley del mundo. Expresión enmascarada de todos los individualismos, de todos los colectivismos. De todas las religiones. De todos los tratados de paz.
(…)
Antes de que los portugueses descubrieran al Brasil, Brasil había descubierto la felicidad.
(…)
Lo que sucede no es una sublimación del instinto sexual. Es la escala termométrica del instinto antropófago. De carnal, él se vuelve electivo y crea la amistad. Afectivo, el amor. Especulativo, la ciencia. Se desvía y se transfiere. Llegamos al envilecimiento. La baja antropofagia aglomerada en los pecados del catecismo – la envidia, la usura, la calumnia, el asesinato. Plaga de los llamados pueblos cultos y cristianizados, es en contra de ella que estamos actuando. Antropófagos.”
September 5, 2023
Currently reading Viveiros de Castro, I got to Oswald de Andrade as he mentioned his Manifesto Antropófago. I'm absolutely mesmerized by amerindian perspectivism, and the vitality in this text, that is at the same time compressed and expansive like a supernova, is simply out worldly -or better, a hundred percent earthly. It is fascinating the inversion of every Occidental value we have historically given for granted, from epistemology to ontology. The human part in every being reminds me, anyway, to the Spinoza's substance and his ways of being, all participating from some of its attributes: I have yet to read this relationship, so I may be wrong. Anyway, I'll keep on reading.
April 3, 2025
Os primeiros textos são bem curtos e pouco esclarecem e desenvolvem (entre eles o tal do manifesto), me senti constantemente confuso por não ter um décimo da formação do Oswald. Nos textos mais diretos e desenvolvidos, consegui aproveitar melhor das ideias instigantes e engajantes do autor sobre cultura, política, história, sociedade. O texto sobre Antologia foi bem divertido e engraçado. Acho que precisamos mais dessa vontade de Brasil exposta aqui, tudo hoje em dia parece tão conservador, pessimista e reacionário
December 9, 2025
Was sent this by another PhD because I made my interest in our labeling ourselves cannibals known. So so fun and deeply satisfying. Eating the bishops. Making fun of the Catholic dad's in Molière. Freud gets his dues for being anti-religion. Mimicry. Shakespeare fun. Art. All the good stuff. Is the art of manifesto writing lost? Probably not in some places, but I have not read any new goods ones, so my heart feels as if they are. This manifesto has bolstered my spirit that essay series on cannibalism may yet be possible despite the fact that I have been told : "that is not history" or "you cannot write seventy pages about a poem a man sings to his snake."
Manifesto is quick read: https://writing.upenn.edu/library/And...
Manifesto is quick read: https://writing.upenn.edu/library/And...
February 22, 2021
curto mas vale debruçar-se sobre por uns dias. foi o que fiz. pra de fato tatear as palavras ali.
da equação eu parte do cosmos ao axioma cosmos parte do eu.
salve, oswald de andrade! vamos comer tudo de novo.
da equação eu parte do cosmos ao axioma cosmos parte do eu.
salve, oswald de andrade! vamos comer tudo de novo.
December 30, 2018
Oswald tem razão.
November 27, 2022
releitura. amo demais.
February 6, 2023
"Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade."
April 29, 2023
Todos os textos são guiados por um princípio básico: a idolatria à curiosidade e o ódio a tudo que a impede. E eu amo
September 23, 2023
O PRIMEIRO DECOLONIAL!!!!
November 24, 2023
tupi or not tupi, that's the question
June 13, 2024
"Nossa independência ainda não foi proclamada."
September 24, 2024
tupy, or not tupy that is the question. ainda somos como nossos pais, mesmo.
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