A permanência dos Bailados Russos em Lisboa entre dezembro de 1917 e março de 1918 coincidiu com um dos períodos mais sombrios da sua história: em plena Primeira Guerra Mundial não havia espaço de manobra para a apresentação dos espetáculos da trupe russa na maior parte dos palcos da Europa.
Os espetáculos na capital portuguesa ocorreram em condições difíceis: o golpe de Estado de Sidónio Pais e a consequente instabilidade política na capital fizeram adiar a estreia nacional e o público não estaria na melhor disposição para os acolher.
No final da temporada lisboeta, a falta de contratos internacionais fez com que a companhia fosse forçada a arrastar a sua permanência em Lisboa, subsistindo em circunstâncias adversas.
MARIA JOÃO CASTRO é licenciada em Turismo e Gestão Empresas Turísticas, pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (1995); Mestre em História de Arte Contemporânea (2007) com a tese A viagem e a arte em Portugal no Estado Novo: as visitas presidenciais às ex-colónias e Doutorada em História da Arte Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (2014), com a tese A dança e o poder ou o poder da dança: diálogos e confrontos no século XX. Actualmente, é bolseira de pós-doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia e Investigadora integrada do Instituto de História da Arte (IHC-FCSH/UNL) e do Centro de História d'Aquém e d´Além Mar (CHAM-FCSH/UNL) tem vindo a participar em comissões científicas, a organizar colóquios internacionais e ciclos de conferências nacionais. Publicou artigos em revistas da especialidade, nomeadamente na Fugas (Público), e na Across Luxury Travel& Safaris, sendo autora dos livros Notas de Viagem (2012) e Itinerários Perdidos (2013).