Mistérios de Lisboa patenteia a decadência aristocrática.
Camilo Castelo Branco despe a fidalguia, mostra como interesse monetário fala mais alto que os valores morais e sociais.
Neste primeiro volume encontramos um pobre rapaz órfão, fruto de um amor proibido entre dois jovens fidalgos das melhores famílias de Lisboa, que se namoram contra vontade do pai da moça.
O pai de Ângela, nobre endividado, vende a filha para um fidalgo rico, como se esta fosse uma mercadoria, omite ao genro que ela deu à luz um rapaz, que ele mandara matar no dia do seu nascimento.
O conde, após o casamento descobre o mistério, sente-se traído pelo Nobre e vinga-se na esposa, enclausura-a a pão e água durante anos, num quarto sem visitas e com pouca luz.
Padre Dinis, é o santo protetor da criança, salvou-o da morte à nascença e esconde-o na sua casa.
Quinze anos depois, Padre Dinis conta a João quem é a sua mãe e promove o encontro entre eles, o encontro entre mãe e filho, dá forças a Ângela para fugir das amarras do marido.
É uma delícia a escrita de Camilo Castelo Branco, a cena do encontro entre mãe e filho, foi tão intenso que fiquei com a lágrima no canto do olho.