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Lá Fora

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«Lá Fora» não é um livro sobre viagens demoradas a lugares exóticos, passeios venturosos a altas montanhas ou selvas escuras, ou grandes temporadas em metrópoles sofisticadas: aqui, mais do que lugares físicos onde tenha estado, Pedro Mexia escreve sobre lugares mentais. Há os teatros e as livrarias de Londres, mas também «Paris, Texas», de Wim Wenders. Há a Lisboa das Avenidas Novas e do Chiado, mas também as viagens de liteira de Camilo Castelo Branco. Há os verões da infância na Figueira da Foz, mas também a ilha grega de Leonard Cohen. Deambulando por geografias de espécie diferente, Mexia descreve lugares por onde passou e que, de alguma forma, não esqueceu.

«As crónicas de Pedro Mexia contam "mil coisas, sem sistema", como dizia o Eça. Mas contam-nas com olhar certeiro e prosa afiada. Nelas, não há nem ideias excessivas, nem fórmulas bombásticas: a crónica não é feita para impressionar, mas para fazer pensar, ainda que o pensamento apenas se torne visível através de um sorriso, de um esgar, de um suspiro. […] Cada uma das suas crónicas pergunta muito e só aparentemente responde. Digamos que a resposta é, mesmo assim, uma epifania, mas "uma epifania sóbria, contida, à inglesa".» —António Mega Ferreira, prefácio

192 pages, Paperback

First published April 1, 2017

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About the author

Pedro Mexia

103 books115 followers
PEDRO MEXIA nasceu em Lisboa, a 5 de Dezembro de 1972. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Foi crítico e cronista no Diário de Notícias (1998-2007) e no Público (2007-2011). Escreve actualmente no Expresso. Assina também uma coluna mensal na revista LER.

É conselheiro cultural do Presidente de República, desde 2016. Foi subdirector e director interino da Cinemateca Portuguesa (2008-2010). Tem colaborado regularmente em projectos das Produções Fictícias (É a Cultura, Estúpido, O Eixo do Mal, O Inimigo Público, Canal Q). É um dos membros do Governo Sombra (na TSF, desde 2008, e também na TVI24, desde 2012).

Publicou seis livros de poemas: Duplo Império (1999), Em Memória (2000), Avalanche (2001), Eliot e Outras Observações (2003), Vida Oculta (2004), Senhor Fantasma (2007) e Menos por Menos - Poemas Escolhidos (2011) e Uma Vez Que Tudo se Perdeu (2015).

Editou quatro colectâneas de crónicas, Primeira Pessoa (2006), Nada de Melancolia (2008), As Vidas dos Outros (2010) e O Mundo dos Vivos (2012).

Manteve os blogues A Coluna Infame (com João Pereira Coutinho e Pedro Lomba), 2002-2003; Dicionário do Diabo, 2003-2004, Fora do Mundo (com Francisco José Viegas e Pedro Lomba), 2004-2005; Estado Civil, 2005-2009; e Lei Seca, 2009-2012. Desses blogues nasceram três volumes de diários: Fora do Mundo (2004), Prova de Vida (2007) e Estado Civil (2009).

Está representado em 366 Poemas que Falam de Amor (2003), org. Vasco Graça Moura; Antologia do Humor Português (2008), org. Nuno Artur Silva e Inês Fonseca Santos; Poemas Portugueses – Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI, org. Jorge Reis-Sá e Rui Lage (2009); Alma Minha Gentil: Antologia general de la poesía portuguesa, org. Carlos Clementson (Espanha, 2009); e Poemas com Cinema, org. Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós e Rosa Maria Martelo (2010).

Organizou e prefaciou o volume de ensaios de Agustina Bessa-Luís Contemplação Carinhosa da Angústia. Traduziu Notas sobre o Cinematógrafo, do cineasta francês Robert Bresson. Publicou uma versão de uma peça de Tom Stoppard (Agora a Sério, 2010).

Escreveu a letra de uma canção ("Lixo") do álbum Equilíbrio (2010), de Balla.

Colaborou com dois projectos de peças curtas: Urgências (Teatro Maria Matos, 2004 e 2006) e Panos (Culturgest, 2012). Adaptou para teatro (com Ricardo Araújo Pereira) Como Fazer Coisas com Palavras, do filósofo inglês John Austin (Teatro São Luiz, 2008). Publicou a peça Nada de Dois (2009, encenada no Brasil em 2010 e no Canadá em 2011) e escreveu Pigmalião, a partir de Ovídio (Teatro Oficina, Guimarães, 2010). Encenou Agora a Sério, de Tom Stoppard (Teatro Aberto, 2010).

