Alex Summers é um X-man do segundo escalão, não há muita dúvida sobre isso, afinal ele é irmão do Ciclope - um dos grandes X-man da história - e é chato ser o irmão à sombra do outro, então o Alex tá sempre naquela coisa de se provar e o monte de merda que decorre disso.
Mas "o que aconteceria se" o Ciclope não existisse?
Isso é o que descobrimos no Mutant X.
O Alex Summers da 616 "morre" - mas passa bem - num acidente com uma máquina do tempo, por motivos não muito bem explicados, a consciência dele acaba num outro Alex Summers de outra Terra (1298); uma Terra sem Ciclope.
Lá, o Alex Summers é fodão, um dos líderes mutantes, furou o olho do Reed Richards, casou com a Madelyne Pryor (a Mulher Marvel de lá), tem um filho (o pequeno Scotty), emprega a Elektra como babá, mandou os X-men à merda e montou o próprio grupo de mutantes heróis - Os Seis (em inglês é Six porque é o único número com X) - com uma galera da pesada: o Caído, versão demoníaca do Anjo refeito pelo Apocalipse; Tempestade de Sangue, a vampira mais barra pesada desse lado da Transilvânia; o Bruto, uma versão verde e mais animalesca do Fera; Homem de Gelo, com seus poderes descontrolados por causa do Loki, e, claro, o primeiro casal mutante, Alex Summers e Madelyne Pryor.
Aparentemente, não tem o ódio mutante tão comum na 616, as coisas parecem um pouco melhores e vai que é a hora do Alex brilhar, porém o cara casou com a Madelyne Pryor, como toda história em que essa mina aparece, ela vira, literalmente, um demônio. Uma Goblin Queen, inclusive. E aí a porca torce o rabo e vai ladeira abaixo até o mais fundo brejo.
No caminho, passamos por um Quarteto Fantástico sem poderes, mas com armaduras; um exército de clones do Aranha-Homem; um Nick Fury psicopata e racista; o Arraia e a Jaqueta Amarela como os grandes Vingadores, sério, o Arraia - pior só se aparecesse o Doutor Druida -; Wolverine, Dentes de Sabre e Selvagem peladões na neve canadense; um Doc Samson meio burro; um Doutor Coisa Estranha; um Magneto e uns X-men meio diferentões; um Capitão América desiludido e por aí vai.
Não é um novo clássico, nem nada, mas é bem feitinho.
A história é bacaninha, não tem aquela pressa toda que geralmente essas histórias alternativas tem, a arte é noventeira, mas sem pochetes e armas gigantes, eu diria que é um gibi divertido e inofensivo.
Mas fica uma pergunta: alguém já ouviu falar numa tal de Goblin Force?