Phileas Fogg, uma enigmática personagem de Verne, é um fleumático inglês que aceita a aposta de dar a volta ao mundo em oitenta dias. Parte de Londres na companhia do seu criado João Passepartout numa aventura que o levará pela Europa, América, Ásia e África. É perseguido pelo agente Fix, que está convencido que ele roubou 55.000 libras do Banco de Inglaterra. Esta foi a obra mais popular de Verne e o seu maior sucesso de vendas.
Verne wrote about space, air, and underwater travel before people invented navigable aircraft and practical submarines and devised any means of spacecraft. He ranks behind Dame Agatha Mary Clarissa Christie as the second most translated author of all time. People made his prominent films. People often refer to Verne alongside Herbert George Wells as the "father of science fiction."
Julio Verne dispensa quaisquer apresentações. Mais uma releitura (devo ter lido esse livro umas 10 vezes, contanto esta!) Em minha opinião deveria ser leitura obrigatória para todos os adolescentes e jovens. Livro fascinante de uma época em que o mundo estava diminuindo cada vez mais, mas ainda grande o suficiente para uma aposta como a do livro existir. Hoje seria completamente absurda a viagem já que se pode fazê-la no espaço de um único dia! Mas, naquela época pré-moderna que se deliciava com as inovações da ciência e da tecnologia. Ingênua época que veria duas guerras mundiais destruir sonhos e abalar as estruturas do mundo. Livro obrigatório para TODOS. Recomendadíssimo.
Imagine a Londres vitoriana, onde a vida seguia um ritmo ditado pela precisão dos relógios e pela rigidez dos costumes. É nesse cenário que surge Phileas Fogg, um cavalheiro enigmático cuja rotina impecável é subitamente abalada por uma aposta audaciosa: circum-navegar o globo em oitenta dias. Parece loucura, não é? Desafiar o ceticismo de um clube de cavalheiros e embarcar em uma aventura que testará os limites do tempo e da perseverança. Se a ideia de acompanhar essa jornada improvável, repleta de reviravoltas e descobertas em terras distantes, te soa irresistível, então continue lendo. Você está prestes a descobrir por que essa obra clássica de Júlio Verne continua a nos fascinar.
"A Volta ao Mundo em Oitenta Dias" não é apenas um relato de uma viagem; é uma imersão em um mundo que se abria para a globalização, impulsionado pelos avanços tecnológicos da Revolução Industrial. Acompanhamos Phileas Fogg e seu espirituoso criado Passepartout em uma odisseia que nos leva da efervescente Inglaterra aos mistérios da Índia, à vastidão dos Estados Unidos e aos encantos do Oriente. A narrativa de Júlio Verne pulsa com uma curiosidade genuína pelo mundo e suas diversas culturas, tecendo uma trama que, apesar de sua premissa aparentemente simples, se revela surpreendentemente engenhosa e cativante.
Verne, um mestre da literatura de viagens, nos convida a refletir sobre o impacto da tecnologia em nossa percepção do planeta. A locomotiva a vapor e o navio a vapor, os principais meios de transporte da aventura, simbolizam o progresso que encurtava distâncias e transformava a maneira como o mundo era compreendido. A própria biografia de Verne, com sua frustrada tentativa de fuga para o mar na juventude e suas posteriores viagens de iate, ecoa a paixão por exploração que permeia suas obras. Ele não apenas imaginava mundos; ele ansiava por vivenciá-los.
Phileas Fogg, inicialmente apresentado como um homem de hábitos inflexíveis e aparente frieza, passa por uma transformação sutil, mas significativa ao longo da jornada. A urgência da aposta o expõe a laços de amizade e ao despertar do amor, valores que gradualmente superam sua rigidez inicial. Embora os personagens secundários não recebam o mesmo nível de desenvolvimento aprofundado, dada a concisão da obra, suas interações com Fogg são cruciais para impulsionar a narrativa e revelar novas facetas de sua personalidade.
A maestria descritiva de Verne nos transporta para os cenários exóticos da aventura. Ele equilibra a riqueza dos detalhes com um ritmo ágil, permitindo que visualizemos as paisagens da Índia e do oeste americano através de uma lente europeia da época. É importante, contudo, reconhecer que a obra reflete os preconceitos inerentes ao contexto histórico de sua criação. Termos e perspectivas coloniais podem gerar desconforto, exigindo uma leitura contextualizada e um olhar crítico sobre essas passagens.
Apesar dessas ressalvas, "A Volta ao Mundo em Oitenta Dias" permanece uma emocionante jornada que nos convida a confrontar diferentes culturas e perspectivas. A escrita direta e envolvente de Júlio Verne nos prende a cada reviravolta, fazendo-nos torcer pelo sucesso improvável de Phileas Fogg. É uma aventura que celebra a curiosidade, a perseverança e a capacidade humana de superar desafios aparentemente insuperáveis.
Em suma, se você busca uma aventura clássica que te fará viajar pelo mundo sem sair do lugar, que te apresentará a um protagonista intrigante em uma corrida contra o tempo e que te fará refletir sobre o impacto da tecnologia e as nuances das diferentes culturas, então sim, "A Volta ao Mundo em Oitenta Dias" continua sendo uma leitura que vale a pena. É uma porta de entrada para um mundo de descobertas e um testemunho atemporal da imaginação fértil de Júlio Verne.
Enfadonho. O escritor descreve todas as cidades e paisagens por onde passa. Pelo meio vai metendo alguns episódios que as personagens vivem mas sempre de forma muito superficial. Não é uma leitura que recomende. Na minha opinião, o autor tem livros mais interessantes.