Estórias divertidas de um Portugal cheio de estórias.
Ao longo destes 20 anos como repórter, tenho ouvido tantas estórias dos lugares por onde passo. Delicio-me com as lendas que se transmitem de geração em geração, onde não falta uma pitada de mistério, aplaudo os heróis que, ao longo dos séculos, deram a vida pelo país em batalhas recheadas de mitos e pormenores curiosos, solto uma boa gargalhada com alguns ditos curiosos das terras, emociono-me com o orgulho das pessoas pelo seu passado e, confesso, fico com fome quando me contam as estórias por detrás de alguns pratos tradicionais portugueses.
Neste livro reuni algumas destas estórias que tanta gente boa tem partilhado comigo. Sou um curioso por natureza, logo pesquisei em livros e entrevistei a população local para lhe alguns dos ditos, mitos e lendas do nosso país.
Sabe onde fica a terra que é chamada de penico de Portugal? De onde vem a expressão andar sempre com o credo na boca? Já passou pela freguesia Amor, em Leiria? Conhece a lenda da erra que quase toca nas estrelas, das trutas de ouro, das duas caras de Guimarães, da lenda de São Macário e do Santo António da ilha Terceira? Já ouviu falar de uma valente discussão que agitou os rios Mondego, Alva e Zêzere? Estudou os mitos em volta da Batalha de São Mamede ou da chamada Guerra das Laranjas? E a origem das rabanadas, das cavacas, dos tremoços de que tanto gosto ou da famosa francesinha?
Formado em Teologia na Universidade Católica e em Jornalismo da Universidade do Porto. Começou o percurso televisivo na RTP em 2000. Autor de três livros de poesia (Rostos do Mar, Gestação da Chuva e Branco); três contos infantis (Aldeia da Casa Magia e Lágrima Chamada Sal, e Clara a Menina das Cores; dois livros de pequenas histórias de Portugal (Lendas e Mitos de Portugal e Nação Valente). Autor do blogue Aguaemazeite.com A par da televisão e da escrita, Hélder Reis é agricultor na sua empresa Valle das Corujas, em Mirandela.
A nossa língua é rica em múltiplas e variadas frases feitas, como por exemplo:
“És de Braga? Fecha a porta”
“Deu às de Vila Diogo”
“Foi resvés Campo de Ourique”
“Estás a ver passar os navios?”
“Sem dizer água vai”
“É como as obras de Santa Engrácia”
..................
São expressões vulgarmente utilizadas, sem que contudo se conheçam as suas origens. E como a curiosidade é uma característica que nos toca a todos, o autor indagou umas quantas, e partilhou as suas indagações neste livrinho que irá certamente espicaçar outros curiosos como ele...
E quem diria que:
— “Resvés Campo de Ourique” tem a ver com o célebre terramoto de 1755!
— A história das “obras de Santa Engrácia” envolve um amor proibido e uma morte na fogueira!
— “Deu às de Vila Diogo” tem a ver com judeus em fuga para uma vila na nossa vizinha Espanha!
etc, etc,....
Enfim...os curiosos que se entregarem a esta leitura irão certamente soltar muitos “Aaaaas” de exclamação!...
Para terminar não resisto a revelar-vos a origem da expressão “sem dizer água vai”, pois foi algo que me divertiu consideravelmente saber:
Em tempos idos e remotos, as águas usadas eram despejadas diretamente para as ruas, arremessadas das janelas das respetivas habitações. Tal ato era acompanhado pelo mandatório aviso “Água Vai”, bradado alto e bom som. Assim, os transeuntes que rondassem as proximidades poderiam salvaguardar-se quanto antes, pois imagine-se o que seria se tal evento ocorresse sem o imprescindível “água vai”...
PT: Gostei, mas não gostei de como estava escrito. Tem aquele português tipicamente... a tentar ser pretencioso e poétio... só conseguindo aborrecer uma pessoa. ENG: It's a really nice book about things said and legends told in Portugal, mostly of the entirely oral tradition. Some are more interesting than others but I think it's worth reading. However, I don't like the way the author writes. His Portuguese is (perhaps because of his TV background) really annoying. I want to read about those stories and legends, not have to skip paragraph because they're wandering around trying to be poetic. It's not cute.
Este é um livro cheio de boas intenções, mas que talvez peque por não acrescentar nada de novo. Pelo menos para mim, a maior parte destas historietas eram já sobejamente conhecidas. Pelo título do livro, estava à espera de mitos e lendas portuguesas, mas o que acaba por aqui se encontrar são textos bastante breves sobre uma ou outra curiosidade que o autor foi encontrando ao longo do tempo, a propósito de fazer programas de televisão por Portugal fora. Não é mau, obviamente, mas não é um livro marcante.
Li este livro para aprender português. É de uma escrita bastante simples, apesar de ser talvez um pouco aborrecida. São algumas histórias e contos sobre Portugal. Sendo estrangeiro, algumas histórias foram difíceis de perceber e também não foram tão interessantes, mas no geral gostei de o ler.
Apresentado este ano, em abril, Lendas Mitos e Ditos, de Hélder Reis, é um livro de histórias divertidas sobre várias localidades do nosso país e que respondem a questões como: • Onde fica a terra que é chamada de penico de Portugal? • De onde vem a expressão andar com o credo na boca? • Por acaso, alguém sabe que a expressão Tempo de Maria Cachucha tem origem numa dança sapateada, espanhola? • Sabe que, antes de descarregarem água suja pela janela, tinham de dizer “água vai”, sob pena de uma multa? • Já passou pela freguesia Amor, em Leiria? • Por que é que os corvos são o símbolo de Lisboa? • Conhece a lenda da erra que quase toca nas estrelas, das trutas de ouro, das duas caras de Guimarães, da lenda de São Macário e do Santo António da ilha Terceira? • E a praga de gafanhotos de que Alcains foi vítima? • Como nasceram Janeiro de Cima e Janeiro de Baixo? • Já ouviu falar de uma valente discussão que agitou os rios Mondego, Alva e Zêzere? • Estudou os mitos em volta da Batalha de São Mamede ou da chamada Guerra das Laranjas? • E a origem das rabanadas, das cavacas, dos tremoços ou da famosa francesinha? Histórias onde não falta mistério, humor e emoção.
Tinha expectativas diferentes para este livro, pois esperava algo mais documental e menos opinativo. Não gostei particularmente das divagações do autor sobre os locais e as pessoas, mas apreciei as suas análises psicológicas e comentários mais profundos sobre algumas lendas.
O livro é muito fácil de ler, o que é excelente, mas a ausência de um índice dificulta a procura de histórias específicas. Ainda assim, cumpriu o objetivo principal de apresentar lendas que eu não conhecia, tornando-se uma leitura agradável, apesar de algumas limitações :)
Um livro cheio de curiosidades do nosso Portugal. Umas mais conhecidas que outras, umas outras mais dúbias, mas todas nos dão vontade de sair por aí a conhecer o país. A meu ver, peca por não apresentar algumas diferentes versões da mesma história.
Tem algumas histórias interessantes, mas a forma de organização mais infantil misturada com uma escrita pretensiosa a tentar ser poética e com pouco conteúdo estragou tudo.