Ivair Gontijo nasceu em Moema, no interior de Minas Gerais. Filho de uma família numerosa, viu uma televisão pela primeira vez em 1969, durante a transmissão da chegada do homem à Lua. Esse fato marcaria a sua vida e serviria de inspiração ao longo de toda a sua carreira. Depois de se formar num colégio agrícola, foi trabalhar na Fazenda Água Branca, que ficava a 100km da cidade mais próxima e não tinha luz elétrica. Viveu alguns anos isolado como um astronauta no espaço. A despeito do ceticismo dos colegas da fazenda, pediu demissão e se matriculou num cursinho pré-vestibular. Queria estudar física na UFMG, a Universidade Federal de Minas Gerais. Passou, se formou e logo entrou para o mestrado em óptica na mesma instituição. A partir daí, construiu uma promissora carreira acadêmica. Fez o doutorado em optoeletrônica no departamento de engenharia elétrica da Universidade de Glasgow, na Escócia, e dois pós-docs: um na Universidade Heriot-Watt, em Edimburgo, e outro na UCLA, a Universidade da Califórnia em Los Angeles. Depois disso fixou residência nos Estados Unidos e trabalhou com fibra ótica numa empresa de tecnologia e fabricando lentes para cirurgias de catarata. Bateu várias vezes na porta da NASA até conseguir uma vaga no JPL e trabalhar no radar do veículo Curiosity. Atualmente mora em Los Angeles com a esposa.
Assisti a uma palestra do Ivair Gontijo na Campus Party 2019 e em pouco menos de uma hora ele contou um pouco sobre a carreira dele, como foi trabalhar na Nasa e especialmente no MSL. O livro traz mais do que isso, conta tudo o que foi necessário para o projeto, o contexto histórico, as façanhas na engenharia entre outras coisas. O que torna tudo mais legal é a própria perspectiva do Ivair sobre tudo e em como ele fez parte disso.