Escreveu o argumento do telefilme Bloqueio (realização de Henrique Oliveira, RTP, 2012).

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1 star
1 (<1%)
Displaying 1 - 14 of 14 reviews
Profile Image for Diogo Marques.
24 reviews1 follower
April 4, 2019
Page after page, this book is a repository of pure knowledge and an intellectual kind of nostalgia that doesn't get much too pretentious.
Amazing chronicles from one of my favorite personalities from Portuguese society.
Profile Image for Ritinha.
712 reviews139 followers
November 16, 2021
Os bons cronistas não abundam. Entre os vivos, o único que justifica o preço da assinatura das publicações em que escreve é o António Guerreiro. Mexia, entre os seus múltiplos defeitos - reaça, normalizador da ignorância liberacha de JMT, homem feio e gordo já na meia idade com comentários babosos sobre mulheres de vinte poucos, narcisista em sonso auto-aviltamento, etc. - é ainda portador da habilidade para dotar de substância a superficial avaliação de tempos e lugares que é por excelência uma crónica na imprensa.
Nem é tanto pela qualidade destas crónicas, é sobretudo pela escassez em redor que vai valendo a pena ler coisas como esta.
Profile Image for Joao De Oliveira.
15 reviews
October 30, 2019
Aconselho a leitura. O Pedro Mexia é sem dúvida um escritor muito lucido e inteligente, sua escrita é facil, divertida e reflexiva.
Gostei do livro, muito facil de ler. Um livro leve que nos remete a acontecimentos do passado quer pessoais do autor quer do mundo assim como acontecimentos mais recentes.
Profile Image for Sofia Costa Lima.
Author 4 books127 followers
Read
December 5, 2023
Foi uma leitura de que gostei muito, embora muitas vezes tenha sentido que não sou intelectual o suficiente para tantas das referências do autor. No entanto, a vantagem das crónicas é que se uma crónica não funcionar para ti não vai estragar a experiência com as outras.
25 reviews
December 9, 2024
Gostei muito livro. Aprendi muito com algumas crónicas que tinham acontecimentos históricos. Outras crónicas fizeram-me refletir. Pedro Mexia consegue explicar e mostrar muito bem a nostalgia sem ser saudosista.
Profile Image for Ana Nogueira.
26 reviews16 followers
May 19, 2020
Se eu não estivesse convencida o suficiente depois da crónica sobre urbanismo, a crónica sobre aeroportos ter-me-ia convencido.
Profile Image for Vasco Frazão.
5 reviews
June 26, 2025
Confesso que sempre me foi incutida uma certa predileção por crónicas e pela sensatez que esta aparentemente imana, o que, consequentemente, me faz achar piada a livros cujo conceito é fazer um apanhado da vida do autor durante um certo período temporal. Ainda assim, urge fazer críticas a muitos livros de crónicas, que acabam por pecar sempre nos mesmos aspectos. Entre eles, serem demasiado curtos ou demasiado longos, e demasiadamente monotematicos ou com uma pressa anormal em mudar de assunto. Posto isto, esta bugiganga do Pedro Mexia não escapa a nenhuma dessas anomalias, ainda que estas não fazem com que este deixe ser um grande trabalho. Atualmente, não tenho dúvidas que o autor tem das escritas mais polidas em Portugal, colocando-nos perante uma intelectualidade sóbria e modesta. Além de ter sido das leituras que mais me obrigaram a parar para fazer pesquisas, foi me relembrada a paixão pela observação e pela escrita sobre o espaço e o tempo. Foi um gosto ter descoberto a história da República da Rutânia, a bravura trivial de quem se arrisca a ir à Tomatina ou os contornos negros de Chappaquiddick. Acrescentei algo ao sentido que dou a conceitos como "casa" e "nostalgia". Para quem vive de clichés, os livros são formas de viajar o mundo sem sair do sofá, mas, neste caso, e tentando não cair em reflexões demasiado lamechas, o sofá foram as próprias crónicas, onde certamente voltarei a sentar-me durante os próximos tempos.
Profile Image for Mafalda Paiva.
12 reviews
January 25, 2023
Uma bonita viagem aos lugares de Pedro Mexia, pelo seu olhar, ao jeito de um bom cronista. Vale a viagem!
Profile Image for João Caramujo.
58 reviews
December 24, 2019
Uma compilação de crónicas não muito longas sobre variados temas. Uns mais atuais e outros mais intemporais, uns mais interessantes e outros menos. Por ser bem escrito e o Pedro Mexia alguém cujas opiniões partilho sobre bastantes assuntos, é agradável de ler e vale muito a pena.
